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Nos bastidores de uma igreja herege
Por Maurício Zágari
Muito se fala sobre os pastores hereges. Mas o que pouco se fala é o que acontece com os membros das igrejas dos pastores hereges. Você já parou para pensar de que modo frequentar uma igreja em que os pastores pregam Teologia da Prosperidade, Confissão Positiva, Teologia Liberal, Ética Transacional Ascendente, Universalismo, Teísmo Aberto e outras heresias que estão na moda no século 21 pode afetar alguém? Um episódio ocorrido recentemente com uma pessoa conhecida minha revela de forma bastante prática o que pode se suceder a um ser humano que tem como seu líder espiritual alguém que se desviou da sã doutrina e, consequentemente, dos caminhos do Senhor.
No caso, tratava-se de uma jovem, que frequentava a igreja de um dos pastores mais conhecidos do país, que durante muitos anos foi extremamente bíblico, mas que de uns tempos para cá começou a criar umas teologias e a confessar umas crenças tão bizarras que chegou a ser demitido de uma revista onde tinha uma coluna há anos, perdeu montes de membros e caiu no descrédito entre os setores mais sérios da Igreja. Como ele mesmo se intitulou, é o “herege da vez”. Criou uma filosofia esdrúxula, chamada Teologia Relacional, que defende que Deus abriu mão do controle absoluto sobre o mundo e, portanto, as tragédias que ocorrem não estariam sob sua soberania. Em outras palavras, esse pastor, que parece ler mais Vinícius de Moraes do que a Bíblia, roubou do Criador do universo a sua soberania e sua onipotência. E, com isso, tornou-se um heresiarca.
Pois bem, essa minha pessoa amiga (a quem vou chamar de Sílvia para preservar sua identidade) frequentou alguns anos atrás a igreja desse pastor, em São Paulo, na época em que ele ainda seguia a Bíblia. Mudou-se de cidade e passou a frequentar outra igreja. Recentemente conheceu por acaso alguém que era seguidora desse pastor que se tornou herege – a quem chamaremos de Luciana, um nome fictício. Se conheceram num restaurante, apresentadas por amigos, mas Sílvia logo ficou chocada, pois a “cristã” Luciana “estava falando uma dúzia de palavrões e falando de encher a cara”, como me relatou.
Começaram a conversar, descobriram vários conhecidos em comum e, na volta pra casa, pegaram o mesmo transporte público. Sílvia estava interessada em fazer amizade com Luciana, afinal, como me contou, “ela era a pessoa que mais tinha chance ali naquele meio de ter alguma coisa em comum comigo!”. Foi quando ela fez uma única pergunta que, relatou-me, “desencadeou um discurso todo que me fez muito mal”. Ela simplesmente perguntou se Luciana costumava ir todos os domingos à igreja do tal pastor. A resposta dela foi:
“Não muito… prefiro ir aos cultos durante a semana. Não gosto muito do culto de domingo, sabe? Aquela coisa toda no final da mensagem, aquele apelo… acho nada a ver!! Prefiro ouvir a mensagem do Pastor Fulano pela internet. Aí já não vem com aquela parte do apelo e tals, só a mensagem mesmo!”. Bom, até aí podemos dizer que o dano era leve. Essa jovem simplesmente não gostava de participar dos cultos, preferia só ouvir as mensagens. Errado, mas não chega a mandar ninguém para o inferno.
Só que aí Luciana disparou a pérola: “Ouvi uma vez um pastor dizendo que se não andamos exatamente do jeito como Cristo quer estamos a caminho das trevas. Muito radical isso!! Até acho que quando a gente faz uma coisa errada ali ou aqui nós estamos mais sujeitos a errar mais, mas isso não quer dizer que vou ser condenado por isso, não é!?”
