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29/02 por: Leonardo Gonçalves 20 Comentários.

Justiça condena igreja que vendeu chave do céu a um deficiente mental

Cada vez mais me envergonho dos évão-gélicos.

Postou Jonara enojada com tanta picaretagem em nome de Deus no Púlpito Cristão

28/02 por: Leonardo Gonçalves 39 Comentários.

A morte do bispo Robinson Cavalcanti e a insensibilidade humana

Por Renato Vargens

Morreu neste domingo assassinado pelo filho adotivo, o bispo da Igreja Anglicana em Recife Robinson Cavalcanti. A sua esposa também morreu neste crime bárbaro.

A noticia foi divulgada nesta madrugada no site oficial da Igreja Anglicana Diocese do Recife. Naquele momento, ainda não se dispunham de detalhes, apenas se informava que o crime ocorreu neste domingo 26/02/2012 por volta das 22h na residência do casal na cidade de Olinda – Pernambuco.

As 08:10h desta segunda-feira, o Diário de Pernambuco (com informações do repórter Eduardo Araújo da TV Clube) informou que, de acordo com a policia, o autor do crime é o próprio filho adotivo do casal Eduardo Olímpio Cotias Cavalcante, de 29 anos. O rapaz morava nos Estados Unidos desde os 16 anos de idade e teria voltado ao Brasil há cerca de 15 dias depois de ter sido preso no estrangeiro várias vezes por envolvimento com drogas e outros delitos.

Tragédias como a que ocorreu com o bispo anglicano Robinson Cavalcanti me fazem lembrar da advertência de Paulo sobre o comportamento humano nos últimos dias.

“Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos. Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, Sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, Traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, Tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te. Porque deste número são os que se introduzem pelas casas, e levam cativas mulheres néscias carregadas de pecados, levadas de várias concupiscências; Que aprendem sempre, e nunca podem chegar ao conhecimento da verdade.”2 Timóteo 3:1-7

Ora, claro que eu sei que o homem é mal e que em virtude do seu estado de depravação total ele vive imerso no pecado, no entanto, é claro, nítido e perceptível que vivemos dias em que o amor se esfriou.

No sermão profético proferido por Jesus que trata especificadamente sobre os sinais que apontariam para o fim de todas as coisas, existe um que me chama a atenção de forma especial: trata-se daquele que fala do esfriamento do amor. Jesus disse: “E por se multiplicar a iniqüidade, o amor se esfriará de quase todos” (Mateus 24.12).

Ora, a relação que Jesus apresenta entre a multiplicação do pecado e o esfriamento do amor é absolutamente verdadeira. Na medida em que cresce o pecado em suas mais variadas formas, da corrupção ao crescimento da miséria social, da pornografia a todas as formas de banalização sexual, da violência nos lares a violência urbana, no individualismo exacerbado ao comportamento hedonista, esfria-se o amor genuíno e sincero no ser humano. Isso se percebe claramente nos mais jovens que trocaram o amor pelo sexo descompromissado; entre os mais “maduros” que em nome de um nova “paixão” jogaram na lata do lixo, cônjuges e filhos. Nas relações interpessoais onde o lema de vida é “farinha pouco meu pirão primeiro” Senão bastasse isso os escândalos de corrupção que mais uma vez abalam o país têm, na sua raiz, o mesmo mal. Todos buscam o que é seu e nunca o que é dos outros. A epidemia que hoje toma conta da nação não é a corrupção – ela é apenas mais uma expressão de uma nação, onde a iniqüidade cresceu tanto que fez o amor emurchecer.

Infelizmente, a conseqüência do esfriamento do amor torna-se extremamente perceptível na forma com que nossa sociedade lida com a barbárie.

O frio assassinato de Robinson Cavalcanti e sua esposa pelo filho adotivo aponta nitidamente para o esfriamento do amor. Senão bastasse a tragédia de um filho matar os pais, encontramos inúmeras pessoas lidando com a situação com extrema frieza, tratando da morte do bispo anglicano com desdém e desprezo. Confesso que fico chocado com a forma que muitos lidam com o sofrimento humano!

