23/07/2014

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BISPO MACEDO, UM FALSO PROFETA QUE PREGA UM FALSO EVANGELHO


A inauguração Templo de Salomão pela bispo Edir Macedo, seus falsos ensinamentos e a banalização da graça, bem como a pregação de um falso evangelho fazem do líder da IURD um falso profeta.

A foto ao lado não me deixa mentir. Vestido como um "sacerdote", com as "tábuas da lei" ao lado, recheado de misticismo Macedo afronta o Evangelho.

Eu já havia escrito um texto onde afirmei que a Igreja Universal do Reino de Deus definitivamente não é uma igreja evangélica. Hoje eu escrevo outro afirmando que o seu fundador, Edir Macedo é um falso profeta.

Edir Macedo Bezerra é carioca, tendo nascido em 1945. Seu pai era comerciante, sua mãe dona de casa, ambos católicos praticantes. Edir é o quarto de uma série de 33 filhos, dos quais 10 morreram e 16 foram abortados por terem nascido “fora de época”.

Em 1975, Edir Macedo foi consagrado pastor na Casa da Benção pelo missionário Cecílio Carvalho Fernandes. Dois anos depois juntamente com Carlos Rodrigues fundou a Igreja Universal do Reino de Deus onde tem ensinado e pregado um evangelho diferente do evangelho de Cristo.

O principal foco de Edir Macedo é a “luta” contra os demônios da pobreza além obviamente da espúria teologia da prosperidade. Em todos seus templos enfatiza-se a libertação dos espíritos, e a prosperidade financeira, usando para isso métodos onde o sincretismo e a mistura de crenças e fé se fazem presentes.

As doutrinas ensinadas por Macedo são repugnantes. Para curar ou operar milagres em uma pessoa, os "macedianos" fazem qualquer negócio. Em outras palavras isso significa vender "pedras da tumba de Jesus", comercializar " a água benta do rio Jordão", distribuir "a rosa milagrosa", empurrar goela abaixo "sal abençoado pelo Espírito Santo", além de reconstruir aquilo que Jesus destruiu". Se não bastasse isso, Edir Macedo defende o aborto, relativiza a ética, e sincretiza o evangelho expulsando dos fiéis “encostos” em “sessões de descarrego.”Caro leitor, como já afirmei a Igreja Universal do Reino de Deus não é uma Igreja protestante ou evangélica, assim também como seu fundador não pode ser considerado crente em Jesus.

Minha oração é que Deus tenha misericórdia do bispo Macedo e que ele venha a se arrepender de seus ensinos, pecados e heresias.

Renato vargens

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21/07/2014

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Não canonizem Rubem Alves


Título original: Rubem Alves: lembranças pouco agradáveis. Patrulhamento teológico ou responsabilidade cristã?


Por Solano Portela

“... exortando-vos a batalhardes diligentemente pela fé que uma vez por todas foi entregue aos santos”. Judas 1.3


Vivemos em meio a heresias e distorções do cristianismo histórico, e somos impelidos, pela própria Bíblia a, repetidamente, reafirmar os ensinamentos das Escrituras. É verdade que por vezes cansamos e chegamos a duvidar se vale a pena gastar tempo em tanta discussão. Alguns críticos, neste nosso blog, várias vezes aventaram se não estávamos forçando um pouco a barra em cima dos liberais. Deveríamos falar de outras coisas; de pontos mais positivos.

É verdade que ninguém gosta muito de controvérsia. Apesar de umas poucas pessoas darem a impressão de serem alimentadas por dissonâncias de opiniões, a grande maioria, principalmente do Povo de Deus, procura a concórdia e a harmonia. Não nos sentimos bem discutindo questões a toda hora e isso é um reflexo de que Deus nos tem chamado “à paz” (1 Co 7.15). No entanto existe “paz” que pode ser enganosa, superficial e até mortal. Controvérsias doutrinárias, por mais desagradáveis que sejam, ocorrem no seio da igreja. Muitas vezes somos sugados a uma batalha que não nos alegra, nem representa o nosso desejo. Estas ocorrem na época e na providência divina, exatamente para nos testar, para que o nosso testemunho possa ser renovado, para que aqueles que introduzem falsos ensinamentos sejam revelados e identificados na igreja visível. A história já provou como a doutrina verdadeira é depurada, triunfa e é cristalizada e esclarecida às gerações futuras, no cadinho da controvérsia.

