30/07/2014

Nenhum comentário

NÚMERO DE PASTORES CANDIDATOS CRESCE 40% NESTAS ELEIÇÕES

Por Renato Vargens

O Portal UOL publicou que as eleições deste ano contarão com 270 candidatos que se declararam pastores, um crescimento de 40% com relação ao pleito de 2010, quando 193 pessoas disseram ocupar o cargo. Além disso, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) registrou a candidatura de 32 bispos (25% a menos do que em 2010) e 16 padres (30% a menos).

O PSC lidera a indicação de sacerdotes: são 37 clérigos evangélicos um deles é o pastor Everaldo, que disputa a presidência da República pelo partido.

Pois é, em época de eleições o que aparecem de pastores candidatando-se a cargos públicos não está no gibi. Lamentavelmente em nome de Deus um número grande líderes cristãos advogam pra si o titulo de enviado do Senhor e salvador da pátria.

Aqueles que me conhecem sabem que não advogo a idéia que comumente tem tomado conta de parte dos evangélicos nos dias de hoje. Não creio na manipulação religiosa em nome de Deus, não creio num messianismo onde a utopia de um mundo perfeito se constrói a partir do momento em que crentes são eleitos, não creio na venda casada de votos, nem tampouco no toma-lá-dá-cá onde eleitores são trocados por benesses de politicos.

Creio que o voto é intransferível e inegociável. Acredito que nenhum cristão deve se sentir obrigado a votar em um candidato pelo simples fato de ele se confessar cristão evangélico. Antes disso, os evangélicos devem discernir se os candidatos ditos cristãos são pessoas lúcidas e comprometidos com as causas de justiça e da verdade. Junta-se a isso que creio que nenhum eleitor evangélico deve se sentir culpado por ter opinião política diferente da de seu pastor ou líder espiritual. O pastor deve ser obedecido em tudo aquilo que ensina sobre a Palavra de Deus, de acordo com ela. No entanto, no âmbito político-partidário, a opinião do pastor deve ser ouvida apenas como a palavra de um cidadão, e não como uma profecia divina.

Caro leitor, na perspectiva da ética, dia de eleição é dia de exercermos livremente as nossas opções políticas e ideológicas, ninguém, absolutamente ninguém tem o direito de manipular, impor ou decidir por você em quem votar. O voto é pessoal e instranferível e somente você tem o direito de escolher em quem votar, ainda que isso represente não votar no candidato do seu pastor.

Encerro este post lembrando do pastor Billy Graham que ao receber o convite para concorrer à presidência da República dos Estados Unidos da América, recusou dizendo: “Por acaso eu trocaria o Santo Ministério da Palavra de Deus por um cargo tão insignificante?”

Isto posto, ouso afirmar que infelizmente alguns dos nossos pastores ao contrário do Dr. Billy Grahan aceitariam o convite na hora, não é verdade?

Pense nisso!

***

Renato Vargens é pastor da Igreja Cristã da Aliança, escritor, conferencista e blogueiro. É um dos mais antigos colunistas do Púlpito Cristão.

Leia mais

24/07/2014

Nenhum comentário

Para a Igreja Presbiteriana do Brasil, igreja 'Verbo da Vida' tem elementos característicos de seita

Por Antognoni Misael

Recentemente alguns internautas, cristãos, vinculados a Igreja Presbiteriana do Brasil, divulgaram nas redes sociais um posicionamento da Igreja Presbiteriana do Brasil em relação a igreja "Verbo da Vida". Tivemos dúvida antes de publicar a matéria, mas após consultar o site se.icalvino.net o colunista do blog UMP da Quarta, Guilherme Barros, confirmou a notícia e nos mandou um print da página a qual teve acesso.

Não é a primeira vez que Igreja Presbiteriana do Brasil emite opinião sobre denominações  de teologia duvidosa. Em 2010 ela também se pronunciou em relação as igrejas IURD e Mundial, considerando-as seitas. Agora, novamente depõe em relação a denominação Verbo da Vida, a qual tem estreita ligação com Kenneth Hagim, representante do movimento Palavra de fé, onde a confissão positiva, teologia da prosperidade e outras heresias foram veiculadas dentro do cenário eclesiástico brasileiro. Veja na íntegra o conteúdo.

