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Eu canto Keith Green, você canta o que?

Por Antognoni Misael
Keith Green não está entre nós, mas sua música ainda reverbera.
A história de Green é cheia de encontros e desencontros, daqueles comuns em biografias de mártires, como na de Paulo por exemplo, que passou perseguidor de cristãos a escravo de Deus.
Para alguém que viveu o ápice da década de 60, os Beatles, Wood stock, Guerras, a procura de um sentido existencial, não seria de estranhar o encontro com drogas como LSD, maconha, etc.
Em uma de suas buscas Green viajou para o Sul da Ásia atraído pelo misticismo e “amor livre” que inundou os anos 60 e 70. O resultado de tudo, ele mesmo descreveu: um “bad trip”(má viagem).
Mais tarde Green livrou-se do consumo de drogas e se enveredou pelo caminho do ceticismo sendo guiado pelo acaso. Mas, como ele mesmo relatou, um dia foi achado por Deus e este encontro “furou os calos do seu coração”. Green agora transbordaria sua arte, perspectiva, e louvor, na direção a Deus!
Todavia, falemos de sua música. Marcos Almeida {do Palavrantiga} em sua canção ‘Rokmaaker’ escreveu “Eu canto Keith Green, você canta o que”? O que me fez repensar na qualidade das músicas evangélicas que muitos têm ouvido e cantado nestes últimos anos – numa análise geral, tirando os que ainda remam contra o $i$tema, tenho a séria impressão: “temos regredido”!
Abaixo, temos alguns recortes do texto do Eduardo Mano que relata a visão ministerial de Green, e que ao meu ver deve no mínimo servir de reflexão para os “artistas evangélicos” contemporâneos e para os que pensam a música gospel/cristã.
Visão de Música/Ministério
“Durante seus poucos anos de ministério, Keith gravou 5 discos, sendo 3 de músicas cristãs voltadas ao evangelismo e exortação da igreja, um disco de “melhores” e um último, de adoração – um dos primeiros discos de adoração (nos moldes que conhecemos hoje em dia) gravados no mercado americano. Seus dois primeiros discos foram lançados pela Sparrow Records. O terceiro foi lançado de forma independente, e aqui é necessário dizer algumas palavras.
“So you wanna go back to Egypt” foi lançado por uma gravadora própria, chamada “Pretty Good Records”. Green pediu desligamento de sua gravadora, pois entendia que a música cristã não poderia ser vendida, mas sim dada de graça (ou adquirida pelo valor que o ouvinte pudesse pagar). A gravadora o liberou de forma amigável, entendendo que Keith deveria prosseguir com sua ideia. Esta forma de pensar acompanhou Keith pelo resto de seu ministério, até o final de sua vida. Não apenas isso, como ele não tocava em eventos pagos, fazia apenas shows gratuitos. Ninguém deveria pagar para ouvir o Evangelho! (defendia Green)
Traduzo a seguir um trecho de texto extraído de um folheto lançado em 1979, à época do disco “So you wanna go back to Egypt?”:
“Keith Green acabou de lançar um novo álbum, e ele não estará disponível em nenhuma livraria ou através de nenhum meio comercial. A gravadora Pretty Good Records recebeu o direito exclusivo de Keith para distribuir o álbum para qualquer um pela quantia que este puder pagar em troca.
A razão principal para não cobrarmos um valor fixo pelo álbum é simples: nós queremos que todos, não importa o quanto tenham (mesmo que não tenham nada), ouçam o ministério da nova vida em Jesus que flui deste álbum poderosamente ungido.
No Ministério Last Days, nós sempre nos importamos com os pobres. Até hoje, nós já mandamos mais de um milhão de artigos, milhares de fitas cassete, e a cada seis semanas nós enviamos uma revista, para quase 100.000 pessoas em todo o mundo, e nós nunca cobramos nada a nenhuma delas.
Nós cremos que se o Senhor dá algo a você de graça, então você deve partilhar disto de graça (Mateus 10.8). O novo disco é nosso maior empreendimento até hoje, e nós não queremos que ninguém fique de fora!
Nós realmente gostaríamos de dividir este ministério musical com você, então se você quer uma cópia do novo disco de Keith, utiliza o cupom em anexo, e nos envie aquilo que você puder, da forma que Deus lhe dirigir.