Como bem indica Judas 1.3 (acima), esta é uma luta não só de especialistas ou de algum "clero especializado, mas de todos nós. Temos que ter a consciência de que vivemos uma batalha na qual nossas mentes e corações são testados pelas mais diferentes correntes de pensamento. Ela é vencida quando brandimos a Espada do Espírito – a Palavra de Deus; quando nos empenhamos no estudo das Escrituras e enraizamos suas doutrinas nas nossas vidas, de tal forma que vamos ficando equipados a reconhecer o erro e seus propagadores. Sempre mantendo uma postura cristã no trato, devemos ter firmeza doutrinária sobre o que cremos, principalmente porque existem aqueles que não possuem o mínimo apreço pela Bíblia, mas sorrateiramente possuem seguidores em nossos arraiais.

Um grande exemplo claro disso foram os convites que eram feitos ao famoso educador, escritor e ex-pastor Rubem Alves para conferências e palestras em igrejas presbiterianas, nos no início deste século (>2000). Ele estava sendo convidado, apresentado e reverenciado em certos círculos presbiterianos e isso motivou até uma decisão do concílio maior da igreja - para que ele não tivesse a plataforma eclesiástica, contra a qual havia se pronunciado e se insurgido em tantas ocasiões. Agora, com o seu falecimento neste dia 19 de julho de 2014, ressurgem pronunciamentos enaltecendo não apenas as qualificações literárias do falecido, mas também a presença de um suposto espírito cristão elevado e uma mensagem essencialmente cristã em suas palavras e textos.

Ora, ninguém disputa as grandes qualificações acadêmicas e o enorme talento que o Sr. Rubem Alves possuiu. Ele encantou multidões, principalmente educadores, com suas palestras e livros de histórias. No entanto, como desconhecer que foi uma pessoa que abjurou publicamente da fé? Como ignorar que ele, tanto explicitamente como nas entrelinhas, propagou uma mensagem destrutiva contra os ensinamentos da Palavra de Deus? Se a situação de tietagem teológica equivocada estava se alastrando a um ponto em que o Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana do Brasil, definiu explicitamente que ele não deveria ocupar púlpitos da denominação, será que com a sua morte haverá o esquecimento disso e caminhamos para uma quase "canonização" protestante? É claro que o seu nome é alvo da abordagem politicamente correta que, em ocasiões do falecimento, oblitera as falhas e exalta as virtudes, mas o problema é que essa visão enaltece pronunciamentos metafísicos do Rubem Alves, que são letais para a alma. Não podemos passar às gerações à frente a ideia de que tombou no campo de batalha um grande general, ou mesmo soldado, cristão, que foi injustiçado ou incompreendido em suas proposições.

Se você duvida da propriedade dessa análise (ou até da decisão conciliar da Igreja Presbiteriana), veja algumas frases que Rubem Alves proferiu, em 2004, em uma igreja presbiteriana do Rio de Janeiro que o havia convidado para uma cerimônia (pasmem!) de comemoração da Reforma do Século 16 – logo ele, que é contra tudo o que os reformadores ensinaram. Disse ele: “... Deus criou o homem e viu que era bom. Ser homem deve ser, na realidade, melhor do que ser Deus tanto que Deus se encarnou como homem. Somente um Deus cruel e sádico enviaria seu próprio filho para morrer daquela forma para pagar os pecados humanos. Essa ideia é construção do medievalismo. Acho que Deus quis ser homem porque ser homem deve ser melhor do que ser Deus”.

