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QUE JESUS É ESSE?
Por Thiago Fonseca
Quando olho para a cristandade, especificamente as denominações evangélicas, faço a mesma pergunta feita no título desta postagem: “Que Jesus é este?”. Faço esta pergunta questionando se o Jesus que vem sendo pregado é o Jesus das Escrituras.
Vejo um “Jesus” mordomo dos homens, um garçom que serve apenas para servir a todos e no fim levar os 10% de gorjeta, um “Jesus” que é um meio para alcançar nossos sonhos mesquinhos, um bonequinho que serve para satisfazer as vontades de nossa meninice.
São muitos “Jesuses”: “Jesus” Roqueiro com seus shows, “Jesus” Caipira com suas “genuínas” festinhas, “Jesus” Forrozeiro, promovendo o rala-coxa gospel, e muitos outros.
Isto é o homem tentando tornar Jesus mais atrativo, tentando dar uma mãozinha a Deus, a mesma mãozinha que Sara tentou dar a Deus quando disse para Abraão ter um filho com sua escrava, dizendo com isso ser a Palavra de Deus insuficiente quando esta havia lhe prometido um filho.
Enfim, este “Jesus” não é o Jesus Deus encontrado nas Escrituras, o Jesus Senhor Soberano, para o qual, e por meio do qual são feitas todas as coisas. O Jesus das Escrituras, a Palavra que se fez carne, o Evangelho de Deus é suficientemente poderoso para salvar o homem, a Sua Igreja não precisa de aparatos mundanos, nem mesmo de cristianizar o paganismo.
Igreja Evangélica Apóstata Romana, errais por não conhecerdes as Escrituras!
O Jesus das Escrituras, este sim é o verdadeiro Deus e a vida eterna, este que foi deixado do lado de fora (Apocalipse 3.20) por uma Igreja que pensa ter tudo e não precisar de nada. Ele está a porta e bate, as Suas ovelhas reconhecem a Sua voz, ouvem e seguem. A quem temos escutado, a quem ou ao que estamos seguindo?
Jesus é suficiente para a Sua Igreja!
Graça, paz e arrependimento sejam convosco.
Em Cristo,
***
Fonte: Blog do EsquiZilton. Divulgação: Púlpito Cristão.
O Cristianismo e o Evangelho
Por Joacy Júnior
(Leia, reflita, use seu discernimento crítico e tire suas conclusões)
O que você está prestes a ler é uma simples comparação antitética entre o Cristianismo institucional, cuja origem tem data, logo está submetida ao tempo, e o Evangelho, cuja origem não se pode medir, visto que “nasce” com a morte do Cordeiro ocorrida antes da fundação do mundo, logo não está submetido ao tempo.
Com essa simples comparação (e ao dizer “simples comparação” não quero ser modesto, é que com sinceridade acho simples mesmo o que aqui escrevo) tenho como objetivo lhe provocar. Isso mesmo, incitar sua mente, lhe chamar para a reflexão, despertar seu senso crítico… Se é que você ainda tem isso… Se é que o “cristianismo” já não lhe furtou o direito de pensar… Tenho como objetivo penetrar nos seus conceitos e perturbar suas convicções cristãs; por isso lhes desejo uma boa leitura, uma boa reflexão e um bom uso de discernimento crítico e, muito mais, uma conclusão que lhe dê a liberdade de como indivíduo pensante, aceitar ou rejeitar, elogiar ou criticar o que aqui escrevo, pois que, o que aqui escrevo também é resultado de minhas conclusões que nascem das leituras que faço dos livros de qualquer natureza, dos mais profundos aos mais simples, das degustações que faço da vida e da compreensão que tenho da realidade que envolve a igreja hodierna.
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O cristianismo[1] é antropocêntrico, o homem reina soberanamente manipulando a fé e impedindo o SER de ser; O Evangelho é Cristocêntrico e Cristo é tudo em todos.
No cristianismo os homens seguem homens, posto que há entre os cristãos os partidos: “eu sou de Paulo, eu sou de Apolo, eu sou de Cefas, eu sou de Cristo” como se Cristo estivesse dividido; No Evangelho os homens seguem a Cristo e por Cristo são capazes de testemunhar sua fé com a própria vida, e, mesmo correndo o risco de ser mal compreendido, não negam a sua fé.
No cristianismo Deus é objeto de estudo da teologia[2] e de seus doutores; No Evangelho Deus é e sempre será maior que a arrogância dos homens que acham poder decifrá-lo.
