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23/06 por: Leonardo Gonçalves 5 Comentários.

Série Arte no Púlpito 2: A arte secular de Jesus, as catacumbas e as galerias de hoje

Por Antognoni Misael

Há quem continue pensando que a arte seja um assunto secundário na vida cristã por achar que a Bíblia ignora este aspecto representativo. Lembremos que o Novo Testamento ratifica a primeira obra de arte da história da humanidade vista em Gênesis 1: “Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez” (Jo 1.3).

Obra de arte também foram as invenções de Jesus, homem que cotidianamente fazia uso das técnicas e lapidações para alcançar um resultado bonito e satisfatório para seus clientes. Ora, Jesus era carpinteiro, não esqueçamos. Mas, será se o nazareno só fabricava utensílios cristãos? É óbvio que não. Jesus não pensava como muitos crentes de hoje que dicotomizam as coisas por pura religiosidade equivocada.

Vendo por esse prisma, aqui temos um paralelo entre o humano e o divino, apontando para o eterno. Deus sendo glorificado pela Sua obra, a criação; e Jesus, trabalhando com a matéria-prima de sua morte: prego, martelo e madeira, onde desde pequeno já lidava com seu projeto de redenção, a Cruz!

O Pai (criador) e o Filho (redentor) eram artistas. Nós herdeiros, também somos e precisamos ratificar essa sensibilidade!

O que me angustia é notar que muitos cristãos ainda são viciados em mediocridade. Estes retiram as artes do itinerário por acharem que ela milita diretamente contra a fé, aí caem nas garras de uma indústria cultural evangélica pobre de conteúdo onde produtos “espirituais” são oferecidos como complemento de suas religiosidades. Frases como: “Essa música tem unção porque me arrepia, aquela não”!, “Na minha casa não entre CD do mundo”, “Esse utensílio é do capeta”, “Este livro é de um autor ateu, jogue fora”, são comuns entre os descrentes da arte.

É nesta roda viva que entra o velho debate da pobreza musical e da carência de outros ramos da arte no meio cristão como a pintura, poesia, literatura, etc. – coisa que muitos blog’s criticam e com razão -, contudo devemos não só criticar, mas iniciar uma verdadeira campanha de divulgação arte cristã de qualidade. Ela existe, cabe-nos irmos até ela. Sendo assim nós do Púlpito Cristão, em parceria com o Arte de Chocar convidamos os subversivos a reverberar esta Nota!

Voltando a história, lembremos-nos da igreja primitiva que sofreu forte perseguição dos romanos. Escondidos, os cristãos se reuniam nas catacumbas para aprender mais sobre Cristo e produzirem suas obras. Desenhos, acrósticos, textos, enfim, tudo era produto da criatividade da igreja e que demonstrava uma perspectiva de arte como representação da realidade e cosmovisão – tudo a ver com a arte dos mega shows, mercado, fama e grana não é?!

Contudo, observando para as circunstancias da igreja primitiva, penso: precisamos aprender com ela! Precisamos fazer com que nossas igrejas locais dialoguem de forma franca com a arte do seu tempo, sem abrir mão da cosmovisão cristã sobre as coisas.

Que se abra em cada igreja local uma galeria de artes. Exponha-se a criatividade desse povo que diz ter a mente de Cristo. Transforme-se a sociedade pela renovação do pensar de cada salvo. E que arte e fé caminhem como nos tempos de outrora, lado a lado!

***

Na série Arte Sã 3 trataremos um pouco da arte na Reforma Protestante dialogando com nosso tempo. Antognoni Misael, inflamando arte no Púlpito Cristão.

12/06 por: Leonardo Gonçalves 3 Comentários.

A graça do Jazz

Por Antognoni Misael

Diante de uma infinda apreciação musical que tenho, passeando pelos sons da tríade folclore-erudito-popular, não podia deixar de registrar uns dos estilos de linguagem mais rica e apurada na música popular – particularmente o que mais venho curtindo recentemente: o Jazz.

Mas…quem criou o jazz? A pergunta ressoou…

Certamente não surgiu do nada, assim como não foi fruto exclusivo da genialidade de Buddy Bolden, Duke Ellington, Miles Davis, ou de qualquer ser “iluminado”. Prefiro entender que o jazz foi fruto das fusões e contradições culturais próprias da América, especificamente dos Estados Unidos no século XIX. Felicidade/tristeza, negro/branco, Velha África/Novo Mundo não seriam antagonismos favoráveis às misturas culturais em um ambiente temperado entre sons africanos, nativos e europeus?

Considerando tais revezes de contribuição para o surgimento do jazz, não há impedimento algum que me faça desacreditar que os processos criativos específicos das muitas civilizações nasceram da inspiração dada pelo próprio Pai das Luzes (Tg 1.17).