As palavras de Silvia diante disso, conforme me disse, foram: “Eu não sabia nem o que responder. Entrei em estado de choque. Comecei a me desesperar e pensei comigo mesma: ‘meu Deus, como eu posso ajudar essa pessoa?!’”. Só que a coisa não parou por aí. A discípula do herege continuou: “É por isso que eu gosto da igreja X. Eu vou pra lá e ninguém me cobra nada. É uma igreja que não faz a gente se sentir culpado, sabe? Eu gosto de coisa mais racional, acho que quando começa a entrar demais no lado emotivo da coisa já não fica legal. Meu namorado, por outro lado, gosta dessa coisa mais emotiva, fervorosa. Ele gosta da igreja Y… Cada um tem seu gosto, né?’
Silvia me disse que sentiu uma dor profunda no coração. Ela percebeu que aquela jovem via igreja como uma mercadoria. Continuou me contando: “Eu estava ali, diante de uma alma que se acha salva, mas completamente perdida no mundo” e ficou pensando no quanto a Igreja de Cristo carece de bons líderes que venham discipular seus fiéis, que venham a alertá-los sobre os males da vida e de como devemos lidar com o mal que vive em nós.
“Me frustrei muito por saber que ela é uma ovelha de uma igreja à qual já pertenci. Sei que o Pastor Fulano tem se perdido muito, pregando heresias e queimando o seu filme não só com pessoas que o admiravam, mas principalmente com Deus!” E então soltou a frase que eu achei emblemática: “Ele era um gênio que se perdeu na sua inteligência”.
Foi quando me relatou que esse tal pastor, que tem atualmente mais de 26 mil seguidores no twitter (o que penso ser uma influência extremamente temerária), sempre teve uma tendência a entrar em méritos mais filosóficos na Bíblia. “Lembro que suas pregações eram longas. Conseguia extrair de um versículo só coisas que nunca teriam passado pela minha cabeça. Na época em que frequentávamos a igreja que ele lidera, eu apreciava muito a sua pregação. Eu tinha apenas 11 anos, mas gostava de ouvi-lo pregar”.
Foi quando Silvia, em suas reflexões comigo, fez a pergunta que, em minha opinião, resume tudo: “Fiquei pensando: quantos pastores como ele têm deixado de pregar coisas que realmente façam um efeito bom em nossas vidas?”. Ah, Silvia, eis a questão! Esse é o grande mal de frequentar ou dar ouvidos a um pastor que fala de amor, de poesia, de coisas lindas… mas prega heresias. O que, aliás, os espíritas também fazem. Ou os budistas. Ou os hindus. O grande mal é que o efeito de suas pregações no sentido de nos aproximar do Cristo da Bíblia é nulo. Nos aproximam de um cristo. Mas que não é o da Bíblia. É um ídolo de gesso, poético e bondoso, mas sem vida e sem capacidade de conceder vida eterna.
Sílvia terminou seu relato com um lamento. “Ouvir de alguém que ‘gosta de frequentar tal igreja porque ali ela não se sente culpada’ foi muito triste”. Mas há uma explicação para isso, Silvia: naquela igreja não se prega o Evangelho de Jesus Cristo. Pois a verdadeira mensagem da Cruz conduz o pecador ao arrependimento. Que faz sim quem cometeu um delito desenvolver um sentimento de culpa que só pode ser apagado mediante a graça de Deus e o verdadeiro arrependimento. Mas em algumas igrejas só se prega amor… ou prosperidade… ou qualquer outra coisa que não conduza o pecador a se arrepender de sua miséria. O destino eterno dos tais certamente não é ao lado do Senhor – e quem diz isso não sou eu, é a Bíblia.
Silvia ainda tentou falar para a jovem sobre a igreja que frequentou por seis anos após deixar a membresia do pastor que virou herege, igreja essa onde há ênfase no estudo da Palavra. Disse a Luciana como fazer parte daquela família de fé nos cultos, mas também participando do ministério, servindo a Deus, a transformou. “Mas ela não deu a mínima….soltou um ‘ahn..legal!’”. Meu irmão, minha irmã, isso é o que ocorre se você frequenta uma igreja onde o que é pregado é Fernando Pessoa, Vinicius de Morais, Mamom, Gandhi, Platão, Sócrates, Descartes ou qualquer outro que não o Nosso Senhor e Salvador Todo-Poderoso Jesus Cristo: Ahn…legal. E só.
