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07/05 por: admin 2 Comentários

O Marketing Do Mal

Por Danilo Fernandes
Outro dia eu estava relendo Marketing of Evil e, mais uma vez, constatei como o livro é bom e suscita debate e reflexão. Quem é cristão e adora apologética não pode deixar de ler. Assim, decidi não apenas fazer uma resenha comentada para meus leitores, mas levantar algumas bolas na área para ver se alguém chuta a gol…

Nas palavras do próprio autor, David Kupelian: “Eu chamei meu livro de Marketing do Mal porque é exatamente disto que ele trata: como filosofias, comportamentos e hábitos que esta nação – Estados Unidos – desde sempre abominou foram nas últimas três ou quatro décadas rearranjados, perfumados e embrulhados para presente de forma a serem vendidos para o povo americano como se fosse algo de valor”.

David Kupelian mostra como o marketing do mal ataca nossos sentimentos mais nobres e os usa a seu favor. Por exemplo, na propaganda de Marlboro, vemos o cowboy representando o espirito de liberdade e a coragem. Contudo, estes sentimentos são explorados e de tal maneira conduzidos que o americano médio é levado a afirmá-los não de uma forma construtiva, mas na compra de um pacote de cigarros na esquina mais próxima. Os exemplos são muitos, basta olhos para ver.

The Marketing of Evil descasca a maçã reluzente representando a sociedade americana e revela o seu miolo pobre e fedorento mostrando como os americanos passaram a tolerar, a adotar e a até premiar comportamentos e crenças que teriam horrorizado seus pais e avós. O livro ilustra e acusa organizações e lobbies de interesses de engendrar campanhas articuladas que levaram a mudanças de 180 graus em temas como aborto, homossexualidade, religiosidade, pornografia, etc.

Fato é que tais mudanças não se manifestaram apenas no nível da tolerância a praticas não aceitas anteriormente, em muitos casos, a reversão transformou em marginais ou parias justamente aquelas pessoas dispostas a defender as posições que antes eram a da maioria da população. Leis anteriormente proibindo e penalizando certos comportamentos antes inaceitáveis, segundo a fundação judaico-cristã da nossa civilização, foram banidas e substituídas por outras, que se ainda não impõem tais comportamentos a todos, penalizam a quem demonstra qualquer forma de desaprovação a estes padrões, mesmo a mais simples expressão de opinião.

Nas palavras de Kupelian, grupos acobertados pelo estado e por segmentos da imprensa praticam ação violenta de intimidação e/ou ataque frontal a qualquer um que expresse opinião contrária ao grupo que defendem. Não se trata mais da defesa dos direitos do grupo A ou B, esta batalha pela liberdade de exercício de seus direitos civis e o reconhecimento de suas conquistas legais já foi devidamente ganha faz tempo. Agora a próxima fronteira é nos enfiar goela a baixo os seus padrões morais, a custa da espoliação de nossas próprias crenças e instituições.

Engendrados na onda dos seus interesses indizíveis, certos grupos combatem a eventual oposição com uma truculência que só se viu em estados policiais. Acham exagero? Vejam como as coisas evoluíram no exemplo a seguir:

A obrigação de aulas de religião nas escolas públicas é considerada incompatível com um estado laico. O currículo escolar federal obrigatório foi mudado nos Estados Unidos. Em um segundo momento, as aulas de religião foram proibidas nas escolas públicas, mesmo se eletivas. Diversas comunidades conduziram pleitos oficiais de consulta popular sobre o assunto. De nada valeu, mesmo em cidades com a população francamente apoiando o ensino religioso, as aulas foram banidas. As comunidades americanas podem decidir colocar certa matéria de interesse local nos currículos escolares das escolas públicas de suas cidades, como por exemplo, tópicos de agricultura, veterinária, direito de minorias, culinária, folclore e paganismo, história indígena local, medicina alternativa, etc., mas não podem ensinar nada escrito na Bíblia.

