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02/07 por: Leonardo Gonçalves 10 Comentários

Chaves hermenêuticas do engano! [Jesus contra Jesus]

Por Josemar Bessa

Quando achamos que podemos escolher no que crer na Bíblia, já declaramos não crer nela. Numa época em que queremos um cristianismo cada vez mais em sintonia com a cultura atual, fabricamos “chaves hermenêuticas” para na verdade, reescrever a verdade de Deus segundo nossas opiniões.

Hoje, por não suportar a sã doutrina, ou não conseguir conciliar as doutrinas ofensivas do evangelho ao orgulho humano, ao liberalismo, ou para abraçar um cristianismo água com açúcar que transforma Cristo numa espécie de Gandhi… é comum ver pessoas colocando Cristo contra o apóstolo Paulo, Pedro… – mas na verdade o que temos é um ataque sutil e mortal contra a própria Palavra de Deus.

Sempre que alguém coloca Jesus contra o apóstolo Paulo, o alvo é atacar a Verdade de Deus!! Os cristãos não podem retalhar a Bíblia ou ensinar que algumas partes dela tem mais autoridade do que outras. Ou que alguma doutrina possa ser deixada de lado. Ou que algumas passagens são mais verdadeiras que outras.

Muitas vezes para um cristão desavisado pode parecer e soar muito piedoso a declaração de que as palavras de Jesus têm mais peso do que as do Apóstolo Paulo, por exemplo, mas o fato é que por trás disso se esconde alguém que está propositalmente e enganosamente atacando a Palavra de Deus, cortando e jogando fora a realidade e necessidade do conselho de TODA a Palavra de Deus.

A Bíblia não poderia ser mais clara: “Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça; Para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra“. 2 Timóteo 3:16-17

Toda Escritura é divinamente inspirada. Em nenhum lugar nas Escrituras lemos que algumas escrituras são mais inspiradas e que a luz delas outras partes possam ser ignoradas por ter menos “inspiração”.

Colocar partes da Bíblia contra outras partes, colocar Jesus contra Paulo, Jesus contra Pedro… implica dizer que as cartas de Paulo, por exemplo, são menos inspiradas e autoritárias que as palavras de Jesus registradas nos evangelhos. Mas nada poderia estar mais longe da verdade.

Jesus é o único Deus verdadeiro, e se realmente acreditamos no que está registrado em 2 Timóteo 3.16-17, temos que crer que Jesus é quem “soprou”, inspirou as palavras que o Apóstolo Paulo e os outros apóstolos escreveram em suas cartas. Colocar Jesus contra Paulo, Pedro, João… ou qualquer outra porção das Escrituras, é colocar Jesus contra Jesus. Paulo não registrou suas meras opiniões, ( quer alguém goste ou não ), sobre o evangelho e a sã doutrina, escreve Escrituras inspiradas e autoritária.

Veja o que Pedro diz: “Por isso, amados, aguardando estas coisas, procurai que dele sejais achados imaculados e irrepreensíveis em paz. E tende por salvação a longanimidade de nosso Senhor; como também o nosso amado irmão Paulo vos escreveu, segundo a sabedoria que lhe foi dada; Falando disto, como em todas as suas epístolas, entre as quais há pontos difíceis de entender, que os indoutos e inconstantes torcem, e igualmente as outras Escrituras, para sua própria perdição. Vós, portanto, amados, sabendo isto de antemão, guardai-vos de que, pelo engano dos homens abomináveis, sejais juntamente arrebatados, e descaiais da vossa firmeza; Antes crescei na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo. A ele seja dada a glória, assim agora, como no dia da eternidade. Amém”. – 2 Pedro 3:14-18

Pedro fala das cartas de Paulo como Palavra de Deus e alertou contra mestres ignorantes, instáveis e falsos que estavam distorcendo essas verdade para sua própria destruição.

Junto com o entendimento de que o Antigo Testamento deve ser interpretado pelo Novo Testamento, aprendemos também que as narrativas do Evangelho devem ser interpretadas pelas Epístolas, e não o contrário.

Os Evangelhos registram os acontecimentos históricos de nossa redenção, a encarnação, vida, morte, ressurreição e ascensão de Jesus Cristo. Mas por si mesmos, eventos históricos não são suficientes, precisamos de uma palavra de autoridade que nos diga o verdadeiro significado desses eventos.

