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Ed René Kivitz: “Comercializar religião é melhor que vender droga”
Culpa, medo e ganância são os três principais componentes usados por exploradores da fé. “A religião tem um campo diabólico escravizador e é um instrumento de manipulação especialmente das pessoas que sofrem.”
dica do Gerson Caceres Martins
[Via Pavablog, divulgação Púlpito Cristão]
Quando Acordou, O Paletó Ainda Estava Lá
Por Jofre Garcia
O cerimonialismo farisaico de nossa religiosidade protestante (evangélica) é paradoxal, confuso e em muitos aspectos incoerente. Digo isto por ser evangélico protestante, não sou desigrejado e tenho pavor e desconfiança de quem não consegue relacionar-se em comunidade e passa a atirar as pedras que lhe cabem.
Dediquei grande parte de minha juventude, ou pelo menos os anos de maior fervor energético, no cuidado com minha família e ajudando a Igreja em que me “igrejava”. Foi o calor de servir numa comunidade com erros e acertos, mas, cheia de companheirismo e amizade, surgida pelo tecer da Palavra que aprendi a pensar o Evangelho não como uma utopia platônica, um ideal de Igreja a ser alcançado, mas, de viver o pé no chão do Evangelho, com suor, lágrimas, sangue, sorrisos, abraços e muitas despedidas.
Tive muita sorte (leia-se propósito de Deus) de conhecer muita gente boa trilhando o Caminho da Graça com graça. E pude discorrer sobre filosofia e teologia com as pessoas mais improváveis neste universo protestante repleto de rótulos pedantes e academicismos sem fim. Muitos dos “teólogos” que me socorreram não tinham diplomas na parede para ostentar. Sentavam comigo, às vezes na EBD, e durante a semana vendiam cachorro quente em carrocinhas; outros eram sacoleiros, prestamistas e alguns traziam a rudeza da lida expostas nas mãos, mas transbordava ternura no coração.
Não estou fazendo uma defesa ao lugar comum, a ignorância simplista temerosa do conhecimento. Isto é um absurdo! Uma vez que o povo peca por falta de conhecimento, e o intelectual, por não considerar nem conhecer o poder de Deus.
Precisamos estudar academicamente, cientificamente, metodologicamente, com tremor e temor a Palavra de Deus para poder servir ao nosso Deus espalhando esse conhecimento em nossas comunidades. As nossas instituições, que são dedicadas a tal missão não podem ceder a tentação de transformar o conhecimento numa arma para a criação de classes especiais de modernos sacerdotes, as castas do saber.
Estou dizendo estas coisas porque não fomos capazes de repensar cerimonialismos e tradições sem significado algum para a fé cristã, mas, que nos são apresentadas como símbolos identificadores de uma fé.
Hoje pela manhã, enquanto procurava um calção deparei-me com meu velho paletó (leia-se terno completo). Faz tempo que ele está lá. Deve está perto de completar dois anos que não o uso. É bonito, deixa o homem elegante e com pinta de ser alguma coisa, principalmente quando se está diante de uma comunidade pobre e humilde.
Aborreci-me dessa indumentária tão típica em nosso meio e tão inútil ao coração da fé. Lembro-me a primeira vez que cheguei à Igreja com tal indumentária, e o espanto apreciativo de todos. Recebi muitos elogios e quase acreditei que aquele composto de tecidos sobrepostos me fizesse ser algo superior. É um grande perigo que se corre com essas tradições que caduca a fé.
Tenho feito o possível para não usá-lo. Não como uma birra infantil, mas por não me sentir confortável e ser totalmente dispensável para nossa vivência real de Cristo em nós. Ainda mais nesse calorão que faz em nossa terra.
Pago o preço desta minha escolha. Tudo na vida tem uma conseqüência. Noto em muitos irmãos uma desconfiança felina além do olhar frustrante de saber que o pregador vai ocupar o púlpito de mangas curtas. No trajeto que faço a pé até a Igreja aos domingos, percebo o desprezo de alguns ao encontrar e saudar um presbítero tão deselegante. Isso porque não citei os que com uma superlativa superioridade do alto de suas vestes, fitam-me de cima abaixo como se eu fosse uma afronta aos “padrões” da fé.
Fazer o que?
Dia deste sobrou até para o Tony (Arte de Chocar). Vieram denunciá-lo a mim, pois ele estava no Culto, louvando de boné, e isso era um absurdo.
Ah! Teve quem viesse “entregar” alguns jovens que estavam participando da EBD de bermudão…
Ora, tem coisa mais gostosa que chinelo de dedo, um velho calção, camisa leve de malha e a liberdade de um Deus que se aninha em meu peito e me convida a adorar em espírito e em verdade.
Mas o contrário também é verdadeiro. Há quem aprecie e goste dos trajes por elegância e etiqueta, sem, no entanto, deixar-se levar pela vaidade ou tradições de usos e costumes. Isso é legal e faz parte da convivência comunitária, até porque tem ocasiões que somos que obrigados as sociais.