No Cristianismo a interpretação da aceitação de Abel em detrimento da de Caim é porque Abel deu das primícias[3], Caim não; se esquecem que esta aceitação é porque Deus atentou para o derramamento de sangue na oferta de Abel, posto que em sua oferta havia uma “sombra” da cristocentricidade do culto por haver sacrifício, enquanto a oferta de Caim era fruto da terra. Portanto, Abel não comprou Deus com suas primícias e não foi por elas que ele foi aceito. “Atentou Deus para Abel e sua oferta” – ora, poderia não ter atentado – mas, uma vez que quis atentar para a oferta de Abel, isso é soberania. O que o texto ensina não é sobre oferta que torna o homem aceito; a ênfase do texto é o fato de Deus SER quem É. E isso apesar do homem e suas ofertas. O problema é que só conseguem ver o que “está escrito” e não percebem o que está dito. Logo, no Cristianismo os homens barganham com Deus através de seus “sacrifícios” – todos de tolo – no Evangelho o Perfeito Sacrifício se consumou no grito que ecoou do Calvário: “ESTÁ CONSUMADO”.
No cristianismo “o véu está posto no coração deles” porque só ficam com Moisés[4]. No Evangelho, todos com o rosto descobertos “dão a cara para bater”, posto que, entre Moisés, Jesus e Elias, é o Filho Amado que deve ser ouvido.
No cristianismo os homens ainda se sentem em dívida para com Deus, esquecendo-se que Jesus assumiu a dívida e já pagou alto preço por ela. E é este sentimento de dívida que “justifica” as barganhas; daí o porquê de eles buscarem ainda que inconscientemente (?) uma salvação meritória. No Evangelho a única consciência de dívida é aquela que Paulo sabiamente diz: “a ninguém devais coisa alguma, senão o amor…”.
No cristianismo tudo é “princípio” que se transforma em fundamento de fé. No Evangelho “ninguém pode por outro fundamento além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo”. E, sobre este fundamento, cada um é responsável pelo que constrói.
O Cristianismo é a religião do “não toques, não uses, não manuseies”. O Evangelho é a liberdade concedida pela Graça de sempre saber o que convém.
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Sempre em Cristo… que não era cristão e nem fundou essa religião das conveniências, é, porém, o Evangelho Eterno que estabeleceu o caminho pela fé fundamentada no amor ao qual temos acesso ao Trono da Graça.
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[1] Aqui retrato o cristianismo atual corrompido com suas mensagens antropocêntricas, logo, descentralizado da pessoa de Cristo. Como bem pontuou Mahatma Gandhi: “em vosso Cristo eu creio, eu não creio é em vosso cristianismo”.
[2] Aqui também faço referência a uma teologia que busca ir além dos ensinos bíblicos, logo filosófica, psicológica e sem nenhum comprometimento com a Sã Doutrina.
[3] Algumas igrejas estão adotando a prática das primícias fundamentadas neste texto.
[4] Estou fazendo alusão à tentativa de judaização por parte de uma considerável parcela da igreja evangélica que ainda não entendeu o Evangelho da Graça e insistem em querer “resgatar” o que já fora abolido na cruz por Cristo.
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Reflexão corajosa e bem compreendida por minha parte, ao ver o cristianismo enquanto sistemática religiosa plural e humana. Como diria Logos, “O Evangelho é quem desvenda os nossos olhos e desamarra todo nó que já se fez. Porém ninguém será liberto sem que clame arrependido aos pés de Cristo, Rei dos reis”. Direto do pela Volta ao Evangelho, para o Púlpito Cristão.
PRECISO DESCANSAR
Por Anderson Alcides
Eu sou o pão vivo que desceu do céu. Se alguém comer deste pão, viverá para sempre. Este pão é a minha carne, que eu darei pela vida do mundo.” Então os judeus começaram a discutir exaltadamente entre si: “Como pode este homem nos oferecer a sua carne para comermos?”
Jesus lhes disse: “Eu lhes digo a verdade: Se vocês não comerem a carne do Filho do homem e não beberem o seu sangue, não terão vida em si mesmos. Todo o que come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia. Pois a minha carne é verdadeira comida e o meu sangue é verdadeira bebida. Todo o que come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele.
Da mesma forma como o Pai que vive me enviou e eu vivo por causa do Pai, assim aquele que se alimenta de mim viverá por minha causa.
Este é o pão que desceu do céu. Os antepassados de vocês comeram o maná e morreram, mas aquele que se alimenta deste pão viverá para sempre”.
Ele disse isso quando ensinava na sinagoga de Cafarnaum.
Ao ouvirem isso, muitos dos seus discípulos disseram: “Dura é essa palavra. Quem consegue ouvi-la?”