Acho que dá para entender por que não podemos deixar passar esse resgate de sua biografia em branco. Faz parte do "batalhar pela fé". Deus é todo-poderoso e não precisa de nós para cumprir seus propósitos. Na realidade, é o próprio Cristo que nos ensina que “as portas do inferno” não prevalecerão sobre a sua igreja. No entanto, é a sua Palavra que nos comissiona a vigiar e orar; a estarmos alerta porque Satanás está nos rodeando, almejando a nossa queda. Que Deus nos capacite e nos dê discernimento sobre a multidão de ensinamentos falsos que estão infiltrados no meio dos evangélicos pela ação dos falsos mestres. Rubem Alves pode ser lembrado como um grande escritor e exímio contador de estórias, mas nunca como um teólogo, ou como alguém que tinha uma mensagem verdadeira das coisas espirituais.


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Fonte: O Tempora, o mores! 

Comentário do Púlpito Cristão (Leonardo Gonçalves):

Morreu Rubem Alves. Agora um monte de gente que nunca leu uma linha do que ele escreveu está postando mensagens melosas sobre a genialidade do cara. Muitas notas absurdas acerca da contribuição teológica de Rubem Alves foram postadas nas redes sociais, como se ele fosse um grande teólogo a quem todos deveríamos ouvir. Nada mais distante da verdade.

Alves negou as principais doutrinas cristãs e se referia ao cristianismo histórico com desprezo e zombaria:

"Hoje as ideias centrais de teologia cristã em que acreditei não significam nada para mim: são cascas de cigarras vazias. Não as nentendo. Não as amo. Não posso amar um Pai que mata o Filho para satisfazer sua justiça" (Alves, Rubem. Isto É, 20/12/2000, p. 90)

Como qualquer outro, lamento a morte dele. Mas verdade seja dita: Rubem Alves era um apóstata. Seus escritos eram cheios de religiosidade "hippie" (Paz e amor sem cristianismo nem cruz) e nenhuma base biblica. Ele deixou de ser evangelico e protestante ha muito tempo. Seus escritos teologicos eram engendros do inferno.

Lamento sua morte. Gostaria que ele tivesse se arrependido antes de partir.

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O Santuário do Macedo


Por Euder Faber Guedes Ferreira

Está marcada para o dia 31 deste mês a inauguração do "Templo de Salomão", réplica super dimensionada pela assim chamada Igreja Universal do Reino de Deus, presidida pelo autodenominado bispo Edir Macedo. Alguém talvez questione: por que o local construído foi posto com aspas? Por que a ressalva em relação ao nome da igreja? Por que, ao se referir ao presidente dessa igreja, foi informado que é um bispo autodenominado? Vamos lá: primeiro porque essa réplica, na verdade, não é réplica, mas uma representação que não tem nada a ver com as dimensões e características do Templo construído por Salomão há cerca de 3 mil anos. Segundo, porque essa igreja não condiz com o seu nome, pois não propaga o Reino Deus, mas as percepções do seu líder, e talvez ficasse melhor se fosse denominada: Igreja Universal do Reino de Macedo. E por último, a verdade é que o guia maior dessa igreja, se assim podemos chamá-la, se autodenominou bispo, que na verdade é uma terminologia bíblica, mas que tomou outras feições com o advento do catolicismo que Edir Macedo tanto critica.

Estamos assistindo a mais uma aberração idealizada por esse senhor. Construir um prédio com a pretensão absurda que Deus ali habitará, como afirmou um dos seus líderes: “o lugar que Deus escolheu para habitar”. O próprio Jesus afirmou que não existe um lugar específico para adorar a Deus (Jo 4), mas que as pessoas que O adoram verdadeiramente, o fazem "em espírito e em verdade", ou seja, em qualquer lugar, com a sua vida, no seu corpo que é o Templo do Espírito Santo, como escreveu o apóstolo Paulo na sua carta aos Coríntios.

Na verdade, isso é mais uma jogada de marketing dessa igreja, que na última década não cresceu e perdeu mais de 10% de sua membresia, principalmente para seus concorrentes tão heréticos como o próprio Macedo, a exemplo do assim intitulado e autodenominado "Apóstolo" Veldemiro Santiago.

