Guerreiro Ferido
Deus, quem sou eu?
E por que me confiaste
Tanta responsabilidade?
Deus, quem sou eu?
E por que me sinto pesado
Se o Teu fardo é suave?
Por que quando angustiado
A Ti oro, mas não me respondes?
Viver sem respostas,
Assim quem suporta?
Deus, não Te escondes.
A minh’alma foi abraçada pela dor
As minhas lágrimas ninguém enxuga.
Guerreiro, eu?!
Se sou, já fui ferido na luta.
Sou eu o que diz:
“Não desanimes”,
Mas me sinto desanimado.
“Não te enfraqueças”,
Mas já me sinto prostrado.
Sou eu conselheiro – aconselho,
Mas preciso ser aconselhado;
Sou eu pregador – ministro a Tua Palavra,
Mas preciso ser ministrado;
Sou eu pastor – pastoreio o Teu rebanho,
Mas preciso ser pastoreado;
Sou eu professor – ensino a Tua Palavra,
Mas preciso sentar-me, ouví-la…
Preciso ser ensinado.
Ah!quem me dera uma caverna,
Para nela, como Elias, entrar.
Quem sabe assim virias
Ao suave som de uma brisa
Meu coração consolar.
Ah! quem me dera uma planta,
Para nela, como Jonas, de sua sombra desfrutar.
Depois virias, enviarias um verme
Para a planta se secar.
Assim me ensinarias Teus planos,
Teus sonhos, Teu soberano modo de amar!
Sempre em Cristo… que quando achamos que estamos sozinhos diante dos profetas de baal, nos acalenta dizendo: “Também deixei ficar em Israel sete mil: todos os joelhos que não se dobraram a Baal, e toda a boca que não o beijou.”1 Reis 19:18
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Joacy Junior é teólogo, escreve para o blog Pela Volta ao Evangelho e é colaborador do Púlpito Cristão. Com poemas sinceros que nos fazem lembrar de tantos Salmos, vai tecendo a vida e graça de Deus através de letrinhas.







Um bálsamo que refrigera nossa alma.
Prezado Pastor,
Seu poema tan lindo me tocou muito o coração atè chorar.
Bem eu conhe~ço estos moementos de fraqueza, mesmo nâo sendo pastor, mas pai, esposo, amigo e irmã ao resto do corpo de Jesus.
Eu conheço do dom de Deus que é escrever. Na sua misericordia e graça O Senhor nos permite expressar a super abundancia de sentimentos profundas que sirve no somente a aliviar nossa dor mas também a encorajar e reconfortar outros. Agradeço sua partilha.
Eu quero lhe oferecer um poema que surgiu de minha alma ha pouco tempo. E se você encontra uns erros, saiba que isso é devido ao fato que o Português nâo é minha lingua materna. Graça e paz de Jesus na sua vida e muita força diaria pelo resto do caminho. Jean-Louis.
AS FERIDAS DO MEU AMIGO JESUS
“Melhor é a repreensão franca
do que o amor encoberto.
Leais são as feridas feitas pelo que ama,
porém os beijos de quem odeia são enganosos.”
Proverbios 27:5,6
O, Jesus, meu melhor amigo
Teu amor por mim é infinito.
Fielmente demonstra-o a teu filho amado,
A espada de tua boca abre uma ferida inflamada
Com a verdade afiada da tua palavra.
Quando teu formoso rosto contemplo
A eternidade preenche o vazio da minh’alma.
As mágoas desta terra
Em louvores se transformam.
Quando a graça e a verdade se encontram
A justiça e a paz se beijam
Eu percebo teu grande propósito
À luz da verdade da tua palavra.
Devagar, a agulha fere, santo piercing
Na tua mão amada eu confio.
Pontos e nós, trabalho manual compassível,
O rasgo feio tu concertas, médico inigualável
Com a verdade dolorosa da tua palavra.
As feridas que me fazes, agradecido, eu recebo.
Meus sonhos satisfeitos, tuas promessas guardadas,
Nem me preocupo; em teu sacrificio eu descanço.
As asas do teu vento trazem cura
Minha vida dividida se torna autêntica
Em obediência à verdade da tua palavra.
Tuas feridas eles deixaram abertas
Mas minhas, tu tens sem me culpar fechadas.
Limpando-as, tu derramaste o bálsamo de Gileade
Para cobrir minha falta
Com a verdade curativa da tua palavra.
Eu, como Efraim enganado estava
Sem recurso algum para me libertar.
Na tua misericordia, Pai, teu Verbo enviaste
E com poder minhas cadeias quebraste
Abrindo as portas da liberdade para sempre
Com a verdade omnipotente da tua palavra.
Minha cabeça tu unges com teu óleo.
Tu mudas meu veste de lamento em veste de alegria
As trevas em luz, o luto em dança.
O espírito abatido longe de mim esvoaça
Nos deleites de tua presença.
Estes tesouros escondidos encontro
Com a chave que recebem como presente
Todos os teus filhos que amam e guardam a verdade da tua palavra.
Gen 32: 31; Deut 32:39; Salmos 38:1,2,5; 85:10-11; 119: 67-71; Prov: 27:5,6; Jeremias 8:21,22;10:19,20; 14:19; 15:18,19. Oséias: 5;6.
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Muito bom. Até parece com as orações que faço ultimamente.
Éh, meditando nessas palavras é que “acordamos” e lembramos que somos pobres mortais e totalmente dependente de Deus.
seja ministro ou apenas irmão de banco….
Senhor Deus, tu és amor e poder
Atenda o pedido do sertanejo sofrido que vive no ardente sertão
Seus animais em esqueletos ressecados, esparramados no chão.
