08/01
por: Lya
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S.O.S. Xerém

por Lya Alves
Tragédia é uma forma de drama, um gênero teatral onde se expressa o conflito humano. Na tragédia grega, os homens lutavam contra o impiedoso Destino, que submetia homens e deuses. Mas nem toda tragédia é teatral. Se saímos do campo da arte há tragédia real. Estive em Xerém esta semana após a chuva que gerou uma tragédia. A notícia no Estadão de hoje diz que 1 pessoa morreu, oque encaixa a notícia no gênero de tragicomédia, ou no burlesco, que é o baixo cômico, quase ridículo. Ruas inteiras foram soterradas, a lama chegou até o teto, como assim, uma pessoa morreu? Em todos os lugares que eu passava ouvia comentários sobre pessoas que morreram. Mas enfim, agora resta cuidar dos que estão vivos. Deus é poderoso para reconstruir Xerém.
Várias igrejas se mobilizaram e fizeram a diferença naquele local. As redes sociais também se tornaram uma ferramenta importante nesta mobilização. Enquanto a Cruz Vermelha estava na Pracinha da Cidade arrecadando e distribuindo alimentos e a Prefeitura estava no Centro reconstruindo a ponte e desobstruindo as ruas principais, as igrejas locais atuando em unidade tiveram grande importância prestando serviço nas áreas mais próximas ao foco da tragédia e oferecendo seus templos como abrigo. Visitamos algumas enquanto servíamos, uma Assembléia de Deus, a Brasil para Cristo e a Batista da fé, onde ficamos instalados. Foram várias pessoas que se dividiram em grupos para levar alimento, água e roupas para os locais mais afetados, onde a Prefeitura não chegava. O fato de as igrejas conhecerem a população local ajudou muito com relação a distribuição das cestas básicas e também na hora de socorrer as vítimas.(fotos)
Quando chegamos ao local mais afetado, nossa sensação foi de profunda impotência. Uma frustração chegou a nossos corações e todos silenciaram, um silêncio longo. Não tínhamos pás, nem carrinho de mão, nem caminhão para ajudar com as casas. E ainda que tivéssemos, os maradores não poderiam voltar para lá. O Pr. Maycon Barroco saiu para comprar este material e voltamos para a igreja para organizar as doações. Nesse meio tempo, tratamos de levantar o ânimo: ânimo também se doa.Mas se havia gente doando fé, havia os mercenários como a Drogaria Pacheco, que passou a cobrar R$ 9,70 por um Sonridor (antiácido), que custa em média R$3,00. Em alguns lugares as quentinhas também dobraram o preço.
No momento é preciso doações de água, coisas de bebê (fraldas, hipoglós, etc) e roupa íntima nova (há pouquíssima (doação de sutiã). Não doe roupa rasgada ou suja, não há água e não é possível lavar. Além disso a necessidade é emergencial, as roupas devem estar prontas pra uso. Mas o mais necessário ainda é a água, porque a água local está contaminada.Se tiver fé, doe fé; se tiver amor, doe amor. Se tiver dinheiro, doe suprimentos. Se só tiver pedras na mão, ajude a reconstruir as casas dos desabrigados. Toda ajuda é necessária.Saiba mais sobre oque é preciso doar e sobre onde você pode doar na página do Facebook: http://www.facebook.com/Sosxerem
Se você ainda não entendeu oque esta postagem tem a ver com apologética, entenda, isso é apologética na prática. A filosofia nasce no ócio, a teologia, em campo missionário. Por falar em teologia, para que servem os dízimos e ofertas? Para ajudar os necessitados, como os de Xerém. Vamos lá, pastores. Isso é restauração, isso é mover profético. Omissão é pecado. Você que gosta de dar seu “dízimo profético”, dê sua “oferta profética” aos oprimidos de Xerém. Profetize a restauração de vidas doando. Quer uma “visitação extraordinária do Espírito Santo”? Doe. Um pastor me disse “Os dízimos e ofertas servem para manutenção da casa de Deus e para o trabalho evangelístico. Medidas sociais nós já pagamos através de nossos impostos.”- e isso não é evangelismo? Jesus nunca precisou de show gospel com hora marcada. Eu vi pessoas quase saindo no tapa por causa de uma toalha. Os desabrigados de Xerém trocam qualquer show gospel por uma garrafa de água. Não se tratam de “medidas sociais”, mas sim de repartir o pão. Isto não é tarefa do governo, é nossa. “Dai-lhes vós de comer”, palavras de Jesus em Mateus 14:16. Medidas sociais são para o governo, repartir o pão é com a igreja sim, e o pessoal de Xerém está mostrando a que veio, graças a Deus. Mas todos devem ajudar, essa é a questão.