Tudo aceitável. Tudo laico e democrático. Contudo quem irá concordar com a prisão de alunos que decidiram orar em seu intervalo de aulas? Protestos violentos, queima de bandeira e ações extravagantes não são tão violentamente reprimidos como a oração nas escolas nos Estados Unidos de hoje. Basta consultar o assunto na internet e ver o turbilhão de casos de jovens expulsos de escolas, agredidos, presos, etc. por terem organizado grupos de oração em escolas públicas.

Lendo este trecho do livro, não pude deixar de me perguntar: Por que tanta agressividade contra a oração? Chego à conclusão de que o ódio não esta focado na oração em si, mas na mensagem por trás do simples ato de se dirigir a Deus. Para estes grupos isto é simplesmente inaceitável, pois implica declaração de posição a muitas outras questões que os defensores das causas escusas adotam: aborto, eutanásia, clonagem humana, suicídio assistido, ecumenismo religioso, novo conceito de família, casamento homossexual e toda aquela lista de compras pendurada na geladeira do capeta!

No livro, Kupelian esmiúça com coragem a evolução de questões cruciais na cultura americana ao longo dos últimos anos e a forma como os sinais de suas tendências terminaram por ser invertidos, entre outros:

- Como o ensino público aboliu o criacionismo e obrigou o darwinismo, em cuja essência há tanta margem para alegação de teoria cientifica quanto de crença.

- Como foi proibida a simples menção dos dez mandamentos na escola americana, mas colocou-se no currículo para crianças de 5 anos o ensino do homossexualismo como herança genética e tendência natural e irresistível.

- Como o divórcio se transformou de exceção à regra e atinge mais de 70% casamentos celebrados nestas últimas duas décadas.

- Como os valores sexuais foram tão minados que o próprio governo federal americano, conformado (ou determinado) orquestra campanhas com cartazes e vídeos tendo por alvo alunos de 10 anos para cima, da infame afirmação de aceitação social e moral do sexo para pré-adolescentes – faça tudo menos AQUILO – incentivando o jovem a praticar outras formas de expressão sexual – oral, masturbação solidária e outras – de forma a diminuir o interesse pelo coito.

Resumindo, para David Kupelian, o marketing do mal é um tipo de guerra e o livro revela claramente as táticas de persuasão e as estratégias evasivas empregadas por aqueles dispostos a combater a raiz judaico-cristã da cultura da nação substituindo-a por uma cultura neo-pagã, divisionista e incentivadora do relativismo moral desde o berço.

E o Brasil? Ah! O Brasil eu deixo para vocês comentarem!

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Danilo Fernandes é empresário, consultor de marketing e franchising e editor do blog Genizah

06/05 por: admin 3 Comentários

Igreja não satisfaz expectativas

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Por Danilo Fernandes
As sagradas escrituras nos apresentam incontáveis mistérios para os quais não nos é dado entendimento. O livro “Em que crêem os que não crêem”oferece um diálogo fascinante de cartas trocadas entre o famoso escritor laico Umberto Eco e o Cardeal da Igreja Católica Romana Carlo Maria Martini. Em uma destas cartas, de Martini, o próprio título já nos lembra de que estamos diante do insondável: Igreja não satisfaz expectativas, celebra mistérios.

Todos os dias o inimigo bombardeia o evangelho com sincretismo, idolatria, mercantilismo e tantas falsas doutrinas. Nós conhecemos os propósitos comerciais desta corja e sabemos as intenções de seu mestre, mas em certos casos, os absurdos cometidos são tão grandes que a dúvida nos alcança. Qual seria o propósito de uma heresia tão pouco sutil? Porque escrevem nas entrelinhas das Sagradas Escrituras quando o objetivo aparente parece ser apenas o de elucidar mistérios, ostentar revelações sobre questões deixadas ao conhecimento exclusivo de Deus? Qual o propósito de colocar a Bíblia, o conhecimento cientifico e a última abstração teórica produzida em Harvard em um molde, sob uma prensa hidráulica de 1000 toneladas? Aperta tudo. Levanta a prensa. Sai Salvação deste tijolo?