Eu não me surpreendo com essas coisas, muito embora fique indignado, pois as Escrituras já nos alertam para essas coisas, e esse tipo de gente, que em nome da fé em Deus exploram os incautos. Contudo, essas pessoas não tardarão em responder por seu engodo diante do Todo Poderoso. Encero esse breve texto com a exortação de um verdadeiro Apóstolo de Cristo, o Apóstolo Paulo, que deu sua vida na propagação do evangelho e na edificação da Igreja de Cristo:

"O Deus que fez o mundo e tudo que nele há, sendo Senhor do céu e da terra, não habita em templos feitos por mãos de homens; nem tampouco é servido por mãos de homens, como que necessitando de alguma coisa; pois ele mesmo é quem dá a todos a vida, e a respiração, e todas as coisas; e de um só sangue fez toda a geração dos homens, para habitar sobre toda a face da terra, determinando os tempos já dantes ordenados, e os limites da sua habitação; para que buscassem ao Senhor, se porventura, tateando, o pudessem achar; ainda que não está longe de cada um de nós; porque nele vivemos, e nos movemos, e existimos; como também alguns dos vossos poetas disseram: Pois somos também sua geração. Sendo nós, pois, geração de Deus, não havemos de cuidar que a divindade seja semelhante ao ouro, ou à prata, ou à pedra esculpida por artifício e imaginação dos homens. Mas Deus, não tendo em conta os tempos da ignorância, anuncia agora a todos os homens, e em todo o lugar, que se arrependam; porquanto tem determinado um dia em que com justiça há de julgar o mundo, por meio do homem que destinou; e disso deu certeza a todos, ressuscitando-o dentre os mortos." (Atos 17:24-31)

Maranata!


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Euder Faber é presidente da VINACC, entidade que tem por objetivo promover a cosmovisão cristã e a defesa do Evangelho de Cristo.

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19/07/2014

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Pastor é afastado do cargo por não apoiar candidato da liderança da Assembléia de Deus em Manaus

É com tristeza que fico sabendo de mais notícias guerras políticas dentro das igrejas. Os anos passam e algumas denominações não aprendem mesmo!

Infelizmente chegou a época onde o púlpito vira palanque, onde o pastor é cabo eleitoral, os obreiros manobras de votos de cabresto, e Deus…? Bem, Deus “incorpora no político”, não é?

Veja abaixo a matéria o site Gospel Prime que relata a sujeira do curral eleitoral dentro de alguns templos religiosos:

Título: AD em Manaus afasta pastor que não apoia candidato da igreja

O blog do Hiel Levy, jornalista da região do Amazonas, publicou um vídeo onde o pastor Moisés Melo, vice-presidente da Igreja Assembleia de Deus no Amazonas, aparece comunicando a igreja do bairro São José, em Manaus, que o pastor Pedro Moura estava sendo destituído do cargo.

Pedro Moura, 62 anos, é pastor a 30 anos e perdeu o cargo que exercia por não aceitar o projeto político da AD em Amazonas que é apoiar a reeleição do pastor Silas Câmara.

De acordo com o jornalista a decisão da AD foi punir o pastor Pedro Moura porque o seu filho, Euler Moura, será candidato a deputado estadual pelo PSDC e irá apoiar a candidatura de Hissa Abraão (PPS) ao cargo de deputado federal.

No vídeo é possível ver que os membros não concordam com a saída do pastor e reclamam da decisão política, dizendo que ele não está em pecado para ser retirado do cargo.

O próprio pastor Pedro Moura aparece no vídeo dizendo que não “aceita ser expulso da casa que ajudou a construir” e os líderes da AD no Amazonas deveriam ouvir a voz de Deus, no lugar de se preocupar com o projeto político.
  [Nota: sabe qual é a minha maior tristeza, ainda? É saber que isso não ocorre somente em Manaus, mas nas cidades do Brasil inteiro, inclusive na minha.