Lembro que alguns anos atrás, ao sair de casa para o trabalho observei que nas areias da Praia de Icaraí, na provinciana cidade de Niterói, havia um corpo de um homem morto. Sem poder parar em virtude da agenda cheia, continuei o meu trajeto. No entanto, ao regressar para casa algumas horas depois, percebi que o mesmo corpo ainda estava jogado à areia da praia, com uma atenuante: alguns meninos jogavam futebol em volta do morto. Em outra ocasião li em um jornal de grande circulação do Rio de Janeiro, que crianças jogavam “bola” com a cabeça de uma pessoa. Há poucos meses recebi a noticia de um menino de 13 anos que chegou a freqüentar a nossa igreja, que em virtude do seu envolvimento com as drogas foi brutalmente assassinado. Ao contar a noticia para alguns amigos, percebi que a tragédia ocorrida a este adolescente não proporcionou nenhum tipo de comoção ou dor, até porque, os que ouviram a má notícia lidaram com uma frieza de impressionar. Naquele momento refleti sobre a banalização da vida e de como a morte e a tragédia têm se tornado tão natural aos nossos olhos. Na verdade, cenas como essa estão entrando em nosso cotidiano, fazendo que acreditemos que toda “des-graça” que nos cerca é normal e natural.

Caro leitor, o pecado é a enxada que cava nossas sepulturas. Como muito bem afirmou Hernandes Dias Lopes, o pecado é uma fraude. Promete prazer e paga com o desgosto. Faz propaganda de liberdade, mas escraviza. Levanta a bandeira da vida, mas seu salário é a morte. Tem um aroma sedutor, mas ao fim cheira a enxofre. Só os loucos zombam do pecado. O pecado é perverso. Ele é pior do que a pobreza, do que a solidão, do que a doença. O pecado é pior do que a própria morte.

Pois é, a multiplicação da iniqüidade tem esfriado o amor de muitos…

Maranata!

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Renato Vargens, no Púlpito Cristão

24/02 por: Leonardo Gonçalves 23 Comentários.

FORA DO ESQUEMA

Por Samuel Torralbo

Acho que estou ficando velho ou definitivamente fora do novo esquema que cada vez mais se instala no meio eclesiástico evangélico. Reconheço que estamos em momento de transição, sendo importante a contextualização para o prosseguimento da Igreja de Cristo Jesus.

Confesso que atualmente tenho feito um grande esforço para tentar compreender esse novo formato de liderança evangélica, porém, todas as vezes que, me proponho a perscrutar o significado e motivações que habitam esses lideres, sinto-me mais incomodado e fora do esquema.

Em primeira analise as atitudes dessa nova liderança parece ser insignificante e casual, o que me faz perguntar: Será que o problema está comigo? Será que não estaria pegando pesado demais? Será que eu deveria tentar me enquadrar neste novo esquema? Minhas duvidas resistem até o momento em que me deparo novamente com os modus operandis dessa nova liderança, e outra vez, renasce a certeza de que – eu não nasci pra isso!

Literamente não consigo me encaixar nesta nova ordem, que:

1. Faz do culto um SPA ou uma academia ao ego e demandas do homem capitalista.

2. Que no púlpito ficam acessando os seus iphones, lendo email ou twittando.

3. Que no púlpito resolvem os seus problemas pessoais atendendo ligação no celular.

4. Que parecem mais com gerentes de bancos, do que, com profetas de Deus.

5. Que fazem cara de maus amigos quando alguém prega nos seus púlpitos contra o pecado, necessidade de arrependimento, ou realidade da vida segundo o espírito do evangelho.

6. Que desenvolvem suas pregações à la Augusto Cury, Lair Ribeiro e outros gurus de auto ajuda.

7. Que falam de tudo nos seus púlpitos, desde a necessidade de contribuir com a oferta até a leitura de receita de bolo que a esposa recomendou, menos o Evangelho de Cristo.

8. Que profissionalizam a vocação ministerial.

9. Que se fecham em seus mundinhos, tornando-se míopes e retardados na urgência do amor e no serviço ao próximo.

10. Que trocam o valor da primogenitura pelos pacotes modernos de lentilha.

Definitivamente, estou fora deste esquema, sabendo das implicações que isto me custará, mas enquanto puder, lutarei para manter minha consciência tranquila e fundamentada no evangelho e na esperança em Cristo.