Se um homem pensa que pode olhar para um acontecimento histórico e de sua própria cabeça interpretar o que significa o evento, ele se coloca no lugar de Deus.

Pegue o fato histórico da ressurreição, por exemplo. Não é para nós presumirmos o que a ressurreição significa. As Epístolas soletram para nós o que isso significa, e aquele que vai além do que é interpretado nas Epístolas está fabricando uma doutrina de sua própria cabeça. Também não é prerrogativa da igreja interpretar qualquer um dos eventos da história redentora. Deus enviou os apóstolos para esse fim e não devemos adicionar ou tirar nada de suas palavras.

Precisamos ir para as Epístolas para interpretar corretamente os eventos registrados nos Evangelhos. A igreja muitas vezes não segue este princípio fundamental. Ela sempre tenta justificar alguma prática ou costume, chamando alguma lição “espiritual” da vida, morte ou ressurreição de Cristo, mas esta é uma interpretação particular e humana ao invés de ser uma interpretação divina do evangelho.

Ao colocar muitas vezes os evangelhos contra as epístolas, o que se está fazendo é rejeitar, por exemplo, a interpretação teológica da vida, morte e ressurreição de Cristo registrada por Paulo (ou Pedro… ) através da inspiração direta do Espírito Santo.

Ao tentar silenciar as Cartas dos Apóstolos, o propósito é fabricar um evangelho falso e “benevolente” para uma sociedade inimiga do Deus da Verdade!

Jesus deu o evangelho que Paulo, Pedro, João… proclamaram.
Liberais modernistas e pós-modernista propositadamente suprimem a verdade ( Rm. 1:18 ) que Paulo recebeu o evangelho que ele pregou do próprio Jesus Cristo. Disse Paulo: “Mas faço-vos saber, irmãos, que o evangelho que por mim foi anunciado não é segundo os homens. Porque não o recebi, nem aprendi de homem algum, mas pela revelação de Jesus Cristo”. Gálatas 1:11-13

Em outras palavras, o evangelho de Paulo não era contraditório com o evangelho de Jesus. O evangelho de Paulo era o evangelho que o próprio Jesus ordenou ao Apóstolo Paulo pregar e proclamar. Este é ainda corroborada pelo fato de que, Jesus apareceu para o apóstolo Paulo em Corinto e encorajou-o a manter a pregação do evangelho que Ele lhe deu.
E disse o Senhor em visão a Paulo: Não temas, mas fala, e não te cales; Porque eu sou contigo, e ninguém lançará mão de ti para te fazer mal, pois tenho muito povo nesta cidade. E ficou ali um ano e seis meses, ensinando entre eles a palavra de Deus”. Atos 18:9-11

As palavras de Paulo aos gálatas resume perfeitamente o que vemos hoje:

Maravilho-me de que tão depressa passásseis daquele que vos chamou à graça de Cristo para outro evangelho; O qual não é outro, mas há alguns que vos inquietam e querem transtornar o evangelho de Cristo. Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema. Assim, como já vo-lo dissemos, agora de novo também vo-lo digo. Se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema. – Gálatas 1:6-9

***

Fonte: BLog do Josemar Bessa. Divulgação:Púlpito Cristão.

10 respostas para “Chaves hermenêuticas do engano! [Jesus contra Jesus]”

  1. Larissa disse:

    Há algo muito errado com esses pa$tore$, com essas igreja$, com esses cantore$ go$pel, com tudo!!! Isso terá um fim muito em breve.

  2. Valmir Ferreira disse:

    Muito bem meu amigo!por tudo isso Jesus resumiu seu ministério em dois mandamentos amar a Deus sobre todas as coisas e amar as pessoas como a nós mesmo,cumprindo esses dois mandamentos nós ñ iremos encontrar crise em lugar nenhum,Jesus disse na casa de meu pai a muitas moradas, e que estreito era o caminho para encontrar,mas que ele ia preparar esses lugares para aquele que confiasse nele,nós temos que confiar só em Cristo Jesus só tem palavra de vida eterna,fique na paz de nosso senhor Jesus Cristo…