Se você se sentiu constrangido pelo último parágrafo, certamente não foi pelas minhas palavras. O constrangimento ocorre “porque o amor de Cristo nos constrange” (2Co 5:14). Como falei, ajudar o povo de Xerem não é uma medida social ou política. É exercer amor.
Em Cristo,
Lya Alves
Lya Alves é missionária, graffiteira, artista, arte educadora, desenhista da história em quadrinhos Guerreiros de Deus , e colaboradora do Púlpito Cristão.
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sAlves-te Lya disseste tudo o que muitos querem dizer dentro das igrejas mais não tem coragem. Eu não acredito em dízimo e se houve mudança na bíblia para caracterizar a obrigatoriedade do dízimo eu tenho quase certeza pois Caesar cobrava impostos. Que se colabore uma vez por mês mais em todas as vezes que tem culto e fora os dízimos, Quanto a Xerem assisti pela tv pois sou do nordeste e sou Batista e não dou dízimo e se algum dia me cobrarem eu saio. Colaboro com tudo que inventam pois vai gostar de ter idéias para tirar do bolso dos pobres são os pastores. Que Deus a abençoes Lya Alves.
Gostei muito! Principalmente da frase: “Apologética prática”. Isso é difícil…
GOVERNADOR SÉRGIO CABRAL: RESPEITE A FILA
Passados dois anos desde as terríveis chuvas que arrasaram a região Serrana do Rio em janeiro de 2011, pouca coisa mudou nas cidades de Teresópolis, Nova Friburgo e São José do Vale do Rio Preto.
Nos dias que sucederam a tragédia os políticos se aglomeraram em frente aos holofotes das redes televisão para anunciarem dezenas de providências, medidas emergenciais e a liberação de verbas milionárias para reparação dos danos causados pelas chuvas nestas cidades, construção de casas para os desabrigados.
Agora, passados dois anos, verifica-se que nada foi feito pelas cidades atingidas.
As rodovias continuam em meia pista, esburacadas, os muros de contenção continuam apenas no papel, as casas populares continuam apenas nos sonhos daqueles que perderam suas moradias e acreditaram nas promessas dos governantes.
Em São José do Vale do Rio Preto, uma cidade com pouco mais de 20 mil habitantes, o Governo do Estado não fez absolutamente nada.
Das sete pontes que foram levadas pelas chuvas, apenas uma foi reconstruída, porém com dinheiro da Prefeitura local, sem qualquer ajuda Estadual ou Federal.
Agora o Governador Sérgio Cabral acaba de anunciar a construção de moradias para os desabrigados de Duque de Caxias..
Segundo promessas do Governador as moradias serão entregues em 100 dias.
MENTIRA. Não vai entregar nada, é apenas mais uma PROMESSA.
As casas não serão entregues nesse prazo, ou nunca serão.
Em Nova Friburgo, Teresópolis e São José do Vale do Rio Preto estamos esperando essas mesmas casas há dois anos, e por enquanto, nem um tijolo foi erguido.
Sem querer tirar as esperanças do sofrido povo de Caxias, mas as obras não serão feitas.
Afinal antes de fazer as casas em Caxias, o Governo do Estado tem que fazer as casas prometidas em Nova Friburgo, Teresópolis e São José do Vale do Rio Preto.
Se a tragédia de Caxias foi grande com 02 mortes, imagina na Região Serrana onde foram quase mil mortes.
Se o Governo nada fez pela Região Serrana, como fazer as obras para quem chegou agora na fila da tragédia.
A Região Serrana está na fila da desgraça há dois anos e não recebeu uma casa sequer do Estado.
As vítimas aqui foram em maior número e esperam há mais tempo.
Há que se respeitar a fila organizada pelo Governador Sério Cabral e seu Pezão.
Os povo sofrido de Caxias ainda tem mais dois anos pela frente, isto para o início das obras.
Sentem e esperem.
ELOIR ESTEVES – advogado – São José do Vale do Rio Preto/RJ (não fui atingido pelas chuvas, não tive ninguém da família atingida, apenas apresento minha indignação diante de tanto descaso e tanta promessa falsa)