Oremos, para que a igreja brasileira se converta a Verdade de Cristo, e que aprenda a ser sal e luz transformando primeiro as suas mentes (Rm 12.2) e se liberte de uma vez por todas de todos os tipos de escravidão (Gl 5.1).]

***

Da redação, Púlpito Cristão.

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"Lembra-te" - discordando teologicamente dos Arrais

Por Antognoni Misael

Hoje quero falar sobre uma canção do Thiago e André Arrais. Antes de qualquer coisa, destaco a minha admiração musical pela dupla, em virtude de muitas de suas canções serem belas, e acredite, falarem tão bem sobre Graça (apesar de cantarem, ainda, sobre a Lei - o que não entendo...).

Espero que não me rotulem como “anti-arrais”, mas compreendam que o que hei de fazer é apenas uma análise sobre a letra de uma de suas canções.

A canção abaixo é uma apologética sabática. Nela, a dupla tenta conciliar o amor a Deus com a sustentação da guarda do sábado, e conclama que o ouvinte “Lembre-se” e obedeça a este mandamento.

Bem, não quero ser denso, nem realizar um estudo longo sobre o tema (caso alguém deseje, sugiro a boa leitura do artigo do Rev. Solano Portela, clicando aqui), entretanto desejo comentar as estrofes abaixo. Vamos lá:


Título: Lembra-te

"Será que a lei quebrada foi na cruz ou anulada foi, perdeu o valor? 
Mas como devo explicar que Deus não muda, que sua palavra é uma? 
E como compreender que o Autor de toda a vida, separa o santo dia?"

Primeiramente a resposta para a pergunta que inicia a canção é a palavra SIM - digo isto crendo no Cristo e na autoridade de Jesus. A lei foi quebrada e anulada por ter sido cumprida em Jesus e dela fomos libertos, como disse Paulo aos Gálatas 5.1.

A segunda pergunta é facilmente respondida. Deus não muda, óbvio, mas a relação que ele mantém com o seu povo (o Israel de Deus) mudou. Isto se deu por causa do seu eterno plano de redenção quando decidiu descer de sua Glória firmar um novo relacionamento com o homem (Fp 2.7).

Sobre a terceira pergunta da canção, relembremos esta passagem de Paulo aos Colossenses: “Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa, ou da lua nova, ou dos sábados, que são sombras das coisas futuras, mas o corpo é de Cristo” (Cl 2.16-17).

A guarda do sábado semanal era sombra do que viria e apontava para Cristo. Veja:

“Logo, para que é a lei? Foi ordenada por causa das transgressões, até que viesse a posteridade a quem a promessa tinha sido feita. Porque, se fosse dada uma lei que pudesse vivificar, a justiça, na verdade, teria sido pela lei. Mas a Escritura encerrou tudo debaixo do pecado, para que a promessa pela fé em Jesus Cristo fosse dada aos crentes. Mas, antes que a fé viesse, estávamos guardados debaixo da lei, e encerrados para aquela fé que se havia de manifestar. De maneira que a lei nos serviu de aio, para nos conduzir a Cristo, para que pela fé fôssemos justificados. Mas, depois que veio a fé, já não estamos debaixo da lei. Porque todos sois filhos de Deus pela fé em Cristo Jesus” (Gl 3.19-26)

Sendo assim a lei de Moisés serviu para nos conduzir a Cristo. Paulo é muito claro em sua carta aos Gálatas, por isso entendemos que ao morrermos com Cristo, morremos para a lei, haja vista que a lei não alcança os mortos.

“Agora estamos livres da lei, pois morremos para aquilo em que estávamos retidos, a fim de servirmos em novidade de espírito, e não na velhice da lei” (Rm 7.1,4,6).

Neste viés, sabemos que Jesus cravou na cruz as ordenanças nem nossos pais conseguiram suportar (Atos 15.10). Não obstante, o Apóstolo afirma categoricamente que as antigas ordenanças eram transitórias, e foram abolidas por Cristo (2 Co 3.7-14). Por isso, nós não somos mais guiados pela lei, mas pelo Espírito.

