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26/07 por: Antognoni Misael 7 Comentários

Pastor não é Palhaço! – A necessidade da Reforma dos Púlpitos brasileiros

Por Alan Kleber

Sem sombra de dúvida, a Reforma Protestante do século XVI foi o maior reavivamento produzido pelo Espírito Santo em toda a história da Igreja de Cristo. Tudo começou pelo resgate da genuína pregação. Naqueles dias, poucos pregavam com fidelidade as Escrituras. Os sacerdotes, a maioria ignorantes, mal sabiam ler e escrever. No máximo decoravam a missa em latim. O povo, mergulhado em profundas trevas espirituais cegamente seguia o entretenimento supersticioso e idólatra do clero.

Quando Martinho Lutero, Ulrich Zwingli, João Calvino, John Knox e outros pastores começaram a pregar novamente a Palavra de Cristo, o povo que andava em trevas contemplou mais uma vez o brilho da luz. O Senhor promoveu um grande despertamento espiritual na Europa, levando países inteiros a abraçarem o Evangelho do Senhor Jesus Cristo.

A máxima protestante “Igreja Reformada, Sempre Reformando”, ainda hoje nos ensina que a verdadeira reforma consiste em sempre reavaliarmos a nossa fé e prática segundo os padrões estabelecidos pelas Escrituras. A nossa consciência, como disse Lutero, deve estar cativa à Palavra de Deus. A nossa pregação precisa ser clara e objetiva. Seu conteúdo: Jesus Cristo, e este crucificado (1 Co 2). Não há lugar para brincadeiras quando proclamamos o Reino de Deus.

Hermisten Maia falando sobre isso usou a seguinte ilustração: “Imagine um jovem entre muitos outros, ansiosamente procurando seu nome na lista afixada na parede da universidade. Ele busca saber se foi aprovado ou não no vestibular. De repente, surge um amigo com um sorriso largo no rosto e com braços abertos dizendo: – Você conseguiu! Você foi aprovado! O jovem começa a gritar e pular de alegria, dá um abraço apertado naquele amigo, ri, chora, comemora… Contudo, em meio a toda aquela euforia, seu ‘amigo’ diz: – É tudo brincadeira, não passou de uma piada; seu nome não consta entre os aprovados”. Como você reagiria a essa situação se fosse o vestibulando? Se você corretamente não admite brincadeiras com coisas sérias, será que o Evangelho, que envolve vida e morte eternas seria passível de brincadeiras, de gracinhas ou palhaçadas?

Da mesma forma, hoje muitos pregadores estão apresentando uma mensagem incompreensível à Igreja. Os crentes se acostumaram a ouvir o seu pastor brincar tanto com assuntos sérios, que não conseguem descobrir o temor e tremor do Senhor em suas brincadeiras. Eles sobem ao púlpito e pensam que estão no picadeiro, alguns até mesmo vestidos de palhaço!

Os palhaços “pregadores” afirmam que nós é que confundimos “expor a Bíblia com seriedade” com “expor a Bíblia sério”. Argumentam que Jesus usava muito humor para pregar e que a chave hermenêutica para compreendermos as parábolas de Jesus é o humor. Sinceramente, eu não consigo enxergar nenhum pingo de humor quando Jesus fala sobre o Dia do Juízo, onde separará ovelhas de bodes, lançando estes no inferno. Não dá para rir!

O resultado trágico dessa esdrúxula metamorfose é que o povo de Deus, por não perceber a diferença entre o palhaço e profeta, aprova este comportamento absurdo e pecaminoso por meio de aplausos e boas gargalhadas.

O desaparecimento da verdadeira pregação é sempre um grave sintoma de que púlpitos estão vazios.

Percebemos mais uma vez o entretenimento substituindo o verdadeiro papel do profeta.

Não é de se estranhar a resistência por parte de muitos em ouvir e atender a mensagem da cruz. Como falar do pecado, ira de Deus, morte, inferno, arrependimento, cruz, salvação e sacrifício de modo divertido? Tem muitos pastores vestidos de palhaço afirmando: “Sim, isso é possível”. Eles têm envolvido as nossas crianças e a nossa juventude com essa maneira engraçada de pregar. Onde isso vai parar? Precisamos urgentemente de uma reforma em nossos púlpitos!

Kierkegaard conta que certa vez um circo se instalou próximo de uma cidadezinha dinamarquesa. Este circo pegou fogo. O dono do circo vendo o perigo do fogo se alastrar e atingir a cidade mandou o palhaço, que já estava vestido a caráter, pedir ajuda naquela cidade para apagar o fogo. Inútil foi todo o esforço do palhaço para convencer os seus ouvintes. Quanto mais ele gritava “O circo está pegando fogo!”, o povo ria e aplaudia o palhaço entendendo ser esta uma brilhante estratégia para fazê-los participar do espetáculo… Quanto mais o palhaço falava, gritava e chorava, insistindo em seu apelo, mais o povo ria e aplaudia… O fogo se propagou pelo campo seco, atingiu a cidade e esta foi destruída.