Nós sabemos que há muita confiança envolvida nesta ação. Alguns nos avisaram que alguns utilizariam esta oportunidade para ‘ganhar um disco de graça’. Mas esperamos que você entenda que estamos fazendo isso não para que as pessoas consigam uma ‘pechincha’, mas porque é difícil para algumas pessoas conciliar o pagamento de 8 dólares por um disco cristão, quando eles nem mesmo podem comprar sapatos para seus filhos.”
Esta é uma atitude que causa calafrios nos executivos de gravadoras ainda hoje, e um caminho que poucos artistas querem trilhar… mas à luz da Palavra, não consigo ver outra alternativa. Tratarei disto em outro texto, em outro momento”. [MANO, Eduardo. Blog Eduardo Mano]
Em 28 de julho de 1982, quando o avião Cessna 414, alugado pelo ministério Last Days caiu após decolar da pista localizada na sede da missão, Green, juntamente com dois de seus filhos e mais dois missionários com os seus seis filhos, faleceram.
Keith Green está longe de ser uma unanimidade devido a sua radicalidade na música e vida. Suas decisões incomodaram muitos e ainda incomoda. Seu desapego material intrigava os investidores e sua glória não estava no palco. Ele de fato sabia o que queria, por isso arregaçava as mangas, saía dos holofotes e procurava viver nas multidões, proclamando o amor de Deus.
***
Antognoni Misael, vendo sofisticação, arte e cosmovisão em Keith Green. Esta é só a primeira da série [Rokmaaker]
Dica para Texto Biográfico: Eduardo Mano. Fonte de Pesquisa, filipeflexa.wordpress.com. Divulgação: Púlpito Cristão.
“Boi com sede bebe lama, barriga seca não dá sono” #SOS Nordeste!
Por Antognoni Misael
“Boi com sede bebe lama, barriga seca não dá sono. Eu não sou dono do mundo, mas tenho culpa, porque sou filho do Dono”, são as últimas rimas do poeta paraibano Flávio José na sua canção “Filho do Dono”, e que retrata com tristeza e dor a seca que o Nordeste enfrenta nos últimos dias.
Num país com dimensões continentais onde as várias redes midiáticas costumam alternar entretenimento com tragédia, a população certamente já se acostumara com desastres e novelas. É isso que percebo na sensibilidade passageira do povo. São infindas notícias que se alternam diariamente com tom de drama e passatempo… É o show bussines da vida! Enquanto isso, nós brasileiros, choramos, rápido! Mudamos de canal, rápido! E esquecemos, rápido… Reiniciamos a mente para uma nova notícia se possível de tema fútil como, por exemplo, o futebol de Neymar ou a novela das oito.
Temos culpa. Não somos donos mundo. Mas temos culpa!
O Nordeste geme de dor! Mas não sentimos nada… Breve remoço, pena, talvez. Choro vão. Passa logo, afinal, somos o país da Copa! Olhemos para o nosso futuro!!
Já não nos causa dor ver a fisionomia desiludida do sertanejo, afinal ao que parece eles são acostumados com a falta de chuvas em boa parte do ano. Não! Essa dor é mais intensa! Muitos falam que essa é “a pior seca da história”, similar à vivida pelo Nordeste há 42 anos.
Segundo dados das defesas civis estaduais são mais de 750 municípios em situação de emergência, sem água. Mais de 4 milhões de pessoas em áreas diretamente afetadas.
Segundo notícias da Uol, “no sertão alagoano, rios como o Traipu e o Ipanema, que sempre ajudam a abastecer comunidades rurais nessa época do ano, estão secos. Na Bahia e em Pernambuco, açudes que costumavam garantir a água para os animais também secaram ou estão prestes a secar. Sem poços ou sistemas de irrigação, a única solução é apelar para os carros-pipa”.
“Aqui na região nunca vi uma seca como essa na vida. Já tivemos algumas outras, mas ficar completamente sem água como agora, não ouvi dizer. Só Deus para nos salvar”, afirma José Carlos Nunes, 41, morador de Santa Brígida, no sertão baiano, onde não chove há mais de oito meses.

Precisamos orar por estas cidades e contribuir o mais rápido possível! Façamos isso!
(Diante disso tudo, o que me enoja são os vendilhões da fé passando horas na televisão sugando o pouco dos pobres, e subtraindo as migalhas dos ricos…) E a seca no Nordeste o agonizando!! Vergonha!!