Terminei de ouvir o relato de Silvia triste. Muitas vezes somos criticados por criticar esses homens e essas mulheres que lideram centenas, que transmitem suas filosofias lindas mas apócrifas para milhares de seguidores nas redes sociais, para milhares de telespectadores na TV ou pela rádio, ou que simplesmente sobem num púlpito para disseminar fogo estranho. Mas é quando ouvimos um relato desses que ganhamos ímpeto de escrever mais um post no blog, publicar mais um livro que ensine a sã doutrina, pregar com mais ênfase sobre as verdades do Reino de Deus, dar aulas mais profundas sobre a fé. Pois dói. Dói ver gente ser enganada e pessimamente discipulada. Sílvia terminou seu relato compartilhando minha dor: “Parece que dói mais saber de pessoas assim do que aquelas que refutam Cristo como Salvador. Perdidos que se acham salvos..”.
É isso: nos bastidores de uma igreja herege, onde “ninguém cobra nada, que não faz a gente se sentir culpado”, você vai encontrar legiões e mais legiões de perdidos que se acham salvos. E aí, no dia em que chegarem diante do trono do Rei dos Reis para prestar contas, creio que, por terem seguido um falso cristo, ouvirão: “Apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade, pois nunca vos conheci”. E o que elas saberão responder será apenas: “Ahn…legal”.
Paz a todos vocês que estão em Cristo
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Maurício Zágari é jornalista, escritor e editor do blog Apenas.
Ricardo Gondim, Rubem Alves e o ateísmo cristão

Dias atrás publicamos neste site uma entrevista concedida pelo rev. Augustus Nicodemus à revista Eclésia sobre o movimento evangelical brasileiro, e sobre o livro do autor, intitulado “O Ateísmo Cristão”. Segundo o autor, alguns evangélicos brasileiros de verve liberal estão criando uma versão de cristianismo que nega suas principais doutrinas e pilares. Esposados na incredulidade, os propagadores deste cristianismo ateísta — que de cristão não possui absolutamente nada — usam o espaço que possuem na mídia para confundir e propagar suas teses heréticas.
Hoje pela manhã, lendo o blog do amigo Silas Figueira, me deparei com um texto bastante elucidativo, que passo a reproduzir na íntegra à partir de agora:
Ontem no Fecebook um pastor divulgou com muita alegria o lançamento e mesa de debate do livro de Rubem Alves “Por uma teologia da libertação”, no dia 09 de fevereiro de 2012 (Rubem Alves, Gondim e Gouvêa convidam: LANÇAMENTO e MESA DE DEBATE – veja aqui.
Este livro, como diz o próprio site, é considerado por muitos teólogos como o primeiro livro escrito sobre o que então se tornaria a “Teologia da Libertação”, antes mesmo de Gustavo Gutiérrez e Leonardo Boff.
Já alguns meses já se vêm falando muita coisa a respeito dos desvios teológicos do Pastor Ricardo Gondim, desde o seu apoio ao homossexualismo a negação da volta de Cristo, isso sem contar o seu apoio ao Teísmo Aberto. O próprio Gondim disse que estava sendo considerado o herege da vez.
A questão que me intriga é o que o Pastor Ricardo Gondim se assemelha com o ex-pastor da Igreja Presbiteriana Rubem Alves? Fazendo uma pequena pesquisa descobri o que Rubem Alves pensa a respeito do Céu e da Salvação.
Veja algumas frases que ele disse em um dos seus textos no seu site: “Tenho medo de morrer e ir para o céu. Eu me sentiria um estranho por lá. Sou um ser deste mundo e sinto que no meu corpo moram rios, árvores, montanhas e nuvens. Nenhum mundo além poderá consolar-me da sua perda. É certo que um espírito, por bem-aventurado que seja, não pode sentir o cheiro bom do capim gordura (que recém começa a florescer roxo nos campos). Para isso ele teria de ter um nariz. Amo este mundo. Por isso não quero ir para o céu. Nietzsche sentia o mesmo. Mas este dia, Corpus Christi, a se acreditar na tradição, diz que Deus, cansado de ser espírito, descobriu que o bom mesmo era ter corpo, e até se encarnou, segundo o testemunho do apóstolo. Preferiu nascer como corpo, a despeito de todos os riscos, inclusive o de morrer. Porque as alegrias compensavam. E nasceu, declarando que o corpo está eternamente destinado a uma dignidade divina. Curioso que os homens prefiram os céus, quando Deus prefere a terra”. O texto completo você pode ler aqui.
