23/07/2014

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"Prelúdios de Eternidade" - Púlpito Cristão indica!

Por Antognoni Misael

Separei esta matéria para divulgar o que é bom, perfeito e agradável: O precioso evangelho de Jesus! Desta feita, através do trabalho do cantor e compositor goiano (mas paraibano por criação) Marco Telles.

Seu projeto “O precioso evangelho de Jesus” é dividido em quatro partes, a primeira delas chama-se “Prelúdios de Eternidade”. Neste primeiro CD, Telles canta sobre a origem de tudo: Deus - o criador, sustentador, arquiteto do universo.

“O Deus que o mundo não conhece é o Deus que sustenta o mundo inteiro” [Ao Deus desconhecido]

O trabalho de Telles é belo musicalmente e rico em teologia; cantar que “tudo existe é para o Seu louvor” é adorar de forma confessional e simples - talvez, seja algo que tenha faltado nas canções da atualidade, a simplicidade do Evangelho.

O lançamento do disco será dia 29 de julho, na Igreja Batista Nova Vida, Bessa, João Pessoa-PB.

Como sabemos, ser artista comprometido com as escrituras, não ser bancado por grandes gravadoras e não está no mercado dito gospel já é uma contramão sem fim. Pois é, o trabalho de Marco Telles está nessa trilha, estreita, difícil, caminho de Cruz, mas com a certeza de que os que têm ouvido o evangelho através de sua arte, sabem quem é o centro das atenções e quem é o exaltado: Cristo Jesus!

Abaixo temos alguns vídeos e ainda duas canções do novo trabalho. Confira, você irá se surpreender com o som desse nordestino guerreiro. Para conhecê-lo melhor, visite a sua fan Page clicando aqui.

Abaixo a nova canção "Ao Deus desconhecido"



Abaixo a canção "Para Sua glória (Amém)"

https://soundcloud.com/marco-telles-nacao-santa/amem-para-a-sua-gloria

Outras canções:

A Promessa



Emanuel


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Púlpito Cristão.

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Eu também mudei

Por Augustus Nicodemus

Seria uma grande tolice da minha parte negar que as pessoas mudam no decorrer dos anos. Eu mesmo já mudei de opinião em questões teológicas algumas vezes.

Quando me converti, pela graça de Deus, aos 22 anos, era um zeloso arminiano dispensacionalista. A leitura de Spurgeon dois anos mais tarde me curou do arminianismo e o seminário em Recife, no ano seguinte, se encarregou do dispensacionalismo. Durante o mestrado na África do Sul, quando eu já tinha 31 anos, mudei de opinião quanto ao papel do Espírito Santo no Antigo Testamento – passei a crer que Ele também habitava nos crentes da antiga dispensação da mesma forma que hoje habita nos crentes da nova. E foi nesta época que passei a acreditar na possibilidade de reavivamentos espirituais hoje. Nos próximos anos, algumas outras mudanças no entendimento de algumas passagens difíceis aconteceram.

Todavia, nenhuma destas mudanças me levou para fora do círculo do Cristianismo histórico. Nunca mudei naquelas coisas que consideramos como o núcleo essencial do Cristianismo bíblico, como a doutrina da Trindade, a plena divindade e humanidade de Cristo, a personalidade do Espírito, os atributos clássicos de Deus – imutabilidade, onipotência, onipresença e onisciência, etc. – a queda e o estado de perdição e pecado no qual se encontra toda a raça humana, a morte sacrificial e expiatória de Cristo e a salvação pela graça mediante a fé no Salvador, a sua ressurreição literal e física de entre os mortos, sua segunda vinda, o céu e o inferno como realidades pós-morte e a autoridade e infalibilidade das escrituras – para mencionar algumas. Sempre cri nestas coisas. Nunca mudei quanto a isto. Considero as mudanças que passei como progressos e um melhor entendimento de determinados pontos teológicos.

Portanto, como disse no início, eu seria um tolo em pensar que as pessoas não mudam. Só que, na minha opinião, nem sempre estas mudanças teológicas são salutares. Em muitos casos, as pessoas mudaram tanto a ponto de não poderem mais ser identificadas, a não ser remotamente, com o Cristianismo bíblico. É isto que a Bíblia chama de apostasia.

Jesus falou daqueles que crêem por um tempo, mas depois se desviam (Lc 8.13). Conheci vários assim. Eles mudaram. Um caso em particular, que me lembro, foi de um jovem cristão ardoroso que depois da leitura de livros de autores ateus e agnósticos mudou de opinião quanto ao Cristianismo, alegando ter recebido novas luzes da ciência e da razão. Largou definitivamente a fé cristã e virou agnóstico.