Pastor não é palhaço, é profeta. Seu púlpito não é picadeiro, mas o lugar de onde ele proclama com autoridade a Palavra de Deus. Sua missão é pregar em alto e bom som, de forma pura e simples as Boas Novas do Evangelho e todas as suas implicações. O pastor não é um animador de auditório, nem um contador de piadas. Lugar de palhaço é no circo. Que Deus tenha misericórdia de nós, levantando novos reformadores!

***

Fonte: E a Bíblia com isso? Divulgação: Púlpito Cristão.

7 Comentários

  1. archangel disse:

    Hoje tem marmelada?Tem sim senhor.
    Hoje tem goiabada?Tem sim senhor.
    Faz tempo que a igreja está cheio de engraçadinhos, de palhaços pastores que ao invés de pregar o evangelho puro e simples o que fazem são macaquices.Uma ou duas “brincadeirinha” para relaxar o povo, tudo bem. Agora utilizar o púlpito para brincar o tempo todo. Fala sério! Gospel stand up comedy! Só falta essa! Que nada é o que mais fazem em Banânia!

  2. Angélica disse:

    Realmente não é palhaço, infelizmente, há uma grande massa que se entorpece com pão e circo. Maranata…

  3. Paulo Sales disse:

    Nâo acredito em reforma, não há espaço para ela da forma convencional e da maneira como são expressas nos textos que leio aqui publicados; não há espaço para isso na sociedade.
    Reforma é o mesmo que faxina e num ambiente de liberdades não se pode reprimir e não se tem opressor definido.
    Existe pluralidade no meio evangelico, têm pastor mercantilista, motivacional, sincretista e tem pastor sério. Tem religião pagã, idolatra, pentecostalizada e heretica, e todos falam de Jesus, todos tem adeptos, participantes, seguidores, membros e irmãos. Então onde, ou por onde se faz uma reforma?
    Valores estão mudando e valores legitimos sendo rasgados, não se pode mais ficar observando as coisas com a visão que se tem do altar para a porta da igreja, tem que ser ao contrario. Ao longo das ultimas decadas pastoreio virou sinonimo de bacharelado em teologia, anel no dedo, titulo, trabalhador de curso superior, profissional liberal. Os mais experientes devem exercer liderança, mas o testemunho transformador da sociedade é do povo de Deus não de uma peça no contexto.
    As religiões tradicionais tem crescido, migram daqui pra li mas crescem, no entando o resultado esperado decai na qualidade pois na igreja membros tem assimilado o profissionalismo no pastoreio. Paulo pregava e trabalhava pois ele sabia que assim seria livre para o exercicio do evangelho.
    Entendo que a igreja sincera deve simplificar e agir mais pelo testemunho de suas ações que na padronização de seus cultos e objetivos institucionais.
    A falsa moral, a repreensão pudica como mascara para a falsidade não encontra eco numa sociedade com liberdades.
    Jesus disse aos apostolos, vai, anuncia, se não recebe-los bem bata até o pó das sandalias aos sairem. Num ambiente de liberdades esta ação, mesmo hoje, parece bem eficar e reformadora.
    Nossa obrigação é ser exemplo e anunciar a verdade.

    • almeida disse:

      Comentário pertinente , Paulo Sales! A reforma que Martinho Lutero promoveu tinha um alvo, as distorções da Igreja católica. Hoje a igreja evangélica está infragmentada, não há uma identidade, não há um alvo. Cada igreja prega o que bem entender, são divisões de divisões. Eu li a muito tempo, um livro da historia da filosofia, will Durant, que “profetizava” o fim dos evangélicos motivada, exatamente, por este processo de fragmentação. Enquanto a igreja católica durou estes, 2 mil anos, porque tinha um governo central, mesmo que algumas, vezes corrompido. Uma reforma pulverizada não terá efeito algum.

  4. Aroldo disse:

    Certa feita ouvi alguém dizer que “ESTE MUNDO É UM GRANDE CIRCO ONDE MUITOS PALHAÇOS TRABALHAM DE GRAÇA”, o que não acontece com alguns hilários pastores evangélicos.
    Os palhaços dos picadeiros e suas pantomimas jamais vão combinar com a pregação de um púlpito de uma igreja cristã, pela seriedade absoluta que envolve a mensagem do evangelho.

  5. joao ferreira disse:

    Realmente pastor de verdade que honra o nome do Senhor, não é palhaço, mas o que temos visto, são profetas de mamom tais como o Merdock e Cirola vendendo Bíblia como se estivessem na feira.
    Pastor que chama as pessoas na TV, de bobão, trouxa, blogueiros de filhos do Diabo e adoram dinheiro fácil!
    Se isso é ser pastor, pastor alemão (cachorro), é muito mais digno do que essa corja de cartólas que mamam nas tetas dos miolo móle que dão tudo o que tem achando que se pode comprar a salvação…

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