
Por Danilo Fernandes e
Leonardo Gonçalves
Leonardo Gonçalves
Eu gostaria de contribuir de duas formas: Como a acadêmico e como profissional de marketing. Vou aposentar o teólogo e o blogueiro hoje, se me permite.
O blogueiro até irá se manifestar oportunamente acerca desta síndrome de XERIFE que tomou alguns irmãos que acham ter o dever ou a eleição delegada para determinar as regras da expressão na blogosfera e eleger os que estão acima da critica. Mas deixemos isto para depois. Já o teólogo se cala, pois não há mais nada que eu possa acrescentar que algumas mentes brilhantes QUE CONHECEM A DAKE já não o tenham feito.
Contribuição do Acadêmico
Eu possuo a DAKE e outras 41 publicações de textos bíblicos comentados. Eu as considero muito úteis nos meus estudos e não as vejo como Bíblias, de fato, eu até evito chamá-las assim (bíblias de estudo). Ajo desta forma, pois sei que este proceder reveste a publicação de uma cerimônia e um arcabouço confessional que costuma gerar problemas aos neófitos e às mentas mais cauterizadas. Reservo a denominação de Bíblia para a publicação apresentando somente o texto das Sagradas Escrituras.
Como acadêmico jamais iria aprovar a censura de uma obra autoral. Nem uma linha pode ser retirada sem o consentimento do autor. Ou a editora publica a obra na integra, ou é melhor deixar que outra editora o faça.
O problema aqui é claro. A obra foi publicada por uma editora confessional, que a apresentou como obra confessional (eu vi os anúncios induzindo tal conclusão por parte do leitor) e utilizou-se de mídia em veículos confessionais com uma capilarização que chega aos mais novos na Fé e influenciáveis. Todos concordam que isto foi um erro, em menor ou maior medida, e emitiram sugestões. Eu vou oferecer as minhas na segunda parte do comentário. Só uma coisa não dá para negar: O estrago é real. Afinal, estamos aqui, a maioria dos grandes formadores de opinião na WEB Cristã debatendo e (divergindo) sobre as causas, conseqüências e a superação da questão. Imaginem o tamanho da encrenca nas bases. Todo livro merece respeito e nós apologetas precisamos deles. Publiquem Mein Kampf de Adolf Hitler, mas não o façam pela Editora Israelita, pois teremos problemas.
Segue minha contribuição como profissional de marketing
A CPAD é uma grande instituição e motivo de orgulho para as AD e para outras denominações. É uma das mais respeitadas editoras do país (em geral, não somente religiosas) e sua importância e reputação estão acima dos homens e de circunstancias.
Mas a CPAD é uma empresa e, como tal, está sujeita a problemas típicos de empresas. Eu vi alguns pedindo linchamento de editores, funcionários e da própria instituição. Isto é uma temeridade. Não há como julgar eventuais intenções escusas por trás da publicação de heresias e outras coisas ditas. Os erros no marketing aqui são tão básicos e avassaladores que obscurecem qualquer outro parecer. Tudo o que vejo é um case de péssimo planejamento de marketing.
Pode parecer incrível para alguns, mas o fato da CPAD ser a instituição confessional não a isenta de falhar na comunicação com seus consumidores. Religião de fora, dinheiro não aceita desaforo e erros custam caro. Um gerente de produto Jr seria capaz de antever os riscos advindos da falta de cumprimento de etapas importantes no lançamento em questão. O que vemos é a conseqüência. A CPAD errou feio na comunicação do lançamento (interno – entre funcionários, conselhos e formadores de opinião na AD - e externo – ao grande público) e criou fortes desabonadores do produto, ainda antes de lançá-lo. Agora se prepara para cometer o pior dos erros: Indica a intenção de tentar “colocar o lixo para baixo do tapete”, sob justificativa econômica, como pareceu defender o Pr Ciro Zibordi. Um erro que poderá lhe custar muito caro.
Exemplo da Hagnos, representante do Champlin no Brasil
A editora Hagnos, por exemplo, publica a enciclopédia do Champlin, a qual contém também contém heresias, sendo uma obra de tendência universalista, de escatologia heterodoxa e com forte influência ocultista. E apesar de ser a Hagnos um selo independente (não-confessional), a editora achou por bem inserir a seguinte nota:
"A Editora Hagnos publicou a Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia por ser ela um grande tesouro de informações sobre as três áreas tratadas. Porém, não concordamos com a inclusão de alguns artigos, nem com todas as crenças com autor Russel Norman Champlin, e não nos responsabilizamos pelas mesmas".
Agora, sendo a CPAD uma editora confessional, esperava-se dela uma atitude mais nobre que a da Hagnos. Caso decidisse publicar a DAKE, que ao menos fosse prudente em não recomendá-la como “a melhor e mais completa bíblia de estudo em língua portuguesa”, e alertasse seus leitores quanto ao conteúdo da mesma, uma vez que a maioria dos consumidores da Casa são leigos, e compram seus livros através da propaganda feita na revista “Lições Bíblicas”.