Paulo adverte Timóteo contra aqueles que se desviam do “amor que procede de coração puro, e de consciência boa, e de fé sem hipocrisia,” e que se perdem “em loquacidade frívola” – isto é, em discussões inúteis (1Tm 1.5-6). A referência é provavelmente a falsos mestres que estavam ensinando doutrinas erradas nas igrejas, de onde haviam saído, após mudarem de opinião sobre o Evangelho. É a estes mesmos que o apóstolo se refere, quando menciona os que “apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios, pela hipocrisia dos que falam mentiras e que têm cauterizada a própria consciência” (1Tm 4.1-2). Eram pessoas que haviam começado como cristãs, mas mudaram com o tempo, a ponto de não poderem ser mais considerados como tais. Paulo ainda menciona mulheres que haviam se desviado da fé e seguido a Satanás – certamente não uma mudança para melhor (1Tm 5.15), obreiros que se desviaram da fé por amor ao dinheiro (1Tm 6.10) e outros que se desviaram por professar a gnose, o saber mundano (1Tm 6.21). Talvez Paulo se refira ao mesmo grupo de pregadores itinerantes que havia antes pertencido às igrejas cristãs.

Ele cita especificamente dois líderes cristãos, Himeneu e Fileto, e os considera como apóstatas, por professarem e ensinarem contrariamente ao ensino apostólico da ressurreição (2Tm 2.18). O perigo da apostasia e do desvio doutrinário – acarretados pelas mudanças – é motivo de alerta de outros escritores neotestamentários, como Tiago (Tg 5.19) e o autor de Hebreus (Hb 2.1 e 12.25).

Todas estas pessoas acima mudaram. Do ponto de vista delas, provavelmente, esta mudança representou uma liberação, uma melhora, um crescimento, um progresso. Libertaram-se das antigas peias da fé e da ética. Sem restrições impostas pela teologia, sentiam-se agora livres para pensar da maneira que achavam melhor e agir de acordo.

Conhecemos vários casos de pessoas que mudaram em nossos dias. Recentemente a imprensa noticiou, se baseada em fatos reais ou não, não sabemos – a mudança ocorrida com o pastor João de Deus, da Assembléia de Deus, na Paraíba, que virou muçulmano. Faz três anos fomos surpreendidos com a mudança ocorrida com Francis Beckwith, pastor evangélico americano, presidente da Evangelical Theological Society, que mudou e virou católico. Outra mudança que surpreendeu o mundo evangélico foi do famoso estudioso evangélico conservador Bill Barclay, autor de renomado comentário do Novo Testamento, um clássico usado por gerações de seminaristas e pastores – mudou e virou universalista ao final de sua vida, afirmando que todos os homens, no fim, seriam salvos. Como eu disse, algumas das mudanças acontecidas com líderes cristãos acabam empurrando-os para fora do Cristianismo bíblico, ou deixando-os bem em cima da risca.

Acho que devemos estar sempre abertos para mudar. Todavia, precisamos fazer a diferença entre mudança e apostasia. Nem toda mudança representa apostasia e desvio da fé. A Reforma protestante, sem dúvida, começou com uma grande mudança no coração de Lutero e representou uma enorme mudança dentro do Cristianismo – para melhor, assim entendemos. Longe de ser uma apostasia, representou um tremendo retorno às Escrituras. Mas toda apostasia, sem dúvida, começa com uma mudança na mente e no coração, que durante anos vai corroendo as convicções, minando as resistências mentais e espirituais, até que uma mudança completa – e para fora da fé – venha a ocorrer. Nesta fase, o apóstata se justifica de todas as maneiras, desde apelando para as mudanças como algo natural e desejável, como rompendo abertamente com alguns pontos centrais do Cristianismo histórico nos quais antes acreditava. O próximo passo, por coerência, é assumir um estado perpétuo de mudança, sem poder afirmar absolutamente nada com convicção, e impondo-se uma existência de metamorfose eterna.

Eu prefiro ficar com o lema da Reforma, que a Igreja sempre está se reformando e com ela, seus membros –, mas sempre à luz da Palavra de Deus. Aqui Lutero nos é útil mais uma vez. Como ele, estamos prontos a mudar, desde que convencidos pela luz que emana da Palavra de Deus, sem nos desviarmos dela nem para um lado nem para o outro.

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Via Fan Page de Augustus Nicodemus. Divulgação: Púlpito Cristão.