As razões, meus caros, são as mesmas de sempre. Mas nestes casos, não são apenas razões comerciais mais simplórias e objetivas. A idéia é atender a um aspecto importante do marketing do “evangelho produto”: Atrair clientes com necessidades superiores. E como fazem isto? A cartilha do marketing apresenta as necessidades do consumidor em grupos, entre as físicas, temos as fisiológicas e a segurança. Temos necessidades sociais, como relacionamento, amor, status. Temos necessidades relacionadas à auto-realização, que entre tantos aspectos, inclui o desejo de nos sentirmos completos, realizados em um sistema de valores que compreendemos. Esta é uma necessidade superior.

Um exemplo prático da exploração comercial desta necessidade é a chamada armadilha do acessório. Você compra um carro e se vê abrigado a ter as coisas que o complementam: Os opcionais. Compra um Ipod, mostra aos amigos, logo aparece alguém com uma capinha mais bonita que a sua, outro te mostra um carregador diferente, etc. No fim você quer comprar todas estas coisas, que sequer alteram o benefício principal do produto que é ouvir música. Não se trata apenas da necessidade social de status. De ter aquilo que o outro tem, ou ter melhor. Trata-se de auto-realização, desejo de ser completo.

As pessoas não querem coisas incompletas, parciais. Todas as expectativas devem ser satisfeitas. As pessoas querem resposta para tudo. Os novos convertidos (convencidos, na verdade) não satisfazem o seu intelecto com um evangelho onde haja mistérios. E o que fazem os profetas e apóstolos de plantão? Saem preenchendo os “espaços em branco” dando as explicações e esclarecimentos às questões que Nosso Senhor deixou em mistério. São como gerentes de produto, sempre pesquisando, sempre aprimorando a sua oferta buscando fidelizar seus clientes.

Parece incrível, mas se as razões comerciais são o motor principal, em outros casos o fazem por pura vaidade: – Eu tenho as respostas. Deus me usa. Foi o caso visto no artigo sobre Marcos Feliciano, o homem alçado ao momento da criação pelo próprio Jesus, dia destes, em Balneário Camboriú.

Esta heresia tem nome e endereço. Chama-se teologia da serpente. É artimanha do rabudo para desacreditar a Palavra de Deus. Coloca-se uma dúvida, depois outra e vocês conhecem o resultado, pois foi o que nos levou a este mundo perdido. Atentem para esta gente! Eles não são apenas parte da matilha, são os líderes.

Ariovaldo Ramos, em um de seus sermões nos fala dos mistérios e nos ensina a importância de celebrá-los. Neste sermão muitas questões são levantadas, eu resumo aqui:

Quem pode explicar o porquê da negação do povo Judeu da missão redentora de Jesus? Como interpretar o fato de que Jesus é dado aos pagãos para ser morto na cruz pelo Seu próprio povo? E o que dizer do fato de que esta inominável decisão não se deveu, em última instancia, a nenhuma questão política, econômica ou religiosa, ou mesmo ao estado de corrupção em que vivia o povo de Israel, mas tão somente devido à Vontade Soberana do próprio Deus que impede Seu povo de ver o seu Salvador? E o que pensar do fato de que esta tragédia já era prevista em salmos de David, em Isaias 43:3 e outros tantos escritos no primeiro testamento. Tempos remotos em que o messias ainda era uma promessa de Deus para o povo judeu. A sua chegada, a representação máxima da redenção após uma longa e dolorosa espera. A resposta ás suplicas diárias de toda uma civilização. A esperança que sustentou os sacrifícios, os rituais, os jejuns e as orações de todo um povo, desde o tempo de seus patriarcas. E, no entanto, como diz Paulo em Romanos 11:8-12, o próprio Deus os entorpeceu para que escurecessem os seus olhos e não O vissem e seus ouvidos para que não O ouvissem.

O mesmo povo escolhido por Deus para Se fazer conhecer. Por tanto tempo, o guardião único, em todo o universo, da Verdade e das promessas de Deus, foi dado a laço e armadilha para que não reconhecesse o seu libertador. Por que?