O Pastor Ricardo Gondim está seguindo o “Teísmo Aberto”, cujo ensino se fundamenta na relativização do absoluto. Para Gondim, o Deus da Bíblia não é Soberano e em virtude disto não possui domínio e governo sobre todas as coisas, mas que nas palavras de Gondim e Rubem Alves é apresentado de forma romantizada dando a ideia de um deus pequeno e frágil que precisa tanto de mim quanto de você. Um deus carente.
Assim como Rubem Alves o Pastor Ricardo Gondim também nega o céu e a volta Cristo . Negam a Bíblia e o que o próprio Senhor Jesus falou e os apóstolos confirmaram e que o livro do Apocalipse reitera.
Eu fico com a Bíblia e não com esses teólogos de plantão que por terem apostatado da fé tem levado muitos com eles. Alguns pastores que estão abraçando esta mesma ideia estarão lá nessa mesa de debate, falando aberrações a respeito de Deus e de Sua Palavra, dando apoio e se alegrando com tamanhas distorções teológicas. Infelizmente muitas dessas pessoas irão arrastar atrás de si uma multidão de adeptos que por discordarem de Deus e da Sua forma de agir seguirão esses falsos ensinos que o apóstolo Paulo já havia dito a Timóteo que ocorreria: “Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios, pela hipocrisia dos que falam mentiras e que têm cauterizada a própria consciência”. 1Tm 4.1,2.
Mas da mesma forma que o apóstolo Paulo chama a atenção de Timóteo em relação à apostasia dos últimos tempos, ele também chama a atenção do seu filho na fé a agir de forma contrária a tudo isso que estaria ocorrendo. O seu conselho a Timóteo é o mesmo para nós hoje também: “Mas rejeita as fábulas profanas e de velhas caducas. Exercita-te, pessoalmente, na piedade. Pois o exercício físico para pouco é proveitoso, mas a piedade para tudo é proveitosa, porque tem a promessa da vida que agora é e da que há de ser. Fiel é esta palavra e digna de inteira aceitação. Ora, é para esse fim que labutamos e nos esforçamos sobremodo, porquanto temos posto a nossa esperança no Deus vivo, Salvador de todos os homens, especialmente dos fiéis”. 1Tm 4.8-10.
O tempo que o apóstolo Paulo profetizou nós temos vivido. Está ficado cada dia mais difícil ver pessoas abraçando a sã doutrina, mas há um número enorme de pessoas dando ouvidos a ensinos de demônios, e o pior, em vários púlpitos. Mas se nós desfalecermos e nos deixarmos levar por essas heresias, a próxima geração será uma geração totalmente descrente das verdades bíblicas. Devemos seguir o conselho de Paulo que nos diz que devemos pregar a tempo e a fora de tempo.
Que o Senhor nos ajude!
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Os textos do pastor Silas Figueira podem ser visualizados no blog do Ministério Batista Beréia.
Teísmo Aberto e o problema do mal
“Eu formo a luz, e crio as trevas; eu faço a paz, e crio o mal; eu, o SENHOR, faço todas estas coisas” Isaías 45.7
Quando falamos de teísmo aberto no Brasil, é importante mencionar que nem todo mundo que defende, ou que simplesmente crê nas suas doutrinas, se declara teísta aberto. Na verdade, a maioria das pessoas nem sabem o que isso significa. Muitas delas apenas estão buscando respostas para perguntas, tais como “por que há tanta dor e sofrimento no mundo?”, ou “por que coisas ruins acontecem à pessoas boas?” (esta última pergunta é o título do famoso livro do rabino Harold Krushner, um teísta aberto declarado e grande propagador destas doutrinas).