Sabendo em seu íntimo que os seus discípulos estavam se queixando do que ouviram, Jesus lhes disse: “Isso os escandaliza?”
Que acontecerá se vocês virem o Filho do homem subir para onde estava antes!
O Espírito dá vida; a carne não produz nada que se aproveite. As palavras que eu lhes disse são espírito e vida.
Contudo, há alguns de vocês que não crêem”. Pois Jesus sabia desde o princípio quais deles não criam e quem o iria trair.
E prosseguiu: “É por isso que eu lhes disse que ninguém pode vir a mim, a não ser que isto lhe seja dado pelo Pai”.
Daquela hora em diante, muitos dos seus discípulos voltaram atrás e deixaram de segui-lo.
Jesus perguntou aos Doze: “Vocês também não querem ir? “
Simão Pedro lhe respondeu: “Senhor, para quem iremos? Tu tens as palavras de vida eterna.” João 6:51-68
Anseios, angústias, temores, receios, dúvidas, incertezas, cansaço, são alguns males que nos afligem todos os dias. Ao acordamos queremos que tudo saia perfeitamente. Suspiramos e dizemos a nós mesmos: “Hoje vai ser um dia bom! Hoje, ah hoje não! Hoje nada me abala.” Somos a “confiança em pessoa”.
De repente, somos supreendidos por algum mal estar, algo ou alguma coisa que não esperamos. Um teste de paciência! O pneu do carro fura, esquecemos alguma coisa em casa ou algum compromisso, nos irritamos facilmente no trânsito que está lento, discutimos com nosso cônjuge, chegamos no trabalho já meio atordoados, chateados. O desejo, nestas situações é “sumir”. Ir para algum lugar distante, onde há sombra e água fresca, descanso, paz. Longe de tudo e de todos. Queremos sair correndo e soltar um grito preso na garganta, nas entranhas. Desabafo. Consolo.
Entretanto, a vida e as responsabilidades nos chamam de volta para “o ringue da vida”. Que batalha, que luta! Estamos prostrados na lona, cansados e tudo o que queremos no final do dia é um boa ducha quente, algo para beber e comer e se entregar a ela, a tão querida e esperada… cama! Tão logo acordamos e esperamos refrigério, mas aí novamente, mais um combate.
Acontece isso comigo, sempre. Você se identifica? Eu sei como você se sente. A despeito de que cada um nesta terra tem sua caminhada e sua lutas particulares, compartilhamos das dificuldades que permeiam a nossa vida no dia a dia.
Na passagem do capítulo 6 do Evangelho segundo João, vemos que Jesus se retira para o outro lado do lago. Acredito que depois do trabalho de ter alimentado mais de 5 mil homens (sem contar as mulheres e crianças), o Senhor estava cansado. Senão, vejamos:
“No dia seguinte, a multidão que tinha ficado no outro lado do mar percebeu que apenas um barco estivera ali, e que Jesus não havia entrado nele com os seus discípulos, mas que eles tinham partido sozinhos. Então alguns barcos de Tiberíades aproximaram-se do lugar onde o povo tinha comido o pão após o Senhor ter dado graças.Quando a multidão percebeu que nem Jesus nem os discípulos estavam ali, entrou nos barcos e foi para Cafarnaum em busca de Jesus. Quando o encontraram do outro lado do mar, perguntaram-lhe: “Mestre, quando chegaste aqui? João 6:22-25″
Como homem, o Senhor entendia a necessidade de “recarregar as baterias”. Mas, precisou continuar com sua missão. O Senhor era requisitado. O povo estava faminto.
“Então lhe perguntaram: “Que sinal miraculoso mostrarás para que o vejamos e creiamos em ti? Que farás? Os nossos antepassados comeram o maná no deserto; como está escrito: ‘Ele lhes deu a comer pão do céu. Declarou-lhes Jesus: “Digo-lhes a verdade: Não foi Moisés quem lhes deu pão do céu, mas é meu Pai quem lhes dá o verdadeiro pão do céu. Pois o pão de Deus é aquele que desceu do céu e dá vida ao mundo”. Disseram eles: “Senhor, dá-nos sempre desse pão! “Então Jesus declarou: “Eu sou o pão da vida. Aquele que vem a mim nunca terá fome; aquele que crê em mim nunca terá sede.”João 6:30-35
A vida não é fácil. Jesus disse que teríamos aflições. Mas porque ela não fácil, devemos nos acomodar? De maneira nenhuma. Jesus precisou de descanso, sendo homem. Nos traz um ensinamento que precisamos de um tempo para nós, ainda que tudo lá fora possa desabar. Tudo tem seu tempo.