Vejo em Apocalipse as grandiosas visões dos redimidos advindos de todas as tribos, povos, línguas e nações (Ap 5.9; 7.9; 14.6); vejo a excelsa soberania de Deus no Seu mover através cultura. Notemos que ao mesmo tempo em que Ele age nas individualidades do sujeito, conspirando para o Seu plano em cada ser, coopera em outra dimensão nos processos de criações e invenções que perfazem a história da humanidade e suas evoluções enquanto sociedades antes antigas em direção a modernidade, sofisticação e tecnologia. Processos estes que nos fizeram chegar até o presente vivido. Deus é o Autor e Senhor da História.

Trazendo para um prisma histórico, questões como o hibridismo, a dominação e/ou a resistência cultural corroboraram principalmente no aspecto colonizador, para o surgir de um “novo”- além do jazz no norte da América, poderíamos dar exemplos de estilos brasileiros, também, frutos desses impasses e misturas culturais. Enquanto isso, vale salientar, que a música ao longo de sua história pôde perpassar por formatos rudimentares primitivos, canto gregoriano medieval, por exemplo, chegando até as harmonias complexas do jazz. Isto significa, grosso modo, que a história da música reflete em boa parcela os processos de transformações históricas das sociedades.

Diferentemente do Brasil, onde a colonização européia permitia o uso dos instrumentos percussivos nos rituais escravistas, a norte-americana, mais rígida, relegou aos seus escravos o contato com os instrumentos de bandas marciais: trompete, tuba, clarinete, etc. – restantes do período da Guerra de Secessão – além do piano, cujo contato se deveu a outra situação. Eis a diferença substancial da colonização brasileira para norte-americana; enquanto o negro daqui se envolveu mais na linguagem percussiva, os do norte se deram mais aos aspectos melódicos e harmônicos.

A partir de 1817 os escravos de Nova Orleans receberam permissão para cantar, dançar e tocar seus instrumentos rítmico-melódicos trazidos da África nas tardes de domingo em um local chamado “Congo Square” – ali alguns brancos curiosos contemplavam os ritos africanos que envolviam a percussão, melodias das canções de trabalho, e as polifonias próprias do africanismo – onde o branco europeu celebrava o exótico!

Chegando a primeira década do século XX, o jazz já se mostrava em fase de concretização, porém não tinha reconhecimento no seio da sociedade. Sua marginalização ocorria principalmente pelos ambientes meretrícios em que se desenvolvia, entretanto suas origens folclóricas conseguiram sobreviver devido a tradição oral. Mas como algo podia ser ao mesmo tempo marginal e sofisticado? O jazz era e é justamente isso!

Sua essência fugia dos padrões seriais da música comercial, pop, industrial. Suas raízes eram basicamente folclóricas, pois derivavam das canções de trabalho, do gospel, contudo o único produto da Revolução Industrial que inspirava o jazz decorria do blues com a simbologia da estrada de ferro que levava o homem ao céu ou ao inferno – eis as canções do Mississipi, os lamentos e os trajetos longínquos em terras do sul norte-americano na servidão escravista.

Realmente não é tão simples se compreender o jazz, se faz necessário conhecer suas várias fases, visto que suas muitas variações foram resultados de mudanças sociais. Segundo o historiador Eric Hobsbawm podemos compreendê-lo:

De 1900 a 1917 – quando se tornou linguagem popular da música negra na América do norte.

De 1917 a 1929 – quando houve uma pequena expansão através das danças populares e canções.

De 1929 a 1941- com o triunfo internacional e penetração na música pop e legitimação na indústria cultural.

Hobsbawm vê o jazz não como um fenômeno em si, mas como uma música que influenciou a música comercial, popular, e fez parte da vida moderna.

O jazz é a materialização da criatividade no ato de musicar algo. Se os escravos precisavam improvisar (na língua, na subserviência, na estranha cidade) para sobreviver, não resta dúvidas hoje que a improvisação é sua maior marca. Quer tocar jazz? Improvise!

No jazz não há espaços para reproduções iguais. Foge-se do padrão, da repetição. Ele é novidade em todo instante, pois quando as vibrações começam a soar certamente surgirá algo novo. E é isso que me fascina!

***
Antognoni Misael é historiador (UEPB) e pesquisador de música popular (UFPB) Fonte: Arte de Chocar. Divulgação: Púlpito Cristão.

08/06 por: Leonardo Gonçalves 17 Comentários.