E o paletó, quando acordei, continuou lá…

Veio uma de parodiar Vinícius…
Um velho calção de banho
O dia pra adorar
O Deus que não tem tamanho
Sua graça inteira no ar.
O Cristo viver seguindo
E sentir o alívio no corpo
Sorver do Mestre o ensino
Como uma água de coco.
É bom…
Passar uma tarde em Jacumã
Ao sol que arde em Jacumã
Ouvir o Senhor em Jacumã
Servir a Deus em Jacumã.
Especialmente para o Tony, Silvano, Jairo e todos os jacumistas de plantão.
N’Ele, em quem andamos, respiramos e existimos.
P.S: Para o título deste artigo peguei por empréstimo o miniconto do escritor guatemalteco Augusto Monterosso, substituindo o dinossauro, é claro
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Jofe Garcia é amigo, irmão em Cristo. Edita o Auxílio do Alto e faz coluna aqui no Púlpito Cristão.
VÃ ADORAÇÃO
Por Jorge Noda
“Este povo me honra com os lábios, mas o seu coração está longe de mim. Em vão me adoram; seus ensinamentos não passam de regras ensinadas por homens” (Mc 7:6,7).
Poucas coisas causam maior indignação a Jesus do que a religiosidade. O Mestre não bateu de frente com os marginalizados, as prostitutas, os cobradores de impostos de sua época, mas foi extremamente contundente com os líderes religiosos. Na verdade, o Senhor percebeu no sistema religioso a presença do próprio mal, pois quem devia aproximar as pessoas de Deus as afastava com um ritualismo vazio, uma hipocrisia evidente e mercantilismo religioso vergonhoso. Hoje em dia não é diferente. Nem tudo que é religioso é de fato espiritual. Pelo contrário, em nome da fé, absurdos têm sido cometidos. Jesus quer encontrar em nós esse mesmo sentimento de indignação e tristeza com a vã adoração. Jesus quer encontrar em nós verdadeiros adoradadores, aqueles que adoram com a vida.
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Jorge Noda é pastor, escritor e teólogo. Fonte: blog de Jorge Noda. Divulgação: Púlpito Cristão.
Intolerância Religiosa: Evangélicos perturbam Terreiro de candomblé em Pernambuco #Guerranadasanta
Ao ver as imagens da manifestação ocorrida num bairro da cidade de Olinda-PE fiquei com o coração apertado e envergonhado. O fato de eu ser evangélico (aliás, ser evangélico atualmente é algo tão plural que não consigo me definir bem dentro desse grupo) não significa que comungo com tal ação.

Babalorixá Érico Lustosa filmou o que classificou de ato de intolerância religiosa (Foto: Marcos Pastich/JC Imagem)
Não é essa a forma que se deve promover a dita evangelização. Fico triste quando vejo cultos de rua onde pastores por incompetência no uso da Palavra, passam a constranger e importunar ouvintes e transeuntes. Já presenciei um culto de rua onde o pregador dizia: “Vocês aí debaixo da árvore, me ignoram porque não conhecem o inferno”. Enfim… atitudes com a do vídeo são demonstrações de intolerância e incoerência frutos de um cristianismo equivocado.
O artigo 5º da Constituição Federal garante a liberdade religiosa. Recentemente na Nigéria, 50 cristãos foram queimados vivos por intolerância religiosa, lamentável. Aqui no Brasil, a nossa liberdade é a mesma do espírita, budista, macumbeiro, enfim… Fazer guerra religiosa não é o ideal caminho.
Por fim, quem opera o querer e o efetuar é o Espírito Santo de Deus. Apenas espalhemos as sementes, pois Deus é quem dá o crescimento.
Antognoni Misael, na direção do Púlpito Cristão.
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Veja a matéria completa no site Jornal do Comércio-PE.
O verdadeiro poder da religião
Por Alex Belmonte
“Se alguém entre vós cuida ser religioso, e não refreia a sua língua, antes engana o seu coração, a religião desse é vã. A religião pura e imaculada para com Deus, o Pai, é esta: Visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações, e guardar-se da corrupção do mundo”. Tiago 1.26, 27.
Certo pregador em uma empolgante mensagem exclamou com firmeza na voz: “A religião para nada serve, ela é má! A religião afasta o homem de Deus! Seja crente, mas não seja religioso!”. Afinal, em que contexto o pregador estava posicionando a Religião? Em que sentido a religião “para nada” serviria se tornando má? Como algo que religa (raíz da palavra) pode muito bem “re-desligar”? Então devemos abandonar nossa religião?
Etimologicamente falando a palavra Religião do latim “religio” usado na Vulgata de Jerônimo, que significa “ligar novamente”, ou simplesmente “religar” pode ser definida como um conjunto de crenças relacionadas com aquilo que parte da humanidade considera como sobrenatural, divino, sagrado e transcendental, bem como o conjunto de rituais e códigos morais que derivam dessas crenças.