O solo seco, partido pelo sol recozido, mortas as plantas do alimento
A água e a flor desaparece da bica, se emudece o canto chiado da mariquita
Senhor Deus, tu és amor e poder, salve a vaquinha do leite e fortaleça o jumento.
O lavrador olha para o céu pronunciando triste prece
Com humilde esperança nas nuvens ralas que no azul aparece
Para que a chuva desça e abasteça a lacuna do banhado
Em cardumes de piaparas, calando os queixumes da fome
Repetindo o milagre dos peixes, e da água da rocha do cajado.
No galho sem folhas a graúna canta triste,
Pois, o grão e semente não existe
A menorzinha semi-vestida, tímida em aparecer
Sorri com o indicador entre os dentes
Senhor Deus, tu és amor e poder,
Não deixe morrer estas crianças inocentes.
Arqueado pela labuta, na sua lavoura nem um muda vingou
Sementes, trabalho, esperança tudo a seca matou
Sua mão calejada da terra lavrada, e seu suor que escorreu
Com mágoa no peito se obriga a deixar o leito da terra onde nasceu.
Senhor Deus, tu és poder e beleza
Derrama a chuva que lava a tristeza
Plantada no coração destes filhos teus.
provébio 26:11
” Como o cão torna ao seu vômito, assim o tolo repete a sua estultícia.”
Pela TV, numa reportagem assisti
Sobre um cãozinho, muito doente, coitado!
Não comia, com dores, muito sofria.
Após uns exames, do estômago teve que ser operado.
Assim que o veterinário, seu estômago abriu,
logo descobriu, o problema que lhe fora causado
Havia um chumaço de lixo, num nicho
do seu estômago, enroscado.
Eram pedaços de plásticos, panos,
palitos, até prego enferrujado.
A cirurgia foi rápida e correu tudo bem
Feita especialmente naquele pronto socorro
Senão, poderia estar morto o pobre cachorro
Animal, apesar de inteligente, tem a mania,
De comer toda porcaria, que se encontra pela frente.
O homem mundano, com sua malícia e estultícia
É oportuno, se acha gatuno e muito potente
Seu coração anseia em provar aquilo que é diferente
Deixa sua esposa em casa, com os seus pequeninos; O Pedrinho e a Mariana.
E vai consumir seu dinheiro no puteiro, com mulheres da vida.
De madrugada, volta ao lar, cheirando a bebida
e o suor da mulher estranha.
O homen tolo tem sua sua alma triste e ferida,
com uma doença ativa, pelo castigo do pecado
O puro arrependimento é a limpeza da alma e do coração,
Que faz o milagre do perdão, um filho ex-pecador, tornar-se abençoado.
Uma familia destruida, se torna feliz, Jesus amigo, sempre contigo,
Glória a Deus, Jesus Obrigado!
Meu saudoso Fofy
Fofy era o meu cachorro poodle
Todo branco, pêlos em caracóis de carrapichos
De média estatura, sua altura, pouco menos que quarenta centimetros
Bravinho, mas muito amoroso, nunca gostou de ficar sozinho.
O rabicó pulava sobre o sofá, já com as quatro patas pra cima
Olhos fixos na gente, como quem diz: Coça a minha barriga.
Gostava de cafuné, deitava sobre meus pés
Nas noites frias, para se aquecer,
E também os meus pés se aqueciam.
Ao chegar um da familia, saltos de euforia
Festa com latidos e lambidas na testa
Com sentimentos sinceros de pura alegria
Observador, orelhas atentas com firme postura
Com seu par de faróis grandes e pretos
Como duas jabuticabas maduras.
Certo dia, meu fofy se mostrou diferente
Triste, muito quieto, sem apetite
Levamos ao veterinário sem perda de tempo
Pelos seus exames já se entendia,
Pois o alegre Fofy, infelismente,
Estava muito doente,
Com infecção e leucemia.
Numa madrugada, voltando de um tratamento
O Fofy nos meus braços, viveu seus últimos momentos
Nesta hora fiquei um perfeito chorão,
Por sentir no meu peito o seu coração,
Lentamente parando seus batimentos.
Me senti um fraco, incopetente, sem nada poder fazer,
Apenas o abraçando e sentindo,
O meu Fofy morrer.
Quatro horas da madrugada,
Chegamos em casa com o Fofy sem vida
Me sentindo triste e indeciso
Subi na laje, peguei a enxada
Pois enterrar o Fofy era preciso.
Com meu coração magoado e doentio
Enterrei o Fofy num lugar de sossego
Junto a um arvoredo, ao lado de um rio.
As vezes visito o local, onde fico sozinho
Com olhos molhados
Converso com o Fofy, falando baixinho
Pra ninguém ouvir, e não pensar em esquizofrenia.
—-Fica com Deus Fofy, descanse na paz e na alegria
Sempre vou lembrar de você
Pra sempre, todos os dias…
Um pedacinho da natureza
Campo florido, em forma plana de um véu
Flores grandes, pequenas e coloridas
Linda paisagem de um atraente painel
Homenagem de boas-vindas, fazem as Andorinhas
Revoando e pairando sob nuvens brancas do céu.
Coleirinhos, Pararus, salpicam alpistes dentre o capinzal
O sol sobre o orvalho, formando um lindo arco de cores
Casais de Seriemas cantando, fica esperta cobra coral
Primavera. Quanto mel! Se fartam, cambacicas, abelhas e beija-flores .
O sol se vai. No silencioso negrume ouve-se, “Amanhã eu vou, Amanhã eu vou”
Voz do noturno Curiango, é o canto do Bacural.