  3. Examina tudo e retende o bem disse:

    Muito oportuna essa colocação.
    Sei até a que pregador se refere esse discurso.
    Há pouco tempo atrás fiquei realmente surpreso em saber que tal pregador tinha esse entendimento e ensinava dessa forma.Fiquei sabendo depois de enviar uma pergunta para o programa sobre o Texto de Rm 9.
    O referido pastor não soube responder e ainda disse que o apóstolo Paulo havia se perdido na sua própria linha de argumentação. Depois saiu com essa de que as palavras de Jesus eram superiores a de Paulo.
    É uma pena que muitos cristãos que estão indo para as bandas de lá parecem nunca terem realmente tido um contato mais íntimo com a palavra. Espero que eles sejam prudenetes e examinarem bem as escrituras, porque percebo alguns equívocos que estão sendo ensinados, sobretudo o liberalismo o que é muito conveniente para certas pessoas que desejam justificar algumas práticas.

    O povo acha que a diferença está no lugar. O que faz a diferença é a sua compreensão da verdade contida nas escrituras. A pessoa muda de lugar e diz:”puxa que liberdade, parece que caíram as escamas dos meus olhos”
    Aí eu fico me perguntando, ué!! Depois de anos na igreja somente agora vc passou a conhecer as coisas básicas do evangelho? Dá vontade de perguntar…Vc lia a palavra irmão??

    Sejamos vigilantes irmãos e examinemos atentamente a palavra porque as coisas estão cada mais difíceis

    • jailson disse:

      Nunca tinha visto um texto tão católico escrito por um evangélico. O Evangelho só é entendido por Paulo e Cia. Ninguém mais. Jesus, o Verbo, a Palavra, a Mensagem, a expressão de Deus só funciona pela “sã” doutrina, pelo monopólio da igreja. Puxa!

      Jesus não foi contra os apóstolos. Ele é o centro, não os apóstolos. Os apóstolos sempre apontaram a Cristo, não o contrário. O Consolador é o Espírito Santo, não os apóstolos.

      Mas entendo o frisson causado. Foi mesmo que aconteceu há 500 anos. Quem usa a Bíblia para manipular não vai querer largar o osso…

      Ainda bem que a Palavra de Deus prevalecerá, pois Cristo, a Palavra, é o mesmo sempre.

  4. Mauro Silva disse:

    Josemar

    Você está mais ou menos certo, pois as cartas de é obvio que foram inspiradas, mas determinadas questões dizem respeito a assuntos específicos, que também carregava o significado do contexto histórico, geográfico, cultural da época, assim deveremos buscar o principio e não a interpretação e aplicação literal em nossas vidas.

    Mas Jesus é a chave de tudo, por tudo que falou, intuiu, andou, gestuou, olhou e se comportou.

    Pois Ele é Verbo encarnado, foi Deus entre nós – Emanoel.

    Nesse sentido todas a palavra só ganha significado nEle, só tem lu nEle, pois é o alfa e ômega.

    Quando Paulo manda a igreja praticar o ósculo santo, qual significado pra nós hoje, a palavra foi inspirada certamente, e daí ?, devo obedecê-la ?, não necessariamente da mesma forma, devo primeiro resgatar o principio, que é amor, comunhão, afetuosidade com irmãos, todavia farei dentro do contexto da minha cultura e costumes pré-estabelecido, assim estarei obedecendo e praticando da mesma forma.

  5. Examina tudo e retende o bem disse:

    Outro dia saiu um texto do referido pastor/reverendo onde ele declarava que a bíblia não era inerrante e que continha muitos erros.
    Puxa vida, não é preciso fazer teologia pra saber dos inúmeros problemas de traduções que a bíbia contém.
    Sejam por limitações de outras linguas em relação ao aramaico, hebraico e grego, seja por erros grosseiros de tradução mesmo, como por exemplo o do Salmo 23 e as genealogias de Matheus e Lucas.
    Some-se a isso também a falta de exegese e discernimento do texto bíblico.
    Como muitos pastores não entendem certos textos e não tem humildade de reconhecer sua própria limitação, acabam falando esses absurdos.
    De fato existem textos muito difíceis nas escrituras, sobretudo alguns textos de Paulo, mas, compreendo que sendo ele um homem que tinha uma profunda intimidade com Deus falou coisas muito elevadas para nossa compreensão carnal, vide por exemplo 2 Cor 12, Rm 9, 1 Co 11. Por isso que Paulo chama a atençao para o fato de que o homem espiritual discerne todas as coisas e o carnal considera-as como loucura.
    Se eu que sou um zé ninguém e nunca estudei teologia sei essas coisas, entendo que maior obrigação seria daqueles que possuem diplomas, dizem-se mestres e doutores em divindade e já estão na estrada a anos a fio pregando a palavra.
    Receio que estejam fazendo o povo tropeçar com seus ensinamentos.