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Samuel Torralbo é pastor, pregador e colaborador no Púlpito Cristão

24/02 por: Leonardo Gonçalves 100 Comentários.

Pastor Youssef Nadarkhani é condenado à morte no Irã

Homem convertido ao cristianismo é condenado à morte no Irã

O pastor evangélico Youssef Nadarkhani foi preso, acusado de abandonar a fé islâmica. Decisão da justiça iraniana provocou indignação internacional.

Uma decisão da justiça do Irã provocou indignação internacional e protestos de defensores da liberdade de religião. Um homem que se converteu ao cristianismo foi condenado à morte.

Youssef Nadarkhani foi preso em 2009 porque não quis que os filhos estudassem o livro sagrado dos muçulmanos – o Alcorão.

Ele se tornou cristão aos 19 anos de idade e três anos depois, já pastor evangélico, fundou uma pequena comunidade cristã na cidade de Rasht, a noroeste de Teerã.

Nadarkhani foi preso, acusado de abandonar a fé islâmica, e recebeu a sentença máxima: morte por enforcamento.

Durante três anos, o caso foi examinado por cortes superiores iranianas. A esposa de Nadarkhani também foi detida, chegou a ser condenada à prisão perpétua, mas depois foi solta. O pastor, por três vezes, recebeu proposta de abandonar o cristianismo e voltar para o islã, em troca da suspensão da pena de morte. Youssef Nadarkhani não aceitou.

Segundo o Centro Americano de Lei e Justiça – uma organização que defende a liberdade religiosa nos Estados Unidos e acompanha o caso de Youssef – a sentença foi confirmada pelo governo iraniano e a ordem de execução foi dada.

Jordan Sekulow, diretor do centro, vem divulgando em um programa de rádio a perseguição contra Nadarkhani.

“Não sabemos se ele ainda está vivo nesse momento” diz Sekulow. “A ordem de execução não é divulgada publicamente. A única coisa que pode salvar Nadarkhani”, ele diz “é a pressão internacional, principalmente de países como o Brasil, que tem boas relações diplomáticas com o Irã”.

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Notícia veiculada pelo Jornal Nacional nesta quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012. Fonte: G1

Ainda não se sabe se a pena já foi cumprida. Ore pela igreja perseguida!

23/02 por: Leonardo Gonçalves 70 Comentários.

Baby do Brasil leva trio elétrico gospel para o Carnaval de Salvador #CORRAO

A cantora e pastora Baby do Brasil conseguiu colocar um trio elétrico no circuito Campo Grande em Salvador, onde vários trios elétricos de grupos importantes da axé music se apresentaram.

Com a proposta de adorar ao Senhor, Baby levou músicas de ritmos contagiantes, mas com letras cristãs, para as ruas e até chegou a orar o “Pai Nosso” quando pisou na avenida na terça-feira, 21, no último dia de Carnaval da capital baiana.

Mas ao contrário dos outros trios que reuniram multidões, Baby não teve público, mas mesmo assim se apresentou como se estivesse rodeada por foliões. “Eu sei que é uma loucura entrar na avenida cantando gospel. Mas em um lugar com tanta espiritualidade eu tinha que ter essa ousadia, de louvar o glorioso Deus”, afirmou.

A cantora se apresentou para algumas pessoas que estavam no camarote e não se intimidou com a falta de público atrás do trio. Ela, que foi a primeira mulher a cantar em cima de um trio elétrico com o grupo Novos Baianos, mostrou entusiasmo e alegria durante todo o percurso.

Baby do Brasil não foi a única a usar o Carnaval para levar mensagens cristãs, em Salvador e em outras cidades brasileiras blocos carnavalescos foram montados por evangélicos que aproveitaram a grande concentração de pessoas para evangelizar.

A cantora se converteu no final da década de 90 e já tem dois CDs gospel gravados. O primeiro foi lançado em 2000 com o título de “Exclusivo para Deus” e o segundo em 2011, com o nome de “Geração Guerreiros do Apocalipse”. Hoje ela está à frente da Igreja Ministério do Espírito Santo de Deus que foi fundada pela própria cantora em 2000.