Na correria do dia a dia, cansado, exausto, estressado – ah o estresse!! – esperando um momento de refrigério, tenho que lidar muitas vezes com as mesmas coisas que parece que não terão fim, e aprendo uma coisa tremenda com Cristo: Não reclamar. Teremos momentos de cansaço, mas teremos momentos de paz, tranquilidade, descanso. Esta é uma promessa certa. A vida é assim mesmo!
Eu não me lembro de nenhuma passagem nas Escrituras, depois de alimentar multidões, curar enfermos, expulsar demônios, Ele [O Senhor] emitir a seguinte sentença:
“Meu Deus, que dia! Primeiro, Pedro ficou reclamando do calor, enchendo a paciência de todos. Oh Pedro do temperamento díficil viu. Depois o barco de João estava com um furo. Já havia o alertado para consertar. Tivemos que durante toda a atrevessia ficar tirando água para não afundarmos. E depois…ainda tenho que fazer isto, e depois aquilo… ahhhrrrghhh! Preciso de férias”!
Realmente, tudo que queremos é férias. Mas elas tem o seu momento e elas chegarão. Também espero por elas. Até lá, peço forças ao Senhor. Lanço sobre ele minhas angústias, meus temores, meus anseios, meus receios, minhas dúvidas, pois ouvi seu convite:
“Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso.” Mateus 11:28
“Tomem sobre vocês o meu jugo e aprendam de mim, pois sou manso e humilde de coração, e vocês encontrarão descanso para as suas almas.” Mateus 11:29
Fácil assim?! Não, confesso. Mas quando oro, sou sincero a Deus e lanço sobre Ele meus fardos e tomo os Seus, sinto um renovo. Vejo a esperança. Vejo Cristo.
Afinal, para onde irei, se somente meu Senhor tem as palavras de vida eterna?
Simão Pedro lhe respondeu: “Senhor, para quem iremos? Tu tens as palavras de vida eterna.” João 6:68
Paz a todos.
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Anderson Alcides é colaborador do Púlpito Cristão e escreve para A voz no deserto. Divulgação: Púlpito Cristão.
“Crentes” teóricos? – Essa não!
Por Milton Jr.
É notório o grande crescimento dos interessados no estudo da teologia em nossos dias. Os seminários e faculdades teológicas têm se proliferado; na rede mundial de computadores, com uma rápida pesquisa, percebemos que o número de “debatedores” da doutrina é cada vez maior. São arminianos, calvinistas, liberais, dispensacionalistas, carismáticos, pentecostais, cada um defendendo o seu ponto de vista com veemência.
Em princípio, esse quadro deveria nos causar alegria, afinal de contas é muito bom ver pessoas interessadas nas Escrituras e debatendo sobre a Palavra. Mas uma pergunta tem de ser feita: os que têm discutido com tanta paixão têm experimentado um crescimento em santidade decorrente do conhecimento bíblico que professam?
Há um perigo muito grande em tornar a doutrina um fim em sim mesmo. Há na Palavra de Deus advertências sérias quanto a isso. Na epístola de Tiago a ordem é para que os crentes sejam praticantes da Palavra e não somente ouvintes, pois os que são simplesmente ouvintes enganam-se a si mesmos (Tg 1.22). Em seu ministério o Senhor Jesus repreendeu incontáveis vezes os escribas e fariseus, chamando-os de hipócritas, justamente por falarem e não fazerem. Ele chegou a ensinar a multidão, com respeito aos fariseus, da seguinte maneira: “Fazei e guardai, pois, tudo quanto eles vos disserem, porém não os imiteis nas suas obras; porque dizem e não fazem” (Mt 23.3).
Eis aí o retrato de um “crente” teórico. É aquele que tem a doutrina na ponta da língua, muitas vezes decora vários versículos bíblicos, é capaz de discorrer com propriedade sobre as doutrinas mais complexas, mas não a vive no seu dia-a-dia. Esse tipo de pessoa, como afirma Tiago, engana-se a si mesmo, pois, como bem afirma John Blanchard, “o crescimento cristão requer mais do que conhecimento da Bíblia; ninguém jamais se alimentou decorando cardápios”[1].
Há no Novo Testamento uma igreja que foi elogiada pelo Senhor Jesus pelo seu conhecimento doutrinário. O Senhor chega a afirmar que aqueles crentes colocaram à prova os falsos mestres que se declaravam apóstolos e os acharam mentirosos (Ap 2.2-4). Pelo visto, aqueles irmãos eram bastante preparados no que diz respeito ao conhecimento doutrinário, contudo, Jesus os repreende dizendo que haviam abandonado o primeiro amor.