Posicionamento oficial da Igreja Presbiteriana do Brasil quanto a Igreja Verbo da Vida. Considerando:

1) Que a Igreja Verbo da Vida é ligada ao Kenneth Hagim Ministries;

2) Que a Igreja é defensora e praticante do "evangelho da saúde e da prosperidade" também conhecido como "Teologia da Prosperidade", "Confissão Positiva", "Palavra da fé" e "Movimento da Fé";

3) Que a igreja verbo da vida foi implantada no Brasil pelo "apóstolo" Bud Wright, e em seu blog existem afirmações que apontam as convicções e ensino da referida igreja;

4) Que a Igreja em seus encontros apresenta práticas muitos similares das que são praticadas na IURD - Igreja Universal do Reino de Deus - fato facilmente constatado nos vídeos espalhados na internet; O SC/IPB 2014 RESOLVE:

1. Reconhecer que a Igreja Verbo da vida apresenta uma orientação teológica neo-pentecostal e com muitos elementos característicos de seita;

2. Determinar aos concílios inferiores que se abstenham de relações intereclesiásticas com a Igreja Verbo da Vida e só recebam por batismo e profissão de fé;

3. Responder ao concílio consulente que a Igreja verbo da vida não pode ser tratada como igreja co-irmã.
Imagem do texto no site se.icalvino.net.

***

Antognoni Misael, da redação do Púlpito Cristão.

Leia mais

23/07/2014

Nenhum comentário

"Prelúdios de Eternidade" - Púlpito Cristão indica!

Por Antognoni Misael

Separei esta matéria para divulgar o que é bom, perfeito e agradável: O precioso evangelho de Jesus! Desta feita, através do trabalho do cantor e compositor goiano (mas paraibano por criação) Marco Telles.

Seu projeto “O precioso evangelho de Jesus” é dividido em quatro partes, a primeira delas chama-se “Prelúdios de Eternidade”. Neste primeiro CD, Telles canta sobre a origem de tudo: Deus - o criador, sustentador, arquiteto do universo.

“O Deus que o mundo não conhece é o Deus que sustenta o mundo inteiro” [Ao Deus desconhecido]

O trabalho de Telles é belo musicalmente e rico em teologia; cantar que “tudo existe é para o Seu louvor” é adorar de forma confessional e simples - talvez, seja algo que tenha faltado nas canções da atualidade, a simplicidade do Evangelho.

O lançamento do disco será dia 29 de julho, na Igreja Batista Nova Vida, Bessa, João Pessoa-PB.

Como sabemos, ser artista comprometido com as escrituras, não ser bancado por grandes gravadoras e não está no mercado dito gospel já é uma contramão sem fim. Pois é, o trabalho de Marco Telles está nessa trilha, estreita, difícil, caminho de Cruz, mas com a certeza de que os que têm ouvido o evangelho através de sua arte, sabem quem é o centro das atenções e quem é o exaltado: Cristo Jesus!

Abaixo temos alguns vídeos e ainda duas canções do novo trabalho. Confira, você irá se surpreender com o som desse nordestino guerreiro. Para conhecê-lo melhor, visite a sua fan Page clicando aqui.

Abaixo a nova canção "Ao Deus desconhecido"



Abaixo a canção "Para Sua glória (Amém)"

https://soundcloud.com/marco-telles-nacao-santa/amem-para-a-sua-gloria

Outras canções:

A Promessa



Emanuel


***

Púlpito Cristão.

Leia mais

1 Comentário

Eu também mudei

Por Augustus Nicodemus

Seria uma grande tolice da minha parte negar que as pessoas mudam no decorrer dos anos. Eu mesmo já mudei de opinião em questões teológicas algumas vezes.

Quando me converti, pela graça de Deus, aos 22 anos, era um zeloso arminiano dispensacionalista. A leitura de Spurgeon dois anos mais tarde me curou do arminianismo e o seminário em Recife, no ano seguinte, se encarregou do dispensacionalismo. Durante o mestrado na África do Sul, quando eu já tinha 31 anos, mudei de opinião quanto ao papel do Espírito Santo no Antigo Testamento – passei a crer que Ele também habitava nos crentes da antiga dispensação da mesma forma que hoje habita nos crentes da nova. E foi nesta época que passei a acreditar na possibilidade de reavivamentos espirituais hoje. Nos próximos anos, algumas outras mudanças no entendimento de algumas passagens difíceis aconteceram.

