01/12
por: Púlpito Cristão
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Julgar e discernir
Por Norma Braga
Dois cristãos que se conhecem pouco estão conversando. Um deles conta algo que havia se tornado público: os recentes pecados em que caíra um líder famoso. No meio da conversa, o outro dá uma gargalhada. O primeiro pensa com horror: “Que absurdo, rir de uma coisa dessas. Pelo jeito o Fulano não se importa com os pecados dos outros.” O que riu percebe de súbito o estranhamento do primeiro e, um pouco constrangido, tenta justificar “Eu achei engraçado porque…”, como quem se desculpa depois de rir em velório.
Mas o primeiro permanece com suas impressões. “O Fulano não se importa com os pecados dos outros.” Isso é julgar.
Outra situação. Dois cristãos que se conhecem pouco possuem blogs. Querem se linkar, por amizade, mas um obstáculo se apresenta a um deles: o blog do outro é pouco edificante e, de quebra, está cheio de linguagem duvidosa e fotos obscenas. Ao mesmo tempo, experimenta certa angústia: “Estaria eu julgando?” O conteúdo, porém, fala por si: há algo errado na vida cristã de quem posta tais coisas despreocupadamente, sem pensar na possibilidade de escândalo. Cabe descobrir o que é.
Diante de um fato desses, quem se cala com o argumento “devo estar julgando” abstém-se de justas admoestações, impedindo que o pecado alheio seja reconhecido e coberto.
É assim que tem se comportado a igreja hoje: incapaz de fazer a diferença entre julgar e discernir, o cristão se vê de boca atada e não ajuda o irmão em erro. O pecado se multiplica em nome de um “amor” muito pouco bíblico, falso amor, mascarado sob os imperativos modernos da tolerância. Essa tem sido uma das maiores fraquezas da igreja hoje.
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Que Deus nos ajude.
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Li no blog da Norma Braga
Li no blog da Norma Braga







Que texto bom, não havia pensado assim, um cristão entre julgar e discernir, por causa de um falso amor, que não é o que JESUS ordenou.
Temos que nos exortar uns aos outros, nos aconselharmos mutuamente.
Devemos cumprir o mandamento que JESUS nos deixou, de nos amar uns aos outros.
Se os profetas Isaías e Elias vivessem hoje, eles julgaria ou discerneria ao denunciar o pecado na igreja?
Essa é uma questão ainda polêmica dentro de mim…
Em meus oito anos de caminhada com e em Jesus de Nazaré, já tive aspectos pessoais de minha vida violados pela intromissão de um líder e seu grupo, sob a égide de que tinham discernimento sobre determinada questão (minha) e eu não. Fiquei profundamente ferida desde então… Tenho certeza de que a atitude deles foi de julgamento mesmo, não de discernimento, já que o saldo final foi de prejuízo espiritual e emocional para as partes envolvidas. Lembro-me que esse líder dizia que estava agindo daquela forma para comigo por “amor”. Era um zelo tão estúpido e sem misericórdia que chegava a ser opressora a forma como ele usava textos bíblicos para me dissuadir de minhas decisões pessoais. Sei que eu não estava em pecado, mas fui tratada pior do que se estivesse.
Há, pois, muito que se avaliar nessa questão de julgar e discernir. Creio que o discernimento é algo proveniente do Espírito Santo e isso é ponto pacífico entre os cristãos mais maduros. O fato é que nossas igrejas ainda estão profundamente atoladas no espírito de julgamento mesmo, regado a boa dose de legalismo.