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BISPO MACEDO, UM FALSO PROFETA QUE PREGA UM FALSO EVANGELHO


A inauguração Templo de Salomão pela bispo Edir Macedo, seus falsos ensinamentos e a banalização da graça, bem como a pregação de um falso evangelho fazem do líder da IURD um falso profeta.

A foto ao lado não me deixa mentir. Vestido como um "sacerdote", com as "tábuas da lei" ao lado, recheado de misticismo Macedo afronta o Evangelho.

Eu já havia escrito um texto onde afirmei que a Igreja Universal do Reino de Deus definitivamente não é uma igreja evangélica. Hoje eu escrevo outro afirmando que o seu fundador, Edir Macedo é um falso profeta.

Edir Macedo Bezerra é carioca, tendo nascido em 1945. Seu pai era comerciante, sua mãe dona de casa, ambos católicos praticantes. Edir é o quarto de uma série de 33 filhos, dos quais 10 morreram e 16 foram abortados por terem nascido “fora de época”.

Em 1975, Edir Macedo foi consagrado pastor na Casa da Benção pelo missionário Cecílio Carvalho Fernandes. Dois anos depois juntamente com Carlos Rodrigues fundou a Igreja Universal do Reino de Deus onde tem ensinado e pregado um evangelho diferente do evangelho de Cristo.

O principal foco de Edir Macedo é a “luta” contra os demônios da pobreza além obviamente da espúria teologia da prosperidade. Em todos seus templos enfatiza-se a libertação dos espíritos, e a prosperidade financeira, usando para isso métodos onde o sincretismo e a mistura de crenças e fé se fazem presentes.

As doutrinas ensinadas por Macedo são repugnantes. Para curar ou operar milagres em uma pessoa, os "macedianos" fazem qualquer negócio. Em outras palavras isso significa vender "pedras da tumba de Jesus", comercializar " a água benta do rio Jordão", distribuir "a rosa milagrosa", empurrar goela abaixo "sal abençoado pelo Espírito Santo", além de reconstruir aquilo que Jesus destruiu". Se não bastasse isso, Edir Macedo defende o aborto, relativiza a ética, e sincretiza o evangelho expulsando dos fiéis “encostos” em “sessões de descarrego.”Caro leitor, como já afirmei a Igreja Universal do Reino de Deus não é uma Igreja protestante ou evangélica, assim também como seu fundador não pode ser considerado crente em Jesus.

Minha oração é que Deus tenha misericórdia do bispo Macedo e que ele venha a se arrepender de seus ensinos, pecados e heresias.

Renato vargens

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21/07/2014

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Não canonizem Rubem Alves


Título original: Rubem Alves: lembranças pouco agradáveis. Patrulhamento teológico ou responsabilidade cristã?


Por Solano Portela

“... exortando-vos a batalhardes diligentemente pela fé que uma vez por todas foi entregue aos santos”. Judas 1.3


Vivemos em meio a heresias e distorções do cristianismo histórico, e somos impelidos, pela própria Bíblia a, repetidamente, reafirmar os ensinamentos das Escrituras. É verdade que por vezes cansamos e chegamos a duvidar se vale a pena gastar tempo em tanta discussão. Alguns críticos, neste nosso blog, várias vezes aventaram se não estávamos forçando um pouco a barra em cima dos liberais. Deveríamos falar de outras coisas; de pontos mais positivos.

É verdade que ninguém gosta muito de controvérsia. Apesar de umas poucas pessoas darem a impressão de serem alimentadas por dissonâncias de opiniões, a grande maioria, principalmente do Povo de Deus, procura a concórdia e a harmonia. Não nos sentimos bem discutindo questões a toda hora e isso é um reflexo de que Deus nos tem chamado “à paz” (1 Co 7.15). No entanto existe “paz” que pode ser enganosa, superficial e até mortal. Controvérsias doutrinárias, por mais desagradáveis que sejam, ocorrem no seio da igreja. Muitas vezes somos sugados a uma batalha que não nos alegra, nem representa o nosso desejo. Estas ocorrem na época e na providência divina, exatamente para nos testar, para que o nosso testemunho possa ser renovado, para que aqueles que introduzem falsos ensinamentos sejam revelados e identificados na igreja visível. A história já provou como a doutrina verdadeira é depurada, triunfa e é cristalizada e esclarecida às gerações futuras, no cadinho da controvérsia.