Todavia, nenhuma destas mudanças me levou para fora do círculo do Cristianismo histórico. Nunca mudei naquelas coisas que consideramos como o núcleo essencial do Cristianismo bíblico, como a doutrina da Trindade, a plena divindade e humanidade de Cristo, a personalidade do Espírito, os atributos clássicos de Deus – imutabilidade, onipotência, onipresença e onisciência, etc. – a queda e o estado de perdição e pecado no qual se encontra toda a raça humana, a morte sacrificial e expiatória de Cristo e a salvação pela graça mediante a fé no Salvador, a sua ressurreição literal e física de entre os mortos, sua segunda vinda, o céu e o inferno como realidades pós-morte e a autoridade e infalibilidade das escrituras – para mencionar algumas. Sempre cri nestas coisas. Nunca mudei quanto a isto. Considero as mudanças que passei como progressos e um melhor entendimento de determinados pontos teológicos.

Portanto, como disse no início, eu seria um tolo em pensar que as pessoas não mudam. Só que, na minha opinião, nem sempre estas mudanças teológicas são salutares. Em muitos casos, as pessoas mudaram tanto a ponto de não poderem mais ser identificadas, a não ser remotamente, com o Cristianismo bíblico. É isto que a Bíblia chama de apostasia.

Jesus falou daqueles que crêem por um tempo, mas depois se desviam (Lc 8.13). Conheci vários assim. Eles mudaram. Um caso em particular, que me lembro, foi de um jovem cristão ardoroso que depois da leitura de livros de autores ateus e agnósticos mudou de opinião quanto ao Cristianismo, alegando ter recebido novas luzes da ciência e da razão. Largou definitivamente a fé cristã e virou agnóstico.

Paulo adverte Timóteo contra aqueles que se desviam do “amor que procede de coração puro, e de consciência boa, e de fé sem hipocrisia,” e que se perdem “em loquacidade frívola” – isto é, em discussões inúteis (1Tm 1.5-6). A referência é provavelmente a falsos mestres que estavam ensinando doutrinas erradas nas igrejas, de onde haviam saído, após mudarem de opinião sobre o Evangelho. É a estes mesmos que o apóstolo se refere, quando menciona os que “apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios, pela hipocrisia dos que falam mentiras e que têm cauterizada a própria consciência” (1Tm 4.1-2). Eram pessoas que haviam começado como cristãs, mas mudaram com o tempo, a ponto de não poderem ser mais considerados como tais. Paulo ainda menciona mulheres que haviam se desviado da fé e seguido a Satanás – certamente não uma mudança para melhor (1Tm 5.15), obreiros que se desviaram da fé por amor ao dinheiro (1Tm 6.10) e outros que se desviaram por professar a gnose, o saber mundano (1Tm 6.21). Talvez Paulo se refira ao mesmo grupo de pregadores itinerantes que havia antes pertencido às igrejas cristãs.

Ele cita especificamente dois líderes cristãos, Himeneu e Fileto, e os considera como apóstatas, por professarem e ensinarem contrariamente ao ensino apostólico da ressurreição (2Tm 2.18). O perigo da apostasia e do desvio doutrinário – acarretados pelas mudanças – é motivo de alerta de outros escritores neotestamentários, como Tiago (Tg 5.19) e o autor de Hebreus (Hb 2.1 e 12.25).

Todas estas pessoas acima mudaram. Do ponto de vista delas, provavelmente, esta mudança representou uma liberação, uma melhora, um crescimento, um progresso. Libertaram-se das antigas peias da fé e da ética. Sem restrições impostas pela teologia, sentiam-se agora livres para pensar da maneira que achavam melhor e agir de acordo.

Conhecemos vários casos de pessoas que mudaram em nossos dias. Recentemente a imprensa noticiou, se baseada em fatos reais ou não, não sabemos – a mudança ocorrida com o pastor João de Deus, da Assembléia de Deus, na Paraíba, que virou muçulmano. Faz três anos fomos surpreendidos com a mudança ocorrida com Francis Beckwith, pastor evangélico americano, presidente da Evangelical Theological Society, que mudou e virou católico. Outra mudança que surpreendeu o mundo evangélico foi do famoso estudioso evangélico conservador Bill Barclay, autor de renomado comentário do Novo Testamento, um clássico usado por gerações de seminaristas e pastores – mudou e virou universalista ao final de sua vida, afirmando que todos os homens, no fim, seriam salvos. Como eu disse, algumas das mudanças acontecidas com líderes cristãos acabam empurrando-os para fora do Cristianismo bíblico, ou deixando-os bem em cima da risca.