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Via Gospel Prime, com informações UOL. Divulgação Púlpito Cristão.

23/02 por: Leonardo Gonçalves 3 Comentários.

Era uma vez uma cidade chamada gospelândia

Por Renato Vargens

Era uma vez uma cidade chamada Gospelândia. Gospelândia era um lugar muito bonito! Nela moravam milhares de cantores gospel. Naquela cidade todo mundo era feliz, isto porque, a cada dia do ano, um novo ato profético era decretado pelos apóstolos de GEZUIS.

Existem relatos que afirmam a existência de um ato profético da qual nenhum dos moradores daquela cidade jamais irão esquecer.  Na verdade, este foi  maior ato profético de todos os tempos, a multiplicação do Chuchu!

Pois é, um Apóstolo poderoso, destes que mandam nos anjos, determinou que aqueles que plantassem chuchus em suas terras prosperariam como nunca, mas para isso, precisavam juntamente com o chuchu semear uma ofertinha de 10 mil reais em sua conta apostólica. Foi um tal de gente profetizar e semear primícias na vida do apóstolo como nunca se viu. Além disso, na Gospelândia, os louvores cantados a Deus eram extravagantes, isso sem falar é claro, nas danças proféticas nas principais praças da cidade.

Na Gospelândia todo mundo tocava Shofar, todos mandavam em Deus e todos decretavam sua prosperidade. Os pobres que lá moravam era negligenciados, até porque, o fato de não enriquecerem apontava exclusivamente para dois fatores: Ou estavam em pecado, ou lhes faltava fé.

Na Gospelândia os cantores eram felizes! Eles possuíam BMWS, mesmo porque, Jesus teve um burrinho 0 kilômetro, não é verdade?

Na Gospelândia havia boate gospel, noite gospel, namoro gospel e até diabo gospel! Diabo Gospel? Ah! Isso é assunto pra outro dia! Amanhã eu conto!

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Renato Vargens, pastor, escritor e editor do blog Renato Vargens e colaborador do Pulpito Cristão.

23/02 por: Leonardo Gonçalves 3 Comentários.

Série Estereótipos: George Lucas, o jovem crente-jedi

 

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Daniel Clós Cesar é professor, missionário e blogueiro. Edita o blog Anotaçoes de um Cristão.

23/02 por: Leonardo Gonçalves 13 Comentários.

Não somos diferentes da igreja primitiva

Por Silas Figueira

Em seu livro A Mensagem de Atos, John Stott, falando a respeito da Igreja Primitiva, nos chama a atenção à forma como temos olhado para aquela Igreja. Ele diz que “existe o perigo de romantizarmos a igreja primitiva, falando dela em tom solene, como se não tivesse falhas. Isso significa fechar os olhos diante das rivalidades, hipocrisias, imoralidades e heresias que atormentavam a igreja, como acontece ainda agora” [1]. Quantos de nós temos visto a Igreja Primitiva como o maior exemplo a ser seguido.

A impressão que temos é que não havia problemas entre eles, principalmente quando lemos Atos 2.42-47, mas estudando mais a fundo o livro de Atos, as cartas Paulinas tanto quanto as cartas universais, encontramos uma igreja lutando contra o pecado (Cl 3.5-11), contra falsos mestres (Gl 3.1-3; Tt 1.10,11), heresias das mais diversas (1Tm 6.3-5), lutas internas (1Co 1.11-13), apostasia (1Tm 4.1).

Cerca de sessenta anos após a Igreja ter sido inaugurada em Jerusalém no dia de Pentecostes, encontramos o apóstolo João na Ilha de Patmos tendo a revelação do Apocalipse e recebendo uma ordem direta de Jesus para escrever às sete igrejas da Ásia mostrando o quanto a igreja havia se afastado da sã doutrina (Ap 1.9-11). E o que o apóstolo João escreveu naquela época serve de alerta para todos nós nos dias de hoje, pois a igreja não mudou.