A canção continua:

"Eu sou criatura. Deus é criador 
Quem cria e restaura é o Senhor
Sábado perfeito creio e obedeço 
Cravado na pedra para que eu lesse: 
"Lembra-te" do dia santo e da criação"

Na Nova Aliança os princípios éticos e morais foram ratificados nos Dez Mandamentos, mas, notemos, exceto a guarda do sábado. Se lermos minuciosamente o Novo Testamento não encontraremos em lugar algum a reserva do sábado. O Decálogo que corresponde a instrução na Nova Aliança apresenta-se desta forma:
“Não terás outros deuses diante de mim” (At 14.15); “não farás para ti imagem de escultura” (1 Ts 1.9; 1 Jo 5.21); “não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão” (Tg 5.12); “Lembra-te do dia do sábado para o santificar” (não mencionado no NT); “honra teu pai e a tua mãe” (Ef 6.1); “não matarás” , “não adulterarás”, “não furtarás”, “não cobiçarás” (Rm 13.9); “não dirás falso testemunho” (Cl 3.9).
Portanto, as frases da canção acima, quando confrontadas com os versos bíblica citados, não condizem com a nossa interpretação do “sábado perfeito” cantado.

"Monumento da graça do meu coração 
Será que o que eu creio é mera teoria? 
Idéias distorcidas? 
Mas impossível é negar o que a palavra viva da força que me inspira"

O que a canção diz que crê não é mera teoria, mas foi real na velha aliança! - Ideias distorcidas? Sim, para os dias de hoje principalmente.

"E tendo Deus terminado no dia sétimo a sua obra descansou 
E abençoou Deus o sétimo dia... 
Lembra-te do dia de sábado para o santificar Seis dias trabalharás... 
mas o sétimo dia é o sábado do Senhor.. 
Aqui está está a perseverança dos santos"

As palavras acima são verdade. Porém, o sábado era um sinal, como o foi a circuncisão, entre Deus e os filhos de Israel, assim como o arco era um sinal do pacto com Noé: “Tu, pois, fala aos filhos de Israel, dizendo: Certamente guardareis meus sábados, porquanto isso é um sinal entre mim e vós nas vossas gerações, para que saibais que eu sou o Senhor, que vos santifica. Portanto, guardareis o sábado...aquele que o profanar, certamente morrerá” (Êx 31.13-14). 

No entanto, não acho difícil notarmos que estamos na Nova Aliança, e nela a nossa aceitação diante do Pai é pela graça, mediante a fé em Jesus (Jo 3.15-18; Rm 10.9; Ef 2.8-9).

"Os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus...
 e disse-lhes Jesus: Se me amares guardareis os meus mandamentos.."

O próprio Jesus sabendo de sua missão em cumprir toda a Lei disse: Tenho-vos dito essas palavras para que a minha alegria permaneça em vós e a vossa felicidade seja completa. E o meu mandamento é este: que vos ameis uns aos outros, assim como Eu vos amei. (Jo.15:11)

"Me recuso a crer no que os outros dizem, no que o mundo exige 
Como no passado, hoje a minoria sustenta essa doutrina 
Perfeito dia em meio a lei que é eterna Descanso na promessa"

Bem, sem mais delongas, para não ser redundante, digo, se porventura você que gosta dos Arrais e quer seguir o conselho dado por eles, não se esqueça que se porventura for guardar o sábado, o faça fielmente aos preceitos do Antigo Testamento, tipo: não saia de casa nesse dia (Êx 16.29); não compre ou venda nada neste dia (Am 8.5) não acenda o fogão (Êx 35.3); não viaje (Ne 10.31); não carregue peso (Jr 17.21), e mais, "Lembra-te" que a violação disso tudo te torna descumpridor da lei, debaixo da maldição dela e apto a pena de morte (Êx 31.15; Dt 27.11-28; Gl 5.1-5; Tg 1.23; 2.10).

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Antognoni Misael, coeditor do Púlpito Cristão.

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