Como bem indica Judas 1.3 (acima), esta é uma luta não só de especialistas ou de algum "clero especializado, mas de todos nós. Temos que ter a consciência de que vivemos uma batalha na qual nossas mentes e corações são testados pelas mais diferentes correntes de pensamento. Ela é vencida quando brandimos a Espada do Espírito – a Palavra de Deus; quando nos empenhamos no estudo das Escrituras e enraizamos suas doutrinas nas nossas vidas, de tal forma que vamos ficando equipados a reconhecer o erro e seus propagadores. Sempre mantendo uma postura cristã no trato, devemos ter firmeza doutrinária sobre o que cremos, principalmente porque existem aqueles que não possuem o mínimo apreço pela Bíblia, mas sorrateiramente possuem seguidores em nossos arraiais.

Um grande exemplo claro disso foram os convites que eram feitos ao famoso educador, escritor e ex-pastor Rubem Alves para conferências e palestras em igrejas presbiterianas, nos no início deste século (>2000). Ele estava sendo convidado, apresentado e reverenciado em certos círculos presbiterianos e isso motivou até uma decisão do concílio maior da igreja - para que ele não tivesse a plataforma eclesiástica, contra a qual havia se pronunciado e se insurgido em tantas ocasiões. Agora, com o seu falecimento neste dia 19 de julho de 2014, ressurgem pronunciamentos enaltecendo não apenas as qualificações literárias do falecido, mas também a presença de um suposto espírito cristão elevado e uma mensagem essencialmente cristã em suas palavras e textos.

Ora, ninguém disputa as grandes qualificações acadêmicas e o enorme talento que o Sr. Rubem Alves possuiu. Ele encantou multidões, principalmente educadores, com suas palestras e livros de histórias. No entanto, como desconhecer que foi uma pessoa que abjurou publicamente da fé? Como ignorar que ele, tanto explicitamente como nas entrelinhas, propagou uma mensagem destrutiva contra os ensinamentos da Palavra de Deus? Se a situação de tietagem teológica equivocada estava se alastrando a um ponto em que o Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana do Brasil, definiu explicitamente que ele não deveria ocupar púlpitos da denominação, será que com a sua morte haverá o esquecimento disso e caminhamos para uma quase "canonização" protestante? É claro que o seu nome é alvo da abordagem politicamente correta que, em ocasiões do falecimento, oblitera as falhas e exalta as virtudes, mas o problema é que essa visão enaltece pronunciamentos metafísicos do Rubem Alves, que são letais para a alma. Não podemos passar às gerações à frente a ideia de que tombou no campo de batalha um grande general, ou mesmo soldado, cristão, que foi injustiçado ou incompreendido em suas proposições.

Se você duvida da propriedade dessa análise (ou até da decisão conciliar da Igreja Presbiteriana), veja algumas frases que Rubem Alves proferiu, em 2004, em uma igreja presbiteriana do Rio de Janeiro que o havia convidado para uma cerimônia (pasmem!) de comemoração da Reforma do Século 16 – logo ele, que é contra tudo o que os reformadores ensinaram. Disse ele: “... Deus criou o homem e viu que era bom. Ser homem deve ser, na realidade, melhor do que ser Deus tanto que Deus se encarnou como homem. Somente um Deus cruel e sádico enviaria seu próprio filho para morrer daquela forma para pagar os pecados humanos. Essa ideia é construção do medievalismo. Acho que Deus quis ser homem porque ser homem deve ser melhor do que ser Deus”.

Acho que dá para entender por que não podemos deixar passar esse resgate de sua biografia em branco. Faz parte do "batalhar pela fé". Deus é todo-poderoso e não precisa de nós para cumprir seus propósitos. Na realidade, é o próprio Cristo que nos ensina que “as portas do inferno” não prevalecerão sobre a sua igreja. No entanto, é a sua Palavra que nos comissiona a vigiar e orar; a estarmos alerta porque Satanás está nos rodeando, almejando a nossa queda. Que Deus nos capacite e nos dê discernimento sobre a multidão de ensinamentos falsos que estão infiltrados no meio dos evangélicos pela ação dos falsos mestres. Rubem Alves pode ser lembrado como um grande escritor e exímio contador de estórias, mas nunca como um teólogo, ou como alguém que tinha uma mensagem verdadeira das coisas espirituais.


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Fonte: O Tempora, o mores! 

Comentário do Púlpito Cristão (Leonardo Gonçalves):

Morreu Rubem Alves. Agora um monte de gente que nunca leu uma linha do que ele escreveu está postando mensagens melosas sobre a genialidade do cara. Muitas notas absurdas acerca da contribuição teológica de Rubem Alves foram postadas nas redes sociais, como se ele fosse um grande teólogo a quem todos deveríamos ouvir. Nada mais distante da verdade.