É bom lembrar que antes de Jesus manifestar Seu juízo ao mundo, Ele irá manifestar à Sua igreja, como nos fala Pedro em sua primeira carta: “Porque a ocasião de começar o juízo pela casa de Deus é chegada; ora, se primeiro vem por nós, qual será o fim daqueles que não obedecem ao evangelho de Deus?” (1Pe 4.17). Cristo não está no meio da Igreja, mas Ele está andando em ação investigatória no meio da Igreja. Ele sonda a Igreja, pois seus olhos são como chama de fogo como vemos no livro do Apocalipse.

Será que alguma coisa mudou de lá para cá? Creio que não. Assim como a igreja do primeiro século enfrentou os seus hereges, hoje nos estamos enfrentando os nossos. Hoje nós temos os nossos Hereges Tupiniquins, com suas meias ungidas, seu apego a Mamom, suas superstições típicas de povos primitivos sem conhecimento profundo do assunto e recorrendo a explicações concretas e simplicistas de verdades espirituais profundas e reveladas pelo Espírito Santo, de suas brigas santas entre si, como místicos na disputa de mostrar-se mais santo e mais poderoso, fora os que estão surgindo e os que em breve substituirão os atuais. Engana-se quem pensa que isso irá acabar que eles serão extintos. Enquanto Jesus não vier buscar a Sua Igreja essas hidras continuarão seduzindo e empedrando os seus ouvintes. Como disse Paulo a Timóteo em sua segunda carta ao seu filho na fé: “Pois haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos; e se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas”. (2Tm 4.3,4)

A igreja não é perfeita porque ela está cheia de homens imperfeitos. Não quero dizer com isso que não devemos lutar contra o mal que se instala ou tenta se instalar dentro dela, pelo contrário, devemos abrir a nossa boca e alertar contra os falsos erros e falsos mestres que tem se levantado dentro dela. O apóstolo Paulo deixa isso bem claro em sua carta a Tito: “É preciso fazê-los calar, porque andam pervertendo casas inteiras, ensinando o que não devem, por torpe ganância” (Tt 1.11). Devemos agir também como Judas que em sua carta alertou a igreja dos falsos pastores. Judas em sua epístola diz que queria escrever a cerca da comum salvação, mas foi forçado pelas circunstâncias escrever uma carta de alerta. Diz ele a respeito dos falsos mestres que estavam se levantando dentro da igreja em sua época: “Estes, porém, quanto a tudo o que não entendem, difamam; e, quanto a tudo o que compreendem por instinto natural, como brutos sem razão, até nessas coisas se corrompem. Ai deles! Porque prosseguiram pelo caminho de Caim, e, movidos de ganância, se precipitaram no erro de Balaão, e pereceram na revolta de Corá. Estes homens são como rochas submersas, em vossas festas de fraternidade, banqueteando-se juntos sem qualquer recato, pastores que a si mesmos se apascentam; nuvens sem água impelidas pelos ventos; árvores em plena estação dos frutos, destes desprovidas, duplamente mortas, desarraigadas ondas bravias do mar, que espumam as suas próprias sujidades; estrelas errantes, para as quais tem sido guardada a negridão das trevas, para sempre”. (Jd 10-13). Quer mais atualidade que isso?

Devido a essas e outras heresias desses falsos mestres, muitas pessoas estão deixando a igreja. Algumas estão passando a servir a Cristo em casa ou se reunindo em lares como se o problema estivesse na instituição e não nas pessoas. Aí surgem os desigrejados, os destemplados… Cada um com um termo diferente, mas que no fim é a mesma coisa. Eugene H. Peterson nos diz que vivemos uma época em que se respira muito desse anti-institucionalismo. “Amo Jesus, mas odeio a igreja” é um tema que fica reaparecendo com variações em muitos contextos. Jesus dizia “siga-me”, e depois dirigia seus seguidores a duas estruturas religiosas e institucionais primordiais de seu tempo: a sinagoga e o templo. Nenhuma dessas instituições era desprovida de deficiências, faltas e fracassos.[2]