Infelizmente, isso é mais comum do que se imagina. Mesmo dentro de nossas igrejas, temos membros que foram doutrinados desde a tenra idade, que frequentam regularmente os cultos, mas por mero costume. A doutrina não tem efeito prático em suas vidas e eles demonstram que, à semelhança dos crentes de Éfeso, deixaram o primeiro amor.
Devemos ter muito cuidado para não ser meramente religiosos e também para não cair na cilada de colocar o amor à doutrina à frente do amor ao Senhor, pois fazer isso é incorrer na quebra do primeiro mandamento (Êx 20.3).
É claro que só se pode amar o Senhor tendo um conhecimento correto de sua Palavra, mas nem sempre conhecimento teológico é sinônimo de piedade e amor ao Senhor.
Fujamos, portanto, do farisaísmo procurando conhecer profundamente as Escrituras, mas com a finalidade de amar e honrar, pela sua prática, o Salvador.
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[1] John Blanchard. Pérolas para a vida. São Paulo: Vida Nova, 1993.
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Milton Jr. é capixaba, calvinista e flamenguista, servo do Senhor Jesus Cristo. Graduado em Teologia, escreve para o E a Bíblia com isso?
PRESENTE DE DEUS OU PROPRIEDADE DE DEUS?
Por Isaltino Gomes Coelho Filho
Um dia desses vi uma pintura num veículo: “Foi Deus quem deu!”. Entendi a mensagem que o proprietário queria transmitir. Ele reconhecia que Deus lhe proporcionara uma bênção material. No caso, aquele carro.
Mais tarde pus-me a meditar no caso. Respeitosamente, não me soa o reconhecimento correto. Na realidade, há mais de mundano que de espiritual na frase. Ela não expressa apenas o reconhecimento de que foi uma bênção, mas traz certo ufanismo. Afinal, conheço bem o movimento evangélico de hoje e sei da ênfase que ele coloca em bens materiais como sinal da aprovação divina. Quem é suficientemente bom aos olhos de Deus recebe bênçãos materiais. A doutrina da graça tem sido varrida para longe pelo neopentecostalismo. É um tal de “declarar”, “exigir seus direitos”, “reivindicar” que se vê uma total ignorância do que seja graça. Consequentemente, do que seja o evangelho. Quando alguém diz “Foi Deus quem me deu” pode muito bem estar dizendo: “Viu? Fui um bom menino, e Papai do Céu me deu de presente!”. Vejo tanto ufanismo com bens materiais! Muitos evangélicos parecem mais ligados em Mamom, o pseudo-deus das riquezas, que em Jesus Cristo.
O correto não é “Foi Deus quem deu!”. Porque se somos mesmo cristãos, nada é nosso, e tudo é dele. As coisas que nos vêm às nossas mãos, na realidade não são nossas, mas dele. Estão conosco para nosso uso, mas prestaremos contas delas, porque não somos proprietários, mas servos e mordomos (Lc 12.37 e 42) e despenseiros (1Pe 4.10). Alguns acham que são donos e assim dão migalhas dos bens, do tempo, das emoções e dos afetos para Deus. Amam os bens e dizem que Deus lhes deu.
Se você realmente é uma pessoa que entregou a vida (e não apenas o louvor) a Jesus, nada do que você tem é seu, mas é dele. As pessoas se lembram do Salmo 24.1 quando querem reivindicar coisas como “filhas do Rei”. Se tudo é dele, somos dele e nossas coisas são dele.
Sua vida é dele? Então seu carro não foi presente dele, mas é dele. Sua casa é dele. Seus filhos são dele. Sua carreira é dele. Se ainda não entendeu isso, cante o hino 422 do Hinário Para o Culto Cristão: “Tudo o que sou e o que vier a ser eu ofereço a Deus”. Em um ato de culto ofereça a Deus o que é dele por direito. Que seja de fato.
Nada seu é seu. Tudo seu é dele. Reconheça isso e viva isso antes que ele, insatisfeito com sua visão, dê a outro: “Tirai-lhe, pois, o talento e dai-o ao que tem os dez talentos” (Mt 25.28). Lembra-se desta história? Aconteceu quando o senhor chegou e chamou os servos à prestação de contas (Mt 25.19). Demorou, mas veio. Você é apenas servo, e não senhor. Quando ele vier, que não chame você de “servo inútil”.
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Fonte: Isaltino Gomes Coelho Filho. Compartilhado do Ministério Beréia. Divulgação: Púlpito Cristão.










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