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Antognoni Misael é músico, historiador, e pecador. Edita o Arte de Chocar e colabora com o Púlpito Cristão.
Obama se declara a favor do casamento gay
O presidente americano Barack Obama, que está em plena campanha eleitoral para ser reeleito, afirmou nesta quarta-feira (9) que é a favor do casamento entre pessoas do mesmo sexo.
O tema entrou em questão durante uma entrevista onde o presidente afirmou que as relações homoafetivas podem ser consideradas como uma “evolução” e que ele tem discutido o assunto com membros da sua equipe que são assumidamente gays e também com sua esposa e filhas.
“Devo dizer que ao longo de anos eu venho falando com amigos, família e vizinhos e, quando eu penso em membros da minha própria equipe que estão em relações monogâmicas homossexuais, que estão criando crianças juntos, quando eu penso em soldados, pilotos, fuzileiros ou marinheiros que estão lutando em nosso nome e ainda se sentem constrangidos, mesmo agora quando a Don’t Ask Don’t Tell [política que proibia pessoas abertamente gays nas Forças Armadas] já não existe, porque não podem assumir suas relações, eu chego à conclusão que para mim pessoalmente é importante seguir e afirmar que casais do mesmo sexo devem poder se casar”, disse Obama.
Ainda nessa participação no programa “Good Morning América”, o presidente americano deixou claro que sua posição sobre o tema é pessoal e que é a favor de que cada estado norte-americano decida sobre aceitar ou não a união civil entre homossexuais.
O assunto veio à tona, pois na terça-feira o estado da Carolina do Norte aprovou uma lei, votada pela população, que bane a união entre homossexuais. Já são 31 estados, dos 50 pertencentes aos Estados Unidos, que não consideram como casamento a união entre pessoas do mesmo sexo.
(Fonte: Gospel Prime)
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Nota: É inegável a existência de gays competentes, caridosos e honestos no trabalho. Considero também que haja exemplo de casais homossexuais (não declarados) que educam uma criança juntos e que esta possa se tornar um cidadão exemplar no futuro. Assim como vejo que é provável que o Estado laico, seja ele qual for, tome decisões baseadas em concepções não-religiosas e entenda como viável o casamento gay – como ocorreu recentemente na Argentina.
Agora, devemos ponderar que assim como qualquer homem distante de Deus, o(a) homossexual precisa reconhecer sua condição geral (Rm 3:23) e específica (Rm 1:26,27); já sobre a educação de uma criança por um casal gay, lembremo-nos: nem tudo que dá certo é certo!
Ao acreditar numa “evolução” social, Obama lamentavelmente relativiza as Escrituras. Seria a Bíblia um livro ultrapassado com conceitos antiquados não adaptáveis às sociedades do século XXI? (É o que muitos acham)
Vivemos em dias preocupantes. Parece ser mais fácil “constranger” uma verdade bíblica em nome de uma ‘democracia sexual’, assim como parece ser mais fácil o Evangelho se adaptar ao homem e/ou as sociedades, do que ambos confessarem seus pecados e alcançarem do Senhor graça e misericórdia.
Antognoni Misael, crendo que os dias difíceis continuarão. Do Púlpito Cristão.
Deus: eu uso, abuso, e Ele ainda me serve assim…
Deus como eu te amo!
Sou apaixonado por Ti!
Estou neste emprego de luxo porque tivestes misericórdia de mim
Tenho um belíssimo carro porque tua graça me basta
Vivo sem doença porque não falto a um culto
E minha conta bancária só vive engordando porque sou dizimista!
Deus… Infelizmente tem gente que não sabe te usar.
Eles não querem de volta o que o diabo roubou!
Pelo contrário, alguns crentes ficam lendo a Bíblia demais,
E querem te reduzir a folhas de papel!
Deus, Tu és maior que a compreensão humana!
Por isso a minha experiência contigo vale mais do que mil palavras nas escrituras.
Pois quando te sinto, me arrepio, choro, me derramo…
Me jogo nessa vibe só pra saber o tens preparado pra mim.
Na verdade Deus…Quero te confessar…
Não sei se já percebestes… eu sou um adorador extravagante!
Uso as melhores roupas,
Me alimento nos mais caros restaurantes.