Creio que o problema maior que enfrentamos na igreja brasileira seja o fato de sermos uma mistura de várias etnias e religiões. Somos uma mistura de índios, portugueses e negros. Fora outros povos que vieram para cá. Cada um com a sua religião, com seus hábitos. E nesse caldeirão deu um povo místico, voltado para o espiritual sensorial e a igreja evangélica não ficou de fora disso. Como disse Augustus Nicodemos Lopes: “somos evangélicos moldados por uma argamassa meio católica, meio espírita e pouco ou nada reformada”[3]. Essa é a razão porque aflora tanto misticismo e tanto sincretismo religioso em nosso meio. Por isso temos o sal grosso, a rosa ungida, água consagrada… As igrejas que não se vendem a esse sincretismo, geralmente, são igrejas pequenas, mas voltadas para a sã doutrina, para um evangelho puro e simples. Dificilmente você encontra um “desigrejado” ou “destemplado” de igrejas sérias, a maioria das pessoas que se revoltaram contra as instituições são pessoas decepcionadas com esse sincretismo que tem levado muitas delas, e porque não dizer a maioria, ao fracasso espiritual, pois se decepcionam com seus líderes, quando não saem decepcionadas com Deus. Daí essas pessoas botarem todas as instituições no mesmo saco e dizerem que são todas iguais. Não creio que vamos achar muito apoio em Jesus para a preferência de nossos dias pela praça de alimentação dos shoppings como lugar de culto em detrimento da Primeira Igreja Batista da cidade, disse Eugene H. Peterson[4], questionando essa ideia que tem aflorado o coração dos decepcionados.  

Eu sei que não tem sido nada fácil para aqueles que pregam a sã doutrina ouvirem tantas aberrações em nome de Cristo. Principalmente por vermos tantas pessoas sendo enganadas e sendo levadas para o matadouro desses espertalhões da fé. Mas quem disse que seria fácil? Quem disse que não teríamos e viveríamos tempos trabalhosos? O apóstolo Paulo já havia alertado a Timóteo, “Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios” (1Tm 4.1). Não é porque muitos têm abandonado o barco que nós também o abandonaremos. Eu amo a Igreja e vou continuar lutando por ela, as instituições não são perfeitas, mas também não é fora dela que encontraremos a perfeição. Essa perfeição nós só encontraremos quando chegarmos à Glória preparada para os eleitos antes da fundação do mundo.

Tanto a Igreja Primitiva quanto a Igreja de Hoje são iguais em seus erros quanto nos acertos, e se chegamos até aqui é porque até aqui nos ajudou o Senhor, pois sem Ele há muito tempo a Igreja já teria afundado no lamaçal do pecado. No entanto é o Senhor quem sustenta a Sua Igreja e nós fazemos parte dela, com seus erros e com seus acertos.

Eu quero concluir com uma palavra de Eugene H. Peterson: “Quando Jesus diz “Segue-me” e seguimos, as pessoas vão continuar a nos ver entrando em nossas igrejas e trabalhando para nossas organizações missionárias. Mas elas não enxergam, e nós não enxergamos as imensas invisibilidades em que estamos afundando nossas raízes, a infindável atmosfera acima de nós, também invisível, da qual recebemos a luz da vida, nossa vida estendendo-se, estendendo-se, estendendo-se até as profundidades, estendendo-se através do horizonte, estendendo-se até as alturas”[5].

Que a graça do Senhor continue sustentando a Sua Igreja, fazendo-a criar raízes profundas e que os decepcionados com ela possam se reencontrar em um lugar onde a sã doutrina seja pregada com amor e dedicação. Esta é a minha oração. Este é o meu desejo.

Notas

[1] Stott, John R. W. A Mensagem de Atos. ABU Editora. São Paulo, 2º-reimpressão 2010: p. 10.

[2] Peterson, Eugene H. O caminho de Jesus e os atalhos da Igreja. Mundo Cristão, São Paulo, 2009: p. 262.

[3] Lopes, Augustos Nicodemos. O que estão fazendo com a Igreja. Mundo Cristão, São Paulo, 5º- reimpressão 2010: p. 21.

[4] Peterson, Eugene H. O caminho de Jesus e os atalhos da Igreja. Mundo Cristão, São Paulo, 2009: p. 262,263.

[5] Peterson, Eugene H. O caminho de Jesus e os atalhos da Igreja. Mundo Cristão, São Paulo, 2009: p. 264.

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Silas Figueira é pastor da Igreja Batista Beréia em teresópolis e editor do blog Batista Beréia. Divulgação: Púlpito Cristão

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