Impossível justificar, portanto, a atitude da Casa Publicadora. Colocar panos quentes na situação, sob alegação de prejuízo financeiro também não é um argumento convincente; não podemos coadunar com o mal, nem justificá-lo com o argumento de que ele trará algum bem. Essa ética relativista, utilitária e situacionista não combina com discurso cristão, e não deveria sequer ser mencionada neste debate.
Veja o exemplo em outras empresas
No EUA, muitas grandes editoras confessionais se viram na situação da CPAD de “bater no teto do seu mercado cativo” decidiram vincular o seu crescimento a publicação de obras não confessionais. Tudo muito legítimo. Premia a competência e ainda gera recursos extras preciosos que podem subsidiar ações de caridade e na distribuição de material educativo gratuito, por exemplo. Contudo, para evitar os problemas em foco aqui, estas editoras criaram “selos” diferenciados para este fim. Desvincularam os lançamentos não confessionais do selo da denominação. Com o passar do tempo tais selos cresceram tanto que terminaram até por obscurecer o original na mídia, mas financiaram importantes obras na denominação.
Quando o governo ordenou que a General Motors fizesse o primeiro RECALL da indústria automobilística mundial, os críticos acharam que se isto não acabasse com a GM financeiramente, terminaria com sua reputação. Não demorou muito para que todos percebessem o quanto estavam errados. O publico entendeu que o erro é inerente a uma indústria tão complexa e é melhor comprar um carro de quem assume o erro, alerta o consumidor, recolhe e repara o erro do que fazer negócios com empresas que varrem a sujeira para debaixo do tapete. Por décadas, a GM seguiu operando com preços mais caros que os demais, pois contava com a confiança extra da marca. Desde então, em marketing sabemos que diante da necessidade de um Recall, o mesmo deve ser decidido rápido e muito bem comunicado. Multiplique o investido em comunicação de lançamento por dois e invista na comunicação do RECALL: A alegria vem pela manhã.
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Postado no Púlpito Cristão e no Genizah












4 comentários:
Olá estou dando uma passadinha. Gostei do blog, benção pura, se quiser nos visitar será uma alegria. Um 2010 de renovo do amor do Senhor em seu coração e de muitas conquistas em Deus.
blogdamulhercrist.blogspot.com
Paz... Togas e catedras 'a parte, eu teria um dia inteiro de escrita a colocar aqui, sobre experiencias (pessimas) vividas com vendilhoes da fe' e com outras tantas testemunhadas ao longo desses quase 40 anos de Caminho.
Toda essa situacao mostra exatamente onde esta' o evangelho moderno de uma maneira geral, excessoes 'a parte, vivemos um cristianismo de negocio muito interessante e lucrativo. Ficou para traz, bem longe no tempo, o "de graca recebestes, de graca dai...", e isso que a CPAD esta experimentando e' somente um reflexo de praticas disseminadas em todas as grandes denominacoes e em todos os seus departamentos, desde ha muitos anos. A verdade do Evangelho e' passada para o povo de uma forma extremamente comercial e bem "pintada" de cores cristas para ficar com aspecto de pura santidade.
Jesus ja' reconhecera alguns daqueles que "ajudavam" a fazer a adoracao 'a Deus mais efetiva e que estavam 'a porta do Templo... depois do reconhecimento feito, Jesus os recompensou com boas chicotadas.
Hoje, aquele chicote usado por Jesus ja nao existe, mas certamente a CPAD estara sentindo o queimar (nao do Espirito)das "lapadas" do azorrague moderno da midia e isso, deveria acontecer com todos os que colocam a importancia do "business" 'a frente da importancia da qualidade do Evangelho a ser ensinado.
Leonardo qual é necessariamente os pontos heréticos dos comentários desta bíblia?
A minha intenção não é discuti-los, primeiro porque eu estou muito por fora e depois porque eu apenas quero me manter informado.
obrigado
Esdras Gregório
Na linha de frente dos ministros assembleianos tem muita gente questionavel, mas no caso da propaganda da DAKE ao assistir a propaganda vi dois lideres que reputo estarem entre os mais serios da denominação ( Antonio Gilberto e Elienai CAbral) falando bem dela e isso tumultua um pouco.
O publico ao qual eles se dirigem é o "povão" e o povão pode sim ser influenciados negativamente pelas heresias contidas na obra.
Como indicação de obra de consulta para um publico mais academico valeria, mas não para o povão que nem pensar sozinho consegue e engole tudo.
Em meio a um embate politico satanico onde a CPAD pode cair nas mãos do S. CAmara e Malafaia, hereticos por exelencia, a CPAD pisou na bola e pisou feio e os pastores citados tambem.
Laudinei
exemplobereano.blogspot.com. br
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