Ao Seu povo, o povo de Israel, o Senhor entregou homens, príncipes, reis e nações inteiras à morte. Por Sua gente, o Senhor derrubou muralhas, aniquilou cidades inteiras, abriu mares. Guiou Seu rebanho por quarenta anos no deserto, sustentando-o com alimento celestial e água brotada de pedras. Tudo fez o Senhor para depois os colocar em tropeço para que não vissem o seu redentor quando este finalmente chegou. Ainda fez o Senhor que a transgressão de Seu povo fosse usada para que a salvação chegasse aos gentios.

Ariovaldo e Martini estão certos. Lidamos com o fato de que Deus opera a Sua Misericórdia e Sua Vontade segundo Lhe apraz. Ele é Soberano. Seus Mistérios nos serão, ou não, revelados segundo Sua Vontade. Uma coisa, contudo, já sabemos, em cada mistério há JUSTIÇA, pois conhecemos o Seu caráter.

Abundam mistérios, mas também certezas e promessas. Entre tantas, a maior delas: Uma afirmação de vida feita pelo Senhor Jesus em tantos momentos. A minha ocasião favorita é aquela em que Ele decreta VIDA, na mesma frase em que lembra a sentença de MORTE dada ao homem: Ao ouvirem isso, os discípulos ficaram perplexos e perguntaram: “Neste caso, quem pode ser salvo?” Jesus olhou para eles e respondeu: “Para o homem é impossível, mas para Deus todas as coisas são possíveis”.

Se mortos nada podem, há Quem possa. Vamos, então, celebrar nossos mistérios e nossas certezas. ELE VIVE. TEMOS VIDA. VIDA ETERNA.

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Danilo Fernandes é empresário, consultor de marketing e franchising e editor do blog cristão Genizah

Notas bibliográficas:

1) MARTINI, Carlo Maria; ECO, Umberto – Em A Igreja não satisfaz expectativas, celebra mistérios. Em que crêem os que não crêem, Editora Record, 1999.
2) RAMOS, Ariovaldo – Sermões em áudio, Entrando no mistério da ceia, Insights para transformação pessoal, Website SEPAL.

03/05 por: admin 5 Comentários

Eu quero a religião show!

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John. F. MacArthur (*)

O modelo para o pastor contemporâneo não é mais o profeta nem o pastor, é o executivo de corporação, o político ou, pior ainda, o apresentador de programas de “bate-papo” na televisão. A maioria das igrejas contemporâneas estão preocupadas com índices de audiência, pesquisas de popularidade, imagem corporativa, estatísticas de crescimento, lucro financeiro, pesquisas de opinião pública, gráficos populacionais, dados de recenseamento, tendências da moda, status das celebridades, a lista dos dez mais e outras questões pragmáticas. O que está desaparecendo é a paixão da igreja pela pureza e pela verdade. Ninguém parece se importar, desde que a reação das pessoas seja entusiástica.

Até que ponto a igreja irá em sua competição com Hollywood? Uma grande igreja do sudoeste dos Estados Unidos acaba de instalar um sistema de efeitos especiais, que custou meio milhão de dólares, capaz de produzir fumaça, fogo, faíscas e luzes de lazer no auditório. A igreja enviou alguns de seus membros para estudar, ao vivo, os efeitos especiais de Bally’s Casino, em Las Vegas. O pastor terminou um dos cultos sendo elevado ao “céu” por meio de fios invisíveis que o tiraram da vista do auditório, enquanto o coral e a orquestra adicionavam um toque musical à fumaça, ao fogo e ao jogo de luzes. Para aquele pastor, tudo não passou de um típico show dominical: Ele lota a sua igreja através desses artifícios especiais, tais como derrubar uma árvore com uma serra para ilustrar um ponto de sua mensagem… realizar o maior espetáculo de fogos do 4 de julho da cidade e um culto de Natal com um elefante, um canguru e uma zebra alugados. O Show de Natal apresenta 100 palhaços com presentes para as crianças da igreja.