  6. Dani Lima disse:

    Josemar…
    Creio a inerrância da bíblia, quanto a interpretação e muitas vezes até a tradução nem sempre,más é pra isso que Deus coloca nas igreja os mestres, o problema é que muitos tem se tornado mestres de si mesmos e é isso que acontece com os liberais.
    Até pouco tempo, tinha conceitos liberais e não me dava conta, cresci em uma família sem Deus onde a autoridade da escritura e cristãos eram considerados falta de intelecto. Sendo assim quando encontrei Jesus foi fácil pra mim descartar a autoridade bíblica e fui descartando aos poucos aquilo que minha mente mundana não queria.
    Embora de dois anos pra cá depois de subsequentes decepções com a igreja instituição. REFORMEI e ainda estou em obras e minha tabua de salvação tem sido a palavra, com prof. como Rev. Augustos Nicodemos e outros consegui enxergar a verdade da escritura e recentemente uma ultima barreira foi quebrada quando Caio Fabio bateu papo d+ e falou de Paulo e da bíblia pois embora já reformada, ainda dava crédito a ele, com isso não quero dizer que ele não seja cristão como muitos o fazem e caem no mesmo erro dele com palavras pesadas. O problema do liberalismo teológico é que ele mata a fé, se perdemos a segurança da escritura, o que nós resta já que tudo que precisamos aprender de Cristo está na bíblia e a mesma é o canal de comunicação com Deus, não é?!

  7. Vanzuite disse:

    É a primeira vez que faço um comentário. Muito bom este texto. Me trouxe um grande esclarecimento a respeito do ministério dos apóstolos do Senhor Jesus Cristo.
    Que o Senhor continue te dando sabedoria em nos trazer elucidações como estas.
    Em Cristo,

    Vanzuite.

  8. Alvarenga/RN disse:

    Tenho alguns questionamentos então, qual bibía é a que devemos seguir? A protestante, a católica pu a ortodoxa?
    Sim pq afinal elas têm um número diferentes de livros entre si. O problema das epístolas é o mesmo que Jesus própio teve com relação aos judeos de sua época, judeo estuda muito mais os livros que interpretavam as leis (o equivalente as epistolas) doque a tora propiamente dita.
    Gostaria de entender melhor pois vejo que oq temos nas mãos na verdade é uma compliação que foi escolhida em concilios de homens (ñ vou entrar no mérito de serem homens de Deus ou ñ) Tb ñ vou dizer que os livros pós evangelhos são do homem pois são sim cristocentricos, mas por enquanto fico com o comentário do Jailsom, e parte do Mauro silva.

    • Renato disse:

      Alvarenga

      Há um erro histórico no que você disse. O primeiro concílio católico aconteceu depois da “conversão” de Constantino. Mas certamente o NT tem de ser anterior a isso porque:

      1. Muitas vezes, ANTES DE CONSTANTINO, os cristãos foram perseguidos, presos e mortos pelo império romano, para que entregassem suas Bíblias para serem queimadas. Se eles se arriscavam a morrer por esses livros, então certamente os consideravam como sagrados.

      2. Os livros do NT são citados em listas de livros considerados canônicos ANTES DE CONSTANTINO.

      3. Virtualmente todos os textos do NT, com exeção de alguns poucos trechos, são citados por escritores cristãos ANTERIORES A CONSTANTINO. Daria quase que para reescrever o NT só por essas citações.

      Quanto às diferenças entre a Bíblia católica e a protestante, são os católicos que mudaram. Os livros que eles chamam de “deutero-canônicos” tem esse nome porque não eram considerados canônicos por eles mesmos. Eles os colocavam num mesmo volume com os canônicos, mas os consideravam inferiores. Jerônimo só incluiu esses livros na “Vulgata latina” por pressão do bispo de Roma, porque o próprio Jerônimo já havia declarado que não os considerava canônicos.

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