Acho que devemos estar sempre abertos para mudar. Todavia, precisamos fazer a diferença entre mudança e apostasia. Nem toda mudança representa apostasia e desvio da fé. A Reforma protestante, sem dúvida, começou com uma grande mudança no coração de Lutero e representou uma enorme mudança dentro do Cristianismo – para melhor, assim entendemos. Longe de ser uma apostasia, representou um tremendo retorno às Escrituras. Mas toda apostasia, sem dúvida, começa com uma mudança na mente e no coração, que durante anos vai corroendo as convicções, minando as resistências mentais e espirituais, até que uma mudança completa – e para fora da fé – venha a ocorrer. Nesta fase, o apóstata se justifica de todas as maneiras, desde apelando para as mudanças como algo natural e desejável, como rompendo abertamente com alguns pontos centrais do Cristianismo histórico nos quais antes acreditava. O próximo passo, por coerência, é assumir um estado perpétuo de mudança, sem poder afirmar absolutamente nada com convicção, e impondo-se uma existência de metamorfose eterna.

Eu prefiro ficar com o lema da Reforma, que a Igreja sempre está se reformando e com ela, seus membros –, mas sempre à luz da Palavra de Deus. Aqui Lutero nos é útil mais uma vez. Como ele, estamos prontos a mudar, desde que convencidos pela luz que emana da Palavra de Deus, sem nos desviarmos dela nem para um lado nem para o outro.

***

Via Fan Page de Augustus Nicodemus. Divulgação: Púlpito Cristão.

Leia mais

4 comentários

BISPO MACEDO, UM FALSO PROFETA QUE PREGA UM FALSO EVANGELHO


A inauguração Templo de Salomão pela bispo Edir Macedo, seus falsos ensinamentos e a banalização da graça, bem como a pregação de um falso evangelho fazem do líder da IURD um falso profeta.

A foto ao lado não me deixa mentir. Vestido como um "sacerdote", com as "tábuas da lei" ao lado, recheado de misticismo Macedo afronta o Evangelho.

Eu já havia escrito um texto onde afirmei que a Igreja Universal do Reino de Deus definitivamente não é uma igreja evangélica. Hoje eu escrevo outro afirmando que o seu fundador, Edir Macedo é um falso profeta.

Edir Macedo Bezerra é carioca, tendo nascido em 1945. Seu pai era comerciante, sua mãe dona de casa, ambos católicos praticantes. Edir é o quarto de uma série de 33 filhos, dos quais 10 morreram e 16 foram abortados por terem nascido “fora de época”.

Em 1975, Edir Macedo foi consagrado pastor na Casa da Benção pelo missionário Cecílio Carvalho Fernandes. Dois anos depois juntamente com Carlos Rodrigues fundou a Igreja Universal do Reino de Deus onde tem ensinado e pregado um evangelho diferente do evangelho de Cristo.

O principal foco de Edir Macedo é a “luta” contra os demônios da pobreza além obviamente da espúria teologia da prosperidade. Em todos seus templos enfatiza-se a libertação dos espíritos, e a prosperidade financeira, usando para isso métodos onde o sincretismo e a mistura de crenças e fé se fazem presentes.

As doutrinas ensinadas por Macedo são repugnantes. Para curar ou operar milagres em uma pessoa, os "macedianos" fazem qualquer negócio. Em outras palavras isso significa vender "pedras da tumba de Jesus", comercializar " a água benta do rio Jordão", distribuir "a rosa milagrosa", empurrar goela abaixo "sal abençoado pelo Espírito Santo", além de reconstruir aquilo que Jesus destruiu". Se não bastasse isso, Edir Macedo defende o aborto, relativiza a ética, e sincretiza o evangelho expulsando dos fiéis “encostos” em “sessões de descarrego.”Caro leitor, como já afirmei a Igreja Universal do Reino de Deus não é uma Igreja protestante ou evangélica, assim também como seu fundador não pode ser considerado crente em Jesus.

Minha oração é que Deus tenha misericórdia do bispo Macedo e que ele venha a se arrepender de seus ensinos, pecados e heresias.

Renato vargens

***

Leia mais