Nas Escrituras, nada indica que a igreja deveria atrair as pessoas a virem a Cristo apenas por apresentarmos o Cristianismo como uma opção atrativa. Quanto ao evangelho, nada é opcional: “E não há salvação em nenhum outro; porque debaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos” (Atos 4:12). Tampouco o evangelho tem o objetivo de ser atraente, no sentido do marketing moderno. Conforme já salientamos, freqüentemente a mensagem do evangelho é uma “pedra de tropeço e rocha de escândalo” (Romanos 9:33; 1Pedro 2:8). O evangelho é perturbador, chocante, transtornador, confrontador, produz convicção de pecado e é ofensivo ao orgulho humano. Não há como “fazer marketing” do evangelho bíblico. Aqueles que procuram remover a ofensa, ao torná-lo entretenedor, inevitavelmente corrompem e obscurecem os pontos cruciais da mensagem. A igreja precisa reconhecer que sua missão nunca foi a de relações públicas ou de vendas; fomos chamados a um viver santo, a declarar a inadulterada verdade de Deus – de forma amorosa, mas sem comprometê-la – a um mundo que não crê.

E quando, em cima disso, rockeiros punk, ventrílocos, palhaços, atiradores de facas, lutadores profissionais, levantadores de peso, comediantes, dançarinos, malabaristas de circo, artistas de rap, atores e celebridades do “Show Business” assumem o lugar do pregador, a mensagem do evangelho recebe um golpe catastrófico: “E como ouvirão, se não há quem pregue?” (Romanos 10:14). Creio que podemos ser criativos e inovadores quanto à forma de apresentarmos o evangelho, mas precisamos ter o cuidado de harmonizar nossos métodos com as profundas verdades espirituais que estamos procurando transmitir. É muito fácil trivializarmos a mensagem sagrada. Precisamos fazer com que a mensagem, e não o veículo em si, seja o cerne daquilo que desejamos comunicar ao auditório.

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(*) Reduzido e adaptado para publicação

22/04 por: admin 17 Comentários

Churrascaria "Santuário dos Apóstolos", do Marco Feliciano

Para você que está agarrado na internet até agora, porque não tem lugar para ir nesse feriado, o blog Púlpito Cristão tem o (des)prazer de (des)indicar a churrascaria “Santuário dos Apóstolos”, do diletíssimo pastor Marco Feliciano, que tem como slogan: “melhor do que maná”.

Parabéns, caro pastor, por mais esse empreendimento!

(Bom, pelo menos o chopp é da Skol, hehe…)

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Imagem no Genizah

14/04 por: admin 8 Comentários

Aristeu: o evangélico honesto

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O Aristeu deixa bem claro que ele é um “Evangélico Honesto”. Parece absurdo, mas hoje em dia, com esse monte de picaretas da fé, é preciso especificar!

10/04 por: admin 13 Comentários

Marketing para igrejas: usurpando a glória de Deus

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Por Leonardo G. Silva – Th.M.
Faz já algum tempo que ouvi uma palestra sobre crescimento de igrejas através do marketing. O expositor, Kevin Ford, falava das empresas seculares e das igrejas evangélicas para as quais ele havia prestado serviço de consultoria, fazendo modificações que variam desde a estrutura do templo, luzes e som, liturgia e até o tipo de pregações e o modo de ministrar a Palavra: tudo visando o aumento numérico, e a satisfação dos clientes, digo, fiéis.

O amigo Danilo, em um comentário no blog da CNBC que acabou virando post aqui no blog, enfatiza a essência do evangelho, que é loucura para os homens. Paulo assim dizia: “nós pregamos a Cristo crucificado, que é escândalo para os judeus e loucura para os gregos” (1Co 1.23). Esse é o nosso kerigma, o nosso evangelho, a nossa religião: Ela é escândalo e loucura, e mudar isso significa privar o evangelho daquilo que ele é, transformando-o em algo que ele não é. Como disse o Danilo, é mudar o produto!

As agências de marketing igrejeiro, que já possuem ampla aceitação nos E.U.A., estão chegando por aqui também. Os pressupostos são os mesmos usados na outra américa: o velho pragmatismo. Não importa o método utilizado, e sim os resultados. Literalmente, vale tudo para atrair novos “fiéis” para a sua empresa, ops… digo, igreja.