Prefiro ser mais que vencedor: um paralelo entre Damares e Los Hermanos

Veja este trecho da canção antropocêntrica abaixo:

“Deus vai bradar, anunciar em alta voz pra o universo ouvir,
Eis que um novo vencedor está chegando ai,
E vai impactar o mundo com a sua história…
Ele surgiu do anonimato dentro de um vale escuro e frio,
Venceu na terra de gigantes, grandes desafios,
Foi provado e aprovado, agora é só vitória…

Agora é só vitória,
Agora é só vitória,

A prova acabou,
A luta foi embora,
Agora é só vitória…”

(Damares, música: Um Novo Vencedor)

Agora pense comigo, será se Deus realmente quer que eu seja o centro de seu plano a ponto dEle bradar ao universo que eu sou vencedor? Não seria o contrário quando deveríamos proclamá-Lo ao mundo?! Romanos 11:36 deixa claro quem é o centro de tudo.

Lamentavelmente é este tipo de canção que tem inundado as igrejas mundo afora. “Agora é só vitória, a prova acabou…” é a grande mentira da capas de jornais e programas televisivos.

É dessa forma que o evangelho vai sendo vituperado e se tornado em uma ciranda maluca onde o homem e suas vontades deleitam-se no centro.

O conceito de vencedor citado e tão vivido pelo apóstolo Paulo tem sido escandalosamente adulterado. Muitos evangélicos querem ser vencedores com contas bancárias gordas, carros do ano, apartamentos a beira mar, abraçando uma vida de luxúria e longe de tribulações, doenças, escassez. Contudo Paulo não se envergonhou de sua vida de provações e disse ao Filipenses que importa não somente crer em Cristo, como também padecer por Ele (Fp 1:29).

Então não posso afirmar que Paulo foi vencedor? – Não! Segundo esta canção da Damares, infelizmente o apóstolo Paulo seria o mais fútil dos homens desta terra.

Pessoal, o Evangelho Genuíno nos ensina a sermos mais que vencedores. Pedagogiza-nos a andarmos acima das circunstancias. Nos outorga a darmos graças em tudo e a vivermos para Glória dEle.

Cristo é o centro. Somos pó e cinza. Se as bênçãos terrenas nos alcançarem, Glória a Ele. Se elas tardarem ou não aparecerem, lembraremos da eterna glória e honra com que Deus vai nos brindar nos céus. Como disse Teresa de Ávila, “Deus é o bastante”.

Entretanto, após ler e ouvir esta incauta canção “Um Novo Vencedor” não podia perder a oportunidade pra ratificar que não quero ser este tal vencedor, preferindo assim cantar: “Eu que já não quero mais ser um vencedor, levo a vida devagar pra não faltar amor”.

O Vencedor
(Los Hermanos)

Olha lá, quem vem do lado oposto
Vem sem gosto de viver
Olha lá, que os bravos são
Escravos sãos e salvos de sofrer
Olha lá, quem acha que perder
É ser menor na vida
Olha lá, quem sempre quer vitória
E perde a glória de chorar
Eu que já não quero mais ser um vencedor
Levo a vida devagar pra não faltar amor

Olha você e diz que não
Vive a esconder o coração

Não faz isso, amigo
Já se sabe que você
Só procura abrigo
Mas não deixa ninguém ver
Por que será?

Eu que já não sou assim
Muito de ganhar
Junto às mãos ao meu redor
Faço o melhor que sou capaz
Só pra viver em paz

“Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou” (Rm 8:37)

***
Após assistir a twitcam do Púlpito Cristão sobre louvor Antropocêntrico deu nisso aí Leonardo. Um abraço mano querido pra você e Jonara, que inclusive me fez rir e muito. Antognoni Misael, direto do Arte de Chocar. Divulgação: Púlpito Cristão.

07/06 por: Leonardo Gonçalves 15 Comentários.

Restart Gospel?! – Mediocridade, nada mais…


Estava pesquisando alguns vídeos de grupos cristãos e me deparei com esta banda de rock gospel de nome “Younick”. Não veio outra qualificação a não ser “RESTART GOSPEL”! Pois é, se o Restart original, por si, já é uma náusea sonora e visual, imagina o que posso dizer de um grupo que tenta ser cópia?

A questão não é apenas a roupa, cabelo e sonoridade, mas o grave problema que assola parte da música gospel: falta de criatividade! Exceto as músicas de Sebastian Bach entre o século XVII e XVIII , ou o gospel black music do século XIX, o que vemos em grande parte é uma notável imitação de tudo aquilo que funciona lá fora.

Mediocridade, nada mais…

P.S.: Apenas nos 57s é que a banda aparece. Exercite a paciência e veja o que acha do Younick.

***
Antognoni Misael, editando o Púlpito Cristão e Arte de Chocar.

01/06 por: Leonardo Gonçalves 1 Comentário.

Série Arte no Púlpito 1 – DEUS SE AGRADA DA ARTE!

Por Antognoni Misael

Infelizmente muitos cristãos ainda têm dificuldade em lidar com a arte dita secular, pois a tratam como representação de mundanismo. O fato é que a arte está tão presente na vida das pessoas em geral, visto que alguns podem até não ter uma obra de Vivaldi no acervo musical, mas certamente terão um quadro na sala da casa, um jarro de porcelana ou um tapete bordado, enfim, todos terão de alguma forma uma intrínseca concepção de beleza nos seus cotidianos.