Pois sei que a Tua luz resplandece em mim por onde quer que eu vá
E tenho certeza que todos vêem que eu sou diferente…
Que sou bem quisto na sociedade,
Que faço viagens por exterior,
Que tenho aparelhos sofisticados,
Pois sempre ando na frente de todos quando o assunto é bens de consumo,
Que fico em hotéis 5 estrelas,
Que enfim, sou cabeça e não cauda.
Só peço desculpas, Deus, porque não curti muito aquele teu livro…
Tu sabes né!? O que quero é ser Feliz contigo! Isso é tudo.
Aliás, como disse antes, sempre vou a igreja,
E lá louvo com muita intensidade e entrega as canções famosas.
Choro quando a pregação é emocionante,
Volto pra casa satisfeito porque tenho certeza de que me recompensarás.
Enfim…Deus…sabe o que é que é… tenho o pedido do mês!
Minha esposa vai fazer uma plástica nos EUA pra ficar gostosona pra mim.
Te peço Deus, “usa aquelas mãos do cirurgião! Tu és o Médico plástico das plásticas”!
Outra coisa também Deus… Tô pensando em comprar uma casa na praia…mas falta grana!
Imagina aí Deus… uma mansão à beira mar pra mostrar aos ímpios o Teu poder!
Deus, como diz a canção: “ mestre eu preciso de um milagre”! Faz este milagre!
Reconheço – às vezes peço demais!
Eu uso, abuso, e sei que sempre me serves assim…
Por que tuas mi$ericórdias duram para sempre
E a Tua gra$a me basta.
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Antognoni Misael, nos devaneios do ego sanguessuga.
Thalles Roberto é ungido Pastor com direito a profecia de Estevam Hernandes
Algumas indagações ferveram em minha mente após ver este vídeo. Confesso que não tenho tanto conhecimento bíblico e preciso de ajuda. Me respondam por favor:
- Thalles sentiu vontade de ser pastor e foi ungido – É assim que funciona a coisa?
- Herança sacerdotal?- Alguém me explique o que é isso?
- O Espírito do Senhor se aparta de nós na Nova Aliança? – Como assim?
- Que saia fogo de minhas mãos – Haducken?
- Ungido pastor sob línguas estranhas é algo sinistro – Cadê os intérpretes?
- “Apóstolo” Estevam Hernandes ungindo Thalles? – Não há perigo de ele receber a “unção” da grana suja do Estevão!?
Gente, estas indagações irônicas não estão aí pra tentar diminuir ou deslegitimar o trabalho de Thalles. O preocupante, e que eu já consigo ver como realidade, são as decisões precipitadas e a triste hierarquização no reino – quando o cara é cantor, que se acha levita e se intitula pastor fico a procurar quais as reais motivações diante do ministério. Pensemos.
Infelizmente, em muitos casos, após se tornarem astros, ricos, famosos, muitos buscam ou a insubmissão de líderes e se auto promovem a pastor, ou tomados por uma má orientação decidem, sem preparo teológico algum, serem além de cantores, pregadores de púlpito sem qualquer chamado.
Se escavacarmos o dossiê de alguns dos astros do Gospel, notaremos que a grande maioria após a fama, inventaram um pastoreio. Mas fico pensando, será se eles realmente exercem um pastoreio de forma integral, com excelência, ou se apenas carregam esse título em detrimento de uma prioridade de agenda de show’s?
Eu ainda vejo uma certa validade em canções de Thalles como “O que queres de mim”, “Ele é contigo”, “Deus do Impossível”, por exemplo, mas como a Bíblia diz que “as más companhias corrompem os bons costumes (1 Coríntios 15:33), eu não tenho dúvidas, o “negão” tá se cercando de gente peçonhenta. Então, com muito din din dos shows que não param de entrar e convivendo com gente como Estevam Hernandes, R.R. Soares, dentre outros, certamente este novo pastor não terá problemas com a teologia da prosperidade e outras teologias estranhas à Palavra, terminando de se confirmar como mais um o vexame gospel. Falo isso sem nenhum tipo de desejo ou pessimismo, mas tentando manter os pés no chão e compreendendo que estes são, realmente, tempos difícies.
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Espero não ser mal interpretado. Oro pelo Thalles e almejo que ele encontre o caminho de um ministério livre de interesses econômicos, heresias, e gente que não tem nada a ver com o reino. Antognoni Misael, endurecendo sem perder a ternura. Direto do Arte de Chocar.










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