Alves negou as principais doutrinas cristãs e se referia ao cristianismo histórico com desprezo e zombaria:

"Hoje as ideias centrais de teologia cristã em que acreditei não significam nada para mim: são cascas de cigarras vazias. Não as nentendo. Não as amo. Não posso amar um Pai que mata o Filho para satisfazer sua justiça" (Alves, Rubem. Isto É, 20/12/2000, p. 90)

Como qualquer outro, lamento a morte dele. Mas verdade seja dita: Rubem Alves era um apóstata. Seus escritos eram cheios de religiosidade "hippie" (Paz e amor sem cristianismo nem cruz) e nenhuma base biblica. Ele deixou de ser evangelico e protestante ha muito tempo. Seus escritos teologicos eram engendros do inferno.

Lamento sua morte. Gostaria que ele tivesse se arrependido antes de partir.

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O Santuário do Macedo


Por Euder Faber Guedes Ferreira

Está marcada para o dia 31 deste mês a inauguração do "Templo de Salomão", réplica super dimensionada pela assim chamada Igreja Universal do Reino de Deus, presidida pelo autodenominado bispo Edir Macedo. Alguém talvez questione: por que o local construído foi posto com aspas? Por que a ressalva em relação ao nome da igreja? Por que, ao se referir ao presidente dessa igreja, foi informado que é um bispo autodenominado? Vamos lá: primeiro porque essa réplica, na verdade, não é réplica, mas uma representação que não tem nada a ver com as dimensões e características do Templo construído por Salomão há cerca de 3 mil anos. Segundo, porque essa igreja não condiz com o seu nome, pois não propaga o Reino Deus, mas as percepções do seu líder, e talvez ficasse melhor se fosse denominada: Igreja Universal do Reino de Macedo. E por último, a verdade é que o guia maior dessa igreja, se assim podemos chamá-la, se autodenominou bispo, que na verdade é uma terminologia bíblica, mas que tomou outras feições com o advento do catolicismo que Edir Macedo tanto critica.

Estamos assistindo a mais uma aberração idealizada por esse senhor. Construir um prédio com a pretensão absurda que Deus ali habitará, como afirmou um dos seus líderes: “o lugar que Deus escolheu para habitar”. O próprio Jesus afirmou que não existe um lugar específico para adorar a Deus (Jo 4), mas que as pessoas que O adoram verdadeiramente, o fazem "em espírito e em verdade", ou seja, em qualquer lugar, com a sua vida, no seu corpo que é o Templo do Espírito Santo, como escreveu o apóstolo Paulo na sua carta aos Coríntios.

Na verdade, isso é mais uma jogada de marketing dessa igreja, que na última década não cresceu e perdeu mais de 10% de sua membresia, principalmente para seus concorrentes tão heréticos como o próprio Macedo, a exemplo do assim intitulado e autodenominado "Apóstolo" Veldemiro Santiago.

Eu não me surpreendo com essas coisas, muito embora fique indignado, pois as Escrituras já nos alertam para essas coisas, e esse tipo de gente, que em nome da fé em Deus exploram os incautos. Contudo, essas pessoas não tardarão em responder por seu engodo diante do Todo Poderoso. Encero esse breve texto com a exortação de um verdadeiro Apóstolo de Cristo, o Apóstolo Paulo, que deu sua vida na propagação do evangelho e na edificação da Igreja de Cristo:

"O Deus que fez o mundo e tudo que nele há, sendo Senhor do céu e da terra, não habita em templos feitos por mãos de homens; nem tampouco é servido por mãos de homens, como que necessitando de alguma coisa; pois ele mesmo é quem dá a todos a vida, e a respiração, e todas as coisas; e de um só sangue fez toda a geração dos homens, para habitar sobre toda a face da terra, determinando os tempos já dantes ordenados, e os limites da sua habitação; para que buscassem ao Senhor, se porventura, tateando, o pudessem achar; ainda que não está longe de cada um de nós; porque nele vivemos, e nos movemos, e existimos; como também alguns dos vossos poetas disseram: Pois somos também sua geração. Sendo nós, pois, geração de Deus, não havemos de cuidar que a divindade seja semelhante ao ouro, ou à prata, ou à pedra esculpida por artifício e imaginação dos homens. Mas Deus, não tendo em conta os tempos da ignorância, anuncia agora a todos os homens, e em todo o lugar, que se arrependam; porquanto tem determinado um dia em que com justiça há de julgar o mundo, por meio do homem que destinou; e disso deu certeza a todos, ressuscitando-o dentre os mortos." (Atos 17:24-31)

Maranata!


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Euder Faber é presidente da VINACC, entidade que tem por objetivo promover a cosmovisão cristã e a defesa do Evangelho de Cristo.

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