Em nossa linguagem a palavra portuguesa religião deriva justamente da palavra latina religio, mas desconhece-se ao certo que relações estabelece religio com outros vocábulos. Aparentemente no mundo latino anterior ao nascimento do cristianismo, religio referia-se a um estilo de comportamento marcado pela rigidez e pela precisão.
Esclarecendo a atitude de algumas pessoas para com a religião, posso entender que existe uma grande confusão na má aplicação do termo, ou mesmo na ótica definiva da palavra. Tudo ficaria bem esclarecido se a religião fosse entendida pelo menos em três de algumas de suas esferas: A Religião como espiritualidade interior, Religião como Sistema e Rito, e Religião como filosofia.
Para início de compreensão podemos nos apossar das palavras de Tiago quando diz: “Se alguém entre vós cuida ser religioso, e não refreia a sua língua, antes engana o seu coração, a religião desse é vã. A religião pura e imaculada para com Deus, o Pai, é esta: Visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações, e guardar-se da corrupção do mundo”. Tiago 1.26, 27.
O texto está corretamente nos guiando a essa compreesão das esferas propostas aqui, mas revelando ainda duas facetas: A religião interior e a exterior.
No primeiro versículo Tiago está se referindo á religião interior quando diz “engana o seu coração”. Mas, parte da exigência do escritor não fica apenas aqui, pois no segundo versículo vem declarar a religião exterior, quando diz: “A religião pura e imaculada… é visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações, e guardar-se da corrupção do mundo”. É a religião que do interior surge com grande efeito no exterior, ou seja, Tiago fala que a religião não pode existir apenas como teoria mas como prática também. Então exploramos agora os três pontos:
1. A Religião como espiritualidade interior revela que todo homem é religioso por natureza. Isto é, o ser humano já nasce com a inclinação para as coisas espirituais. Desde as eras mais primitivas isso já se manifestava com a busca por respostas, com o medo e as incertezas para com a vida após a morte, com a busca do autoconhecimento e outras questões interiores. Na religião como espiritualidade interior podemos presenciar o nascimento do sentimento religioso antes mesmo que a própria religião. Antes de nascer a religião nasceu o desejo da religião.
Dessa forma podemos ter certeza que a Religião é de suma importância na vida de qualquer pessoa, visto que interiormente há um efeito em cada ser humano. O escritor russo Liev Tolstói (1828-1910) disse: “O homem pode ignorar que tem uma religião, como pode também ignorar que tem um coração; mas sem religião e sem coração, não pode viver.”
2. Na Religião como Sistema e Rito temos as deficiências no processo e criação de liturgias, formas de adoração, a particularização religiosa e em muitos casos a religião partidária. Essa é a religião falha, perigosa, infiel e que pode levar o homem a uma religiosidade artificial. A Religião como Sistema tem muito mais as ações do homem do que as ações do divino, do superior, mas observe que essa religião como sistema vai surgir a princípio por um possível desenfreio da religiosidade interior.
Então quando mencionamos a insuficiência da Religião para promover o bem-estar e a salvação do homem por algum caminho, como mencionou “nosso” pregador, devemos lembrar que se trata unicamente da Religião no status de Sistema e Rito, o que não explicou o pregador, e, dessa forma a religião pode ser sim, realmente má. Na religião como Sistema encontramos também alguns conflitos humanos, como a própria “escravidão religiosa”, o fator da intolerância, e certamento a negligência doutrinária da raíz religiosa.
3. A Religião como filosofia por sua vez é a grande influência que a mesma tem na vida das pessoas, a ponto de mudar condutas, propor regras, elevar a convivência, unir famílias e fazer a sociedade repensar seus principais valores. A religião como filosofia leva-nos as reflexões da vida fazendo-nos voltar para a real espiritualidade. Como bem lembrou o filósofo e escritor suíço Jean-Jacques Rousseau (1712-1778), “O esquecimento da religião conduz ao esquecimento dos deveres do homem.”
A Religião como filosofia além de trabalhar como um fenômeno individual, se torna também um fenômeno social. A igreja e o Judaísmo, são exemplos de doutrinas que exigem não só uma fé individual, mas também adesão a um certo grupo social, de um círculo.
Enfim, como podemos compartilhar, a religião tem um poder impressionante, fazendo parte da vida humana nessas três e outras esferas. Mais que isso, a religião é parte da existência do homem, é parte da vida e do cotidiano.
Mas precisamos entender que a pior das ações religiosas, seja de que direção vir, não parte da própria religião (etimologicamente falando), mas de indivíduos que num espírito de “religiosidade extrema” transformam a religião num mecanismo de ódio e caminho tortuoso, levado ao fanatismo e á irracionalidade acerca da real missão de Deus para com o mundo: Resgatar a humanidade da maldição do pecado. E para isso, em se tratando de religião com propósitos, parte daqui um único convite: abraçar, explorar e, sem nenhum medo, mergulhar nas águas límpidas dessa religião chamada Cristianismo.
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Fonte: Napec. Divulgação: Ministério Beréia. Compartilhado pelo Púlpito Cristão.










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