O site da AMENAssociação de Marketing Evangélico Nacional – é um vivo exemplo de como essas empresas trabalham, e de quais são as suas convicções: “Quem se diferenciar, não importa aonde, (eventos empolgantes, culto dinâmico, igreja atraente) com certeza irá ganhar com a migração e a conquista de muitos fiéis”. Destaque especial para palavra “migração”, que nada mais é do que o fluxo dos membros de uma igreja para a outra, a famosa pesca no aquario. Como se consegue a adesão desses fiéis? Com uma igreja atraente! Substitua a loucura do evangelho por pregações do tipo auto-ajuda; troque a velha e tradicional bandinha por um conjunto Pop; ofereça todo tipo de entretenimento possivel aos seus fiéis; nunca, e sob nenhuma hipótese, fale acerca do pecado ou enfatize a necessidade de arrependimento para a salvação; aliás, evite falar em salvação: essa palavra costuma escandalizar as pessoas…

Ainda no site da referida empresa, afirma-se que “o objetivo da igreja é converter pessoas. Para isso essas pessoas primeiro têm que ir até lá, se tornando necessário para as igrejas criar atrativos para isso”. Nem precisa ser teólogo para refutar isso. Esses caras estão negligenciando completamente o mandamento de IR por todo mundo e pregar o evangelho (Mc 16.15). Como nós mudamos a Grande Comissão! Jesus mandou que fossemos ao mundo, e nós queremos que o mundo venha à igreja. Aliás, deixe eu aclarar pela milhonésima vez que igreja não é templo, e sim o corpo místico de Nosso Senhor Jesus Cristo. Chamar os prédios onde nos reunimos para congregar, de templos e querer associá-los ao Templo do A.T. é uma heresia ridícula. O Templo do Senhor somos nós (1Co 6.19; 2Co 6.16), e não as paredes luxuosas algum edifício (At 7.48; 17.24). Jesus não ordenou que os pecadores venham a igreja (prédio), e sim que a igreja (nós) vá até os pecadores.

Por último, deixe-me falar acerca da salvação. A salvação, biblica e teologicamente, sempre foi um ato de Deus. Jesus disse: “Ninguém pode vir a mim, se o Pai, que me enviou, o não trouxer; e eu o ressuscitarei no último Dia” (Jo 6.44). É Deus quem atrai! E é mais: ninguém se converterá a Cristo, sem antes atender aos apelos do Espírito Santo em seu coração, pois é somente ele quem convence o homem do seu pecado (Jo 16.8). Sendo assim, seria uma ignorância muito grande dizer que alguém foi salvo graças às estratégias de marketing. Isso é usurpar a glória de Deus. O marketing igrejeiro pode até resultar na adesão de clientes, mas não na multiplicação de fiéis. A salvação pertence ao Senhor! (Jn 2.9).

Soli Deo Gloria

09/04 por: admin 6 Comentários

O Evangelho como produto

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Por Danilo Fernandes

Quem vende o “evangelho”, vende o que não tem. Fora das “aspas” propaga-se loucura! Loucura aos olhos humanos.

Sendo homem de marketing, certa vez ouvi de um pastor: Bom ter um cara como você aqui, que fez marketing para grandes empresas (Coca-Cola inclusive, risos). Vais dar muitos frutos para a nossa igreja. Eu perguntei: Como? Por conta da experiência com marketing? Sim, claro, respondeu o pastor. Amado, lhe disse, o que eu achei não se vende, apenas se propaga e espera-se pela ação de Espirito de Deus. Se eu fosse contratado para fazer o marketing plan de um “produto” assim, nem começava. Pensa bem: Meu produto é loucura, a entrega do principal é post mortem, meus clientes estão todos cegos, seus corações estão duros. O preço do produto é impagável: Santo Sangue de Jesus. Não há marketing possível: Preço não se mexe, Produto é loucura, Propaganda só para cegos e Entrega na eternidade. Sobra-nos a distribuição. Podemos abrir pontos de entrega – lojas, por assim dizer e esperar que loucos, cegos e mortos nos encontrem. Ou faz assim, ou muda o produto. [...] O pior é que andam mudando!

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Danilo Fernandes é Bacharel Economia pela UFRJ e MBA em Marketing pela Louisiana State University.

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