O sofrimento é uma coisa dura de digerir. Lidar com o sofrimento (o nosso e o alheio) é mesmo desconfortante. Falar de um Deus bom em tempos de catástrofes, terremotos, furacões e epidemias, é uma tarefa difícil. Porém, a teologia, a fim de ser bíblica, não pode estar baseada no que a gente pensa ou sente, mas naquilo que Deus diz. Como escrevi na época em que aconteceu aquele desabamento horrível em Teresópolis, “se a sua teologia muda de acordo com o que acontece no mundo, então ela não está baseada em Deus, mas no mundo”.
Assim, o que está em jogo aqui são as nossas convicções. Ora, quando somos confrontados com o mal, a dor, uma perda prematura, um grande sofrimento, traição, etc, nossa fé é posta à prova. E é isso que acontece todas as vezes que um grande mal acomete o nosso mundo: Somos tentados a questionar Deus, e até mesmo a duvidar dele. Outros, em meio a esse aparente paradoxo (a existência de um Deus bom que permite o mal, sendo capaz de usá-lo para obter um fim bom, redimindo a dor no Final), acabam criando outra espiritualidade e também outra divindade, cheia de amor, porém oca em poder. Dizem que Deus não tem nada a ver com terremotos ou tsunamis, e que na verdade ele foi pego de surpresa por tudo isso. É mais ou menos assim que surge o “teísmo aberto”.
Agora, pense um instante comigo: Tá bem que não podemos ser insensíveis e frios ao tratar o sofrimento das pessoas, mas “que direito tenho eu ou qualquer outra criatura de dizer que Deus não pode ter um propósito ao permitir o mal no mundo, e até mesmo usá-lo, com intuito de promover um bem maior?”. Por acaso não é a própria bíblia que declara que a “nossa leve e momentânea tribulação produz um peso excelente de glória?” (2Co 4.17), e que “todas as coisas (sim, TODAS as coisas!) cooperam para bem dos que amam a Deus, e que são chamados por seu decreto”? (Rm 8.28)
Sim, o mal existe no mundo, mas não está fora de controle. Deus, o Soberano do universo, é quem permite que o mal atue no mundo, e através da dor e do sofrimento, nos ensina preciosas lições. Se o escritor aos Hebreus diz que até mesmo Jesus “aprendeu por meio do sofrimento” (Hb 5.8), quanto mais nós, criaturas tão pequenas, acaso não podemos também aprender com a dor?
O sofrimento existe e opera em conformidade aos propósitos de Deus. Por experiência, podemos dizer que ele tem efeitos punitivos e pedagógicos. Punitivos, quando Deus se vale dele para disciplinar a nossa rebeldia. Pedagógicos, quando Deus o utiliza para ensinar lições. (Hb 12.6)
Amados, por pior que seja o sofrimento, sempre podemos aprender dele. Eu também fiquei chocado com o tsunami do Japão, me sensibilizei com as famílias de Teresópolis e chorei pelos pais dos meninos de Realengo. E em meio a tudo isso, aprendi: Aprendi que a vida é delicada, curta mesmo. Ali, em meio aquela catástrofe, pude perceber o quanto nós somos frágeis, vulneráveis. Aprendi a não presumir nada do dia de amanha, pois ele pode não chegar. E por último, aprendi que devo aproveitar ao máximo os meus dias e viver intensamente para a glória de Deus, para que no dia que a morte bater na minha porta – assim como bateu em centenas de portas no Japão, em Teresópolis, em Angra dos Reis e Realengo – eu possa dizer como Paulo: “combati o bom combate, completei a carreira e guardei a fé”.
E se você não consegue digerir a idéia de que até o mal está incluído na soberania de Deus e pode ser usado por ele para produzir um bem maior, raciocine comigo:
“Se a morte de Cristo (o maior crime da história da humanidade, a maior crueldade já idealizada pelos homens: assassinar o Filho de Deus) foi permitida por Deus, planejada por ele e redundou na maior bênçao da história do mundo… Sim, se a maior tragédia e vileza humana, a morte do Filho de Deus, foi revertida no maior beneficio já concedido à criatura pecadora… Então porque as nossas pequenas mazelas cotidianas não podem estar também incluídas no seu senhorio e ser usadas por ele a fim de produzir um bem maior?”
