O animal religioso

Lya Alves. Lupus, 2010. Spray sobre acetato, 2mx1,50m. Instituto Cultural Germânico
Segundo Aristóteles, o homem é um animal político. Segundo Tomás de Aquino, é um animal social. Hanna Aredt diz que o homem é um animal político e social. A obra Lupus é uma referência a luta de Lutero contra as alcatéias sacerdotais. Hoje a luta da apologética é contra as alcatéias sacerdotais contemporâneas, mas o pior dos combates ainda é o contra o lobo interno.
Nietzsche traz um alerta: “Aquele que luta com monstros deve acautelar-se para não tornar-se também um monstro. Quando se olha muito tempo para um abismo, o abismo olha para você”. A apologética não está isenta da obrigatoriedade de apresentar bons frutos: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança
Quem está de pé, cuide para que não caia.
Em Cristo,
Lya Alves
Lya Alves é missionária, graffiteira, artista, arte educadora, desenhista da história em quadrinhos Guerreiros de Deus , colaboradora do Púlpito Cristão e está participando da exposição “Imagens e Palavras” em cartaz de 16 a 21 de outubro na Aliança Francesa de Niterói-RJ.
Veja as outras postagens de Lya Alves no Púlpito Cristão.







Distintos irmãos,graça e paz!
O artigo é pequeno, porém, bom para meditação.
Apesar de respeitarmos os três nomes que classificam o homem como animal, no entanto, faremos algumas observações.
Se falarmos sobre a obra-prima da criação, à luz da Antropologia Humana, ainda aceitamos o chamar de animal, por causa da palavra (animus), pois se refere à vida.
Agora, se analisarmos à luz da Antropologia Bíblica, aí sim, discordamos em absoluto, tendo em vista de o mesmo ter sido feito a imagem e semelhança do Altíssimo, conforme Gênesis 1.26,27.
Em relação às adversidades enfrentadas por aqueles que defendem a ortodoxia conservadora bíblico-teológica, contra aqueles que se opõem à mesma, tendem a aumentar a cada dia, pois estamos no tempo do fim.
No entanto, sem sombra de dúvidas, cremos que temos um inimigo bem mais feroz dentro da gente, o nosso eu.
Esse, sim, é um lobo, que somente fica adormecido, quando deixamos Jesus Cristo ser nosso Salvador, mas, acima de tudo, nosso Senhor.
Assim sendo, todo o cuidado é pouco com a ferinha que há dentro de cada um de nós, pobres mortais, tão carentes da misericórdia de Deus.
Sendo os dias maus, não esqueçamos de pôr em prática as admoestações: Mateus 14.38; 1 Tessalonicenses 5.17.
Em Cristo,
Tadeu de Araújo.
A despeito do comentário do sr. Tadeu, tenho a dizer que ao ser criado, formado do barro, o homem natural tornou-se alma vivente (Gn 2.7), que quer dizer uma espécie animal (com racionalidade, é o que se espera).
O homem só se torna imagem e semelhança do seu Criador quando tem ou estar em comunhão com Ele, para que Ele possa moldá-lo.
Em relação ao homem interior, a alma vivente, e que a Bíblia chama de velho-homem, o animal, realmente temos que dominá-lo e até fazê-lo morrer para que o espírito outorgado por Deus, a todo àquele que se converte a Ele, cresça e o homem se torne à imagem e semelhança do seu Criador.
Shalom aleichem.
Em Cristo.
Distintos irmãos, graça e paz!
Não é do nosso feitio replicar comentários feitos ao que escrevemos quando opinamos nos blogs.
No entanto, dessa vez, resolvemos fazê-lo, tendo em vista ao que lemos abaixo da nossa opinião.
Com todo o respeito ao ilustre irmão Felipe Mar, entretanto, parece-nos que o mesmo não leu com atenção o que foi escrito.
Dissemos, na oportunidade, que à luz da Antropologia secular ou humana, o homem é conhecido como animal, por causa do “animus”, ou vida. Agora, à luz da Antropologia Bíblica,o homem citado em Gênesis 1.26,27, esse sim, é obra-prima da criação.
Assim opinamos, porque nem todas as pessoas sabem diferençar uma coisa da outra. O que não é o caso do irmão Felipe.
Aliás, também deixamos claro como devemos proceder para termos comunhão com o Altíssimo.
Que a paz do Eterno continue inundando os nossos corações.
Em Cristo,
Tadeu de Aráujo
Não concordo muito não com o post.Realmente ninguém vai agredir quem pensa diferente,mas existem situações que deixam a gente fora do sério.O grande problema é se tornar cúmplice por omissão.Numa cátedra dá para não se envolver,mas no dia a dia ,não dá mesmo.Até porque temos que proteger a quem amamos,como filhos por ex.Se voce tiver que matar alguém para salvar uma criança de ser estuprada,que fazer?(o estuprador,claro)Como ver um erro médico e ficar calado,sendo cristão?Dá pra ir ao culto e cantar “senhor eu te adoro”?E os irmãos que superaram os sentimentos de ira e indignação,pelos filhos mortos em “acidentes de trânsito”,com motoristas embriagados?Como não clamar por punição?A apologética muitas vezes tem que emitir um juízo de acordo com a escritura ,e isto não é agressão.Se não ,Jesus não condenaria abertamente os fariseus,nem diria que o inferno seria o destino deles.Na verdade tal vigor ,era o amor tentando transmitir a gravidade do perigo.Tem também a famosa passagem da expulsão dos cambistas do templo.A ponto de nem permitir que carregassem nada pelo templo.Se fosse hoje seria tachado de intolerante fundamentalista,com certeza.Alguém pode imaginar o Mestre pedindo com cortesia permissão para virar as mesas dos cambistas?Se o próprio Filho de Deus julgou necessário demonstrar indignação com firmeza,porque esperar mais de nós,que somos imperfeitos?Não seria mais natural haver isto entre seres comuns?A paz!