Neste primeiro artigo venho tratar deste tema de forma franca, bíblica e sem colocações pessoais ou obsoletas. Basta só se permitir a ver e compreender porque Arte, Vida e Fé são coisas tão naturais e saudáveis para a vida do cristão.

O primeiro aspecto que precisamos aceitar é que a arte tem uma ligação próxima com o campo da fé. Um dos grandes teóricos neste assunto foi o americano Francis Shaeffer, autor de vários livros, e que ratificava que a “Arte é um reflexo da criatividade de Deus, uma evidência de que somos criados à imagem de Deus” e que precisa ser vivida sem dicotomias.

Quando lemos Genêsis 1.1 temos ali um relato nu de que ELE criou tudo que existe. Ali se encontra a primeira e maior obra de arte!

Portanto a Palavra nos mostra também que a Glória de Deus se expressa nos céus, obra dEle (Sl 19). Aqui notemos que não há dúvidas sobre a existência dos céus e da terra – a ciência superior ou os próprios processos físicos e reais nos garantem isso, contudo a fé vem cortando a dúvida quando elencamos o próprio DEUS como autor desta obra  (Hb 11.3): “Pela fé, entendemos que foi o universo formado pela palavra de Deus”. A primeira relação entre fé e arte é esta. Temos a obra/criação, não a vimos sendo feita, mas não temos dúvida de quem a criou.

O que precisamos é ratificar isso em nossos corações: “Deus é o criador, é o arquiteto, é o maior artista que o mundo pode contemplar”!

O segundo e incontestável aspecto é que tanto a fé quanto a arte são dádivas de Deus. Basta tirar toda parcialidade teológica e ler Efésios 2.8 e Tiago 1.17. É dEle que vem a capacidade incrível de crer em Sua existência assim como é dEle que parte toda capacidade de criar as artes, ciências, e tecnologias.

Até aqui tudo bem. Deus parece não interferir nas capacidade dadas por Ele ou talvez expor seus gostos quanto a arte. Mas não, o que mais deve nos impressionar neste tema é que Deus se agrada da Arte! Ele nos ensina a rejeitarmos a mediocridade.

No Velho Testamento temos alguns exemplos envolvendo Deus e a Arte. Se lermos Gênesis 2.19 vemos Deus se agradando da criatividade de Adão em suas primeiras tarefas culturais.

Impressionante é quando lemos no Livro de Êxodo Deus se preocupando com a arte do tabernáculo. Foi Ele que elaborou o modelo  do mesmo (Êx 25.9): “SEGUNDO TUDO O QUE EU TE MOSTRAR PARA O MODELO DO TABERNÁCULO E PARA MODELO DE TODOS OS SEUS MÓVEIS, ASSIM MESMO O FAREIS”.

No livro de Crônicas percebemos que o templo também foi planejado por Deus. O relato de 1Cr 28.19 ratifica “TUDO ISSO, DISSE DAVI, ME FOI DADO POR ESCRITO POR MANDADO DO SENHOR, A SABER, TODAS AS OBRAS DESTA PLANTA”.

Você pode estar argumentando que tal preocupação de Deus revelava sua preocupação com a adoração do seu povo – também. Entretanto, Ele dá demonstrações simplesmente estéticas que talvez alguns as vejam como fúteis, a saber expressões artísticas de cunho não religioso.

Deus se agrada do belo. Não há dúvidas. Sua multiforme graça se revela na dinâmica do mundo fazendo com que a história da humanidade tenha um pano de fundo equilibrado. Significa que o mundo não é tão mal a ponto de não podermos viver no meio dele, assim como não é suficientemente bom para nos deleitarmos nele.

O belo é um mistério de Deus. A beleza é sensibilidade e sina do homem. Não há formulas matemáticas nem normas cientificas para estabelecer o que achamos belo, ou não. Por isso a arte faz com que não sejamos robôs na forma de ver as coisas.

Em 2Cr 3.6 temos algo fantástico que Salomão fez por ordem Deus: “TAMBÉM ADORNOU A SALA DE PEDRAS PRECIOSAS”. O verbo adornar deixa claro a preocupação que Deus: deixar o lugar belo.

Deus simplesmente queria beleza no templo assim como quer em nós. Ele é artista e quer que tenhamos uma cosmovisão equilibrada sobre a Sua criação e sobre a criação dos homens.

Na série 2 faremos uma breve retrospectiva da História da Arte desde os tempo de Cristo até a Reforma Protestante.

***
Antognoni Misael é músico, historiador e editor do Arte de Chocar. Divulgação: Púlpito Cristão.

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