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Leonardo Gonçalves, no Púlpito Cristão
Leia também:
Teísmo Aberto: Um tiro no pé
Teísmo Aberto e Kenósis: Os conflitos de uma heresia
Teologia do deus imperfeito, de Elienai Cabral Jr e Ricardo Gondim
Ouça também:
Podcast sobre teísmo aberto já está no ar!
Esses dias atrás recebi um convite do Paulinho Degaspari, Giuliano Barcelos e João Rodrigo Weronka para participar do podcast apologético do site irmãos.com, sobre o “Teísmo Aberto”.
Pra mim foi uma honra participar do podcast com os caras, me diverti demais gravando com eles.
O resultado deste trabalho saiu ontem e você pode conferir clicando aqui.
Dicionário do Movimento Neo-evangélico Brasileiro
Por Leonardo Gonçalves
BAAL = Divindade do panteão caldeu, conhecida pela ociosidade. Dorminhoco, não atende orações nem responde aos seus mais consagrados profetas. Enfim, um deus inerte e folgado que os teólogos moderninhos repaginaram e decidiram chamar de DEUS RELACIONAL.
BÍBLIA = Um livro cheio de mitos que precisa ser analisado de forma subjetiva e pessoal, mesmo que nossas conclusões não reflitam a intenção do autor. (Lembre-se: O interprete é soberano sobre o texto e não existem verdades absolutas)
BLOG APOLOGÉTICO = Ferramenta usada pelo diabo para frear o avanço dos pensadores neoevangélicos liberais, iluminados pelo Gizuiz Emo e o Giová ocioso pregados pelos teístas abertos, supra-sumos da intelectualidade crista pós-moderna.
CALVINISMO = Inquisição.
COMUNISMO = Reino de Deus.
DEUS RELACIONAL = Baal. Por mais que você clame a ele, ele não responde. Jamais vai intervir na história humana. Ver “ESPANTALHO”.
ED RENÉ KVITZ = Chuck Norris. Sumidade da teologia relativista/relacional/emo/moderninha brasileira.
ESPANTALHO = Deus Relacional. Na verdade, ele não é bem um espantalho; Ele só é tímido. Quer fazer amizade, mas só fica olhando de longe… paradão… tipo na dele. Ver BAAL.
HERESIA = Meio usado pelos pastores cinquentões e esquecidos para voltar à mídia e ganhar seguidores.
HORIZONTE UTÓPICO = Um embromeichon pra negar a vinda de Jesus e pagar de intelectual pros burgueses. Aquele papo de “virei outra vez” não vai acontecer: É tipo “pegadinha do Malandro”.
INFERNO = Isso Non Ecxisti.
JUNG MO SUNG = Deus.
LICENÇA POÉTICA = Desculpa pra inventar heresias. Também pode ser usado como meio de evadir diante de um questionamento teológico.
ORTODOXIA = Palavrão, tipo xingar a mãe de alguém ou coisa parecida.
PÚLPITO CRISTÃO = Site demoníaco. Não leiam!
RICARDO GONDIM = Pensador burguês que “pensa que pensa” e escreve uns textos horrorosos e longos que ninguém entende, mas muitos fingem admirar.
SALVAÇÃO = Boas obras. Dar sopão para os mendigos, etc.
TEÍSMO ABERTO = Sistema teológico que diz que Deus não sabe de nada que vai acontecer amanhã. Os seguidores deste sistema falam contra a teologia da prosperidade, mas padecem do mesmo mal dos neopentecostais: subserviência burra às idéias heréticas dos seus líderes.
TEÍSTA ABERTO = Jovem de classe média que tem entre “vinte e poucos” e “trinta e poucos” anos, revoltado com a igreja institucional, e que idolatram textos do Ricardo Gondim e Elienai Cabral Jr.
TEOLOGIA RELACIONAL = Pregação sobre um Deus atrapalhado que não faz nada direito e fica torcendo pra gente acertar. Ver “TEISMO ABERTO”
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Leonardo Gonçalves